domingo, 27 de março de 2011

Uma de Muitas Historias que nao ficamos sabendo......

História de Breno 4 anos


Breno nasceu no dia 17 de outubro de 2005, com 3,850 Kg e 51 cm, super saudável.
Nada dava indícios de que ele teria uma doença tão grave.
Aos 5 meses ele teve uma febre muito alta e ao chegar os exames de sangue feitos no Pronto-Socorro, veio o susto e a correria… enfermeiras e médicos, todos tentando medicá-lo, e me falaram: “vamos interná-lo na UTI mãezinha… o estado dele é grave.”
O meu chão sumiu… ele era um bebê gordinho, agitado, e aparentemente saudável… como de repente ele estava em uma UTI com a vida entre a vida e a morte. Mas este era apenas o início de uma saga, “descobrir qual a doença do Breno”, e levou um bom tempo até isso acontecer.
Durante e depois desta internação foram realizados diversos exames, com resultados inconclusivos. Vieram outras internações na UTI e para transfusão de sangue. Um ano depois surge um possível diagnóstico, Aplasia de Medula, onde o tratamento de manutenção seria as transfusões e alguns remédios. Mas a cura seria o TRANSPLANTE DE MEDULA ÒSSEA.
Eu me perguntei: “Medula o quê?!?!? Óssea?!?!? Onde fica isso?!?! Como é feito?!?! O que precisa?!?! Quando será feito?!?!
Eram tantas dúvidas, mas com o esclarecimento surgiu o medo e a preocupação de não achar ninguém compatível. O primeiro passo seria todos da família fazerem o teste de compatibilidade, infelizmente niguém era compatível, o segundo passo, era aguardar um doador não – aparentado. E aguardamos por mais de 1 ano, mediante esta dificuldade decidi organizar uma campanha para tentar aumentar as chances de meu filho obter a cura.
A primeira campanha aconteceu em 2007 no SESI-SBC e cadastrou 3229 novos doadores, a segunda aconteceu em 2008 no Ginásio Poliesportivo de SBC e cadastrou 3500 doadores e a terceira aconteceu em 2009 também no Ginásio Poliesportivo de SBC e cadastrou 2800 doadores.
E durante todo esse tempo o Breno realizava transfusões uma vez por mês e tomava alguns remédios, mas demonstrava uma deficiência no desenvolvimento físico, pois não crescia e nem engordava.
O diagnóstico da doença do Breno mudou diversas vezes de Aplasia de Medula para Síndrome Mielodisplásica, voltando pra Aplasia de novo, passando pela especulação de muitas outras doenças e por fim ele foi diagnosticado com Síndrome de Shwachmann Diamond.
Em 2007 decido ter outro filho para tentar fazer o transplante de medula para o Breno através do sangue do cordão umbilical. Em maio de 2008 nasce a Rafaela, que infelizmente não foi compatível, mas ajudou a desenvolver o Breno em todos os sentidos.
Com o tempo a doença foi se desevolvendo e ficando cada vez mais agressiva, afetando outros órgão como pâncreas, figado e pele. Mas foi em junho de 2009 que pensei pela primeira vez que poderia perder meu filho.
Com febre e tosse fomos ao médico de emergência, e mais um susto, durante a consulta ele entrou em choque séptico (infecção generalizada) e foi internado às pressas. Durante esta internação ele teve 2 choques sépticos, ficou na UTI por 20 dias, teve 3 quase paradas cardíacas, ficou em coma induzido, inchou, foi entubado e tomava tantos remédios que 4 acessos não davam conta, quando saiu da UTI, passou mais 2 meses na enfermaria onde parou de falar, andar, voltou a usar fralda, perdeu a coordenação motora, chegou a pesar 8Kg e continuou tomando muitos remédios.
Ahhh, esqueci de mencionar que durante toda essa turbulência, descobri que estava grávida do Pedro Henrique!!! Quase enlouqueci!!!
Mas quando ele recebeu alta, a surpresa foi imensa, pois o Breno voltou uma criança ainda melhor, mais ativa,  feliz  e fazia todas as estripulias que uma criança normal fazia. Eu estava realizada… o Breno estava melhor do que nunca, minha filha era muito saudável e agora podia curtir a gravidez do novo integrante da família, Pedro Henrique, que nasceu em fevereiro de 2010. Também coletei o sangue do cordão para um possível transplante se fosse compatível (mas não deu tempo de concluir o exame).
Apesar dos 18 remédios por dia, o Breno vinha se desenvolvendo muito bem, havia engordado, crescido e não transfundia mais. Então pude realizar seu maior sonho… estudar!!! Era uma alegria levá-lo à escolinha!!!
Mas no dia 22 de março de 2010 durante o horário de aula me ligaram informando que o Breno estava com febre, fui buscá-lo e o levei ao hospital à noite, e mais um susto, internação às pressas na UTI e em menos de 24 horas, para ser mais exata às 17:30 do dia 23 de março recebi a pior e mais dolorosa notícia de minha Vida, meu filho amado, havia falecido.
Não conseguia entender como um dia antes ele estava em meus braços me beijando e no dia seguinte não poderia mais abraçá-lo. O meu amigo, meu amor, minha paixão, meu coração, simplesmente a minha Vida, não estaria mais ao meu lado.
Foi Deus que me deu força pra permanecer de pé, e os meus alicerces até hoje são meus filhos, inclusive o Breno. Devo à eles o SER Humano que me tornei e é por isso que continuo a fazer as campanhas.
Se eu puder evitar que ao menos 1 mãe, pai ou filho passe o que eu passei, já terá valido a pena. Mas para que a campanha seja um sucesso é preciso o apoio de todos na divulgação e participação da Campanha Doe Vida em Vida.
Essa campanha surgiu da necessidade de transformar a Dor em Amor, e de homenagear meu filho Breno, pois não achei maneira melhor de passar por essa data tão marcante, do que celebrando a VIDA.

sábado, 26 de março de 2011

Alimentaçao e tudo na nossa vida...

Alimentação Anticâncer

 
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A alimentação saudável atua na prevenção e no tratamento para o câncer!

O professor T. Colin Campbell, da Universidade Cornell em Nova Iorque, autor de um dos maiores estudos realizados sobre a relação entre câncer e hábitos alimentares, passou a infância em uma fazenda. Talvez a sua experiência com a terra tenha sido muito útil, pois Campbell soube, melhor do que qualquer outra pessoa, formular com grande exatidão, a relação íntima que existe entre o desenvolvimento do câncer e a alimentação. Ele compara, com muita propriedade, as três etapas do crescimento dos tumores (iniciação, promoção e progressão) com as do crescimento das ervas daninhas. A iniciação é a fase em que o grão se deposita no solo. A promoção é aquela em que ele se torna uma planta. A progressão é a fase em que o grão se prolifera de maneira descontrolada, invadindo os canteiros de flores, as alamedas do jardim e até a calçada na rua… Uma planta que não prolifera não é uma erva daninha.
A iniciação – a presença de um grão potencialmente perigoso – depende grandemente de nossos genes ou das toxinas presentes no nosso meio ambiente (radiação, produtos químicos cancerígenos etc.). Mas seu crescimento (a promoção) depende da existência de condições indispensáveis à sua sobrevida: uma terra favorável, água e sol.
No livro que dedicou a seus 35 anos de experimentação sobre o papel dos fatores nutricionais no câncer, Campbell conclui: “A promoção pode ser reversível, dependendo do fato de o primeiro microtumor canceroso receber ou não as condições necessárias ao seu crescimento. É nesse nível que os fatores nutricionais desempenham um papel bastante importante. Alguns desses fatores (os ‘promotores’) alimentam o crescimento do câncer. Outros (os ‘antipromotores’) o desaceleram. O câncer prospera quando há mais promotores do que antipromotores. Ele desacelera ou pára quando os antipromotores dominam. É um mecanismo de pêndulo. Impossível sublinhar suficientemente a importância capital dessa reversibilidade [1]. A foto ilustra o Dr. David Servan-Schereiber, autor do livro “Anticâncer”, demonstrando, na prática, uma das suas refeições favoritas.
David Servan-Schreiber
A alimentação adequada é indispensável a todos os seres vivos, para a manutenção da saúde, para a diminuição dos riscos de doenças e também para a restauração da saúde comprometida. O nosso sistema imunológico, o sistema que nos defende contra as infecções por bactérias e vírus e contra o câncer, depende fundamentalmente dos elementos nutritivos e dos micronutrientes extraídos dos alimentos que ingerimos. A má alimentação ou a alimentação inadequada, a carência de alguns nutrientes essenciais e a desnutrição podem se constituir em fortes inimigos dos pacientes com câncer.
O organismo de um indivíduo com câncer encontra-se combalido pela própria doença e pelos diversos tratamentos a que foi ou está sendo submetido, tais como cirurgia, radioterapia, quimioterapia, medicamentos antiinflamatórios, antibióticos, agentes anestésicos, dentre outros. Portanto, poupe o seu fígado e outros órgãos de agressão extra, evitando a ingestão de certos alimentos de difícil assimilação pelo organismo ou fortemente condimentados. Uma boa alimentação é uma parte extremamente importante no tratamento do câncer. Ingerir alimentos corretamente indicados, antes, durante e depois do tratamento faz com que você se sinta melhor e mais bem disposto.
Praticamente todos os pacientes com câncer experimentam perda de peso que, em certos casos, pode ser acentuada. Por isso alimentem-se bem, evite o pão branco, carnes e produtos de origem animais que são ricos em gorduras saturadas, colesterol, cloretos e muitas outras substâncias que atuam como verdadeiros venenos dentro do corpo. Aquela máxima é verdadeira, você é o que come! Coma alimentos saudáveis e ricos em vida e energia! Trate sempre seu corpo com carinho!

Liga Da Medula

Seja um voluntário da AMEO

Seja um voluntário da AMEO


Nosso trabalho é realizado pela Equipe AMEO e por voluntários que se identificam com a causa. O grupo de voluntários nos auxilia principalmente:

  • Nas campanhas de cadastramento de doadores voluntários de medula óssea realizadas em todo o Estado de São Paulo;
  • Na recepção de doadores de sangue e medula óssea no Hemocentro da Santa Casa;
  • Acolhimento de pacientes que necessitam de transplante de medula óssea.


    No ônibus, a equipe de voluntários indo para campanha.

Ser voluntário exige mais do que doação material, exige disciplina, crença na importância da causa e compromisso com o ser humano. Quando percebemos que somos uma pequena engrenagem e juntos somos capazes de mover uma gigantesca máquina movida pelo combustível do amor, então temos fôlego para ir em frente...

Independentemente das razões "internas" que nos movem a nos tornarmos voluntários, o engajamento nestas ações produziu o vínculo de pertencimento a um determinado grupo que não se define por classe social ou local de trabalho. Trata-se de um vínculo de "interesse desinteressado", voltado para a solução de um problema, para o qual cada um se dedica de acordo com suas habilidades e disponibilidade.



Perfil do voluntariado em campanhas:

A AMEO atua na orientação, organização e realização das campanhas de cadastramento de doadores voluntários de medula óssea. As campanhas são realizadas 1 ou 2 vezes por mês, sempre aos sábados. No dia do evento, primeiramente, são ministradas palestras de esclarecimento sobre todo o processo de doação voluntária de medula óssea. Essas palestras são feitas por voluntários capacitados para a função;o voluntário, por exemplo, precisa possuir boa capacidade de comunicação com o público, para que o procedimento fique claro para todos.

Palestrantes

Cadastro
Após os esclarecimentos feitos na palestra, os doadores preenchem as fichas de cadastro manualmente com orientação dos voluntários, que conferem os dados e preenchem as etiquetas para identificação dos tubos de coleta.O cadastramento também pode ser realizado online, através de computadores; para isso, é necessário haver, entre os voluntários, 20 digitadores que possam trabalhar na digitalização dos dados.

Cadastro Manual

Palestras

Cadastro Informatizado
Coleta
Após o cadastramento dos dados, os doadores colhem uma amostra de sangue da veia periférica para a realização do exame de compatibilidade. Essa amostra é colhida a vácuo por auxiliares/técnicos de enfermagem e enfermeiros voluntários que possuam o COREN.

Coleta de sangue


Posteriormente, as amostras de sangue são organizadas por biólogos e/ou biomédicos, armazenadas em temperatura adequada e encaminhadas aos laboratórios.

Organização das amostras que serão distribuidas aos laboratórios.

Temos uma grande necessidade de registrar o evento com fotos e depoimentos para que possamos cada vez mais sensibilizar a população. Precisamos de fotógrafos e jornalistas que consigam expressar claramente a simplicidade do processo e a importância da doação.
Organização das Amostras

Todas essas atividades podem ser realizadas por profissionais liberais. Por exemplo, professores, biólogos, biomédicos, digitadores, profissionais da área de informática, jornalistas, publicitários, fotógrafos, auxiliares/técnicos de enfermagem... Enfim, voluntários que se identifiquem com nossa ação.


Perfil do Voluntariado no Hemocentro da Santa Casa de São Paulo:

Esta atividade inclui atender os doadores de sangue e medula óssea que se dirigem ao hemocentro. Os voluntários recepcionam o doador, esclarecem as dúvidas sobre o procedimento de doação e auxiliam no preenchimento das etiquetas para a realização do cadastramento. O auxílio no hemocentro exige que o voluntário seja treinado para que possa esclarecer aos doadores noções básicas sobre a doação de sangue e a doação de medula óssea. O voluntário realizará essa atividade uma vez ao mês, num período de 5 horas (manhã ou tarde) .


Perfil do Voluntariado na sede da Associação:

O trabalho de acolhimento é direcionado a pacientes em espera de um transplante de medula óssea.

Esse trabalho é realizado, na sede da AMEO, por senhoras voluntárias que comparecem à associação por um período de 4 horas (às 3ª e/ou 4ª feiras). Elas são responsáveis pelas seguintes atividades:

  • Providenciar um lanche reforçado (sanduíches, bolos, suco) aos pacientes que aguardam a consulta ou a sessão de quimioterapia;
  • Organizar eventos beneficentes como: bazares, bingo e jantares para arrecadação de fundos para a associação;
  • Participar e apoiar passeios com os pacientes em parques, shows, circo, etc.;
  • Auxiliar na melhora da auto-estima dos pacientes com o desenvolvimento de kits de beleza e higiene pessoal;
  • Arrecadar doações para a organização de três festas anuais, que comemoram, com os pacientes e seus familiares, as datas da páscoa, do dia da criança e do natal;

Por meio de uma triagem, são selecionadas as famílias que passam por dificuldades econômicas básicas que podem interferir no tratamento do paciente. As famílias com maiores necessidades recebem cestas básicas doadas e vale-transporte, além de roupas e medicamentos, quando disponíveis.

Atendimento Semanal

Espontaneamente, o nosso trabalho reúne algumas características indispensáveis em ações coletivas bem sucedidas:

1) É multidisciplinar, possibilitando a participação de todos.

2) Organiza-se em uma estrutura horizontal , em que é a participação de todos,desempenhando da melhor forma suas funções, que determina os resultados positivos e altamente motivadores que temos obtido.

3) O respeito pelo trabalho e pela causa é o norteador de todos nossos esforços.

Equipe AMEO

Embora existam compromissos e responsabilidades, sabemos que estamos ligados ao trabalho voluntário apenas por um ato de vontade pessoal. E é por este motivo, provavelmente, que atuamos com tanta dedicação e alegria. Agir assim é ser o modelo para todos, e, acima de tudo, para nós mesmos.

São realizadas reuniões para que haja adesão de novos voluntários.Clique aqui e manifeste sua vontade de ser tornar nosso voluntário! Em breve entraremos em contato! Muito obrigado pelo interesse

Uma Vida Interrompida Por Uma Falta de Compaixao Com Para O Proximo

Doar medulas é para aqueles que reconhecem o valor da vida!

Publicado por: blogdaandreiakely em: 01/03/2011
Juliana Rodrigues faleceu no dia 05/02/2011, pela manhã, em decorrência da ignorância de possíveis doadores que volutariamente se cadastraram para doar, mas, quando convocados “disistiram”. Antes de falecer, deixou esta carta com familiares para que fosse divulgada:
Curitiba/PR, 11 de novembro de 2010

Não seja apenas um cadastrado, Seja um “doador” de medula óssea. Meu nome é Juliana Rodrigues, 37 anos, casada, mãe de dois filhos (10 e 6 anos). Desde outubro/2009 fui acometida pela Leucemia Linfóide Aguda, doença que trás como sinônimo; internações, transfusões, restrições, separações,… Enfim, queixas iguais a de todos que passam por esse longo e doloroso tratamento em busca da cura.
O meu caso tem indicação de transplante de medula óssea e meus queridos irmãos infelizmente não são compatíveis comigo. Fui cadastrada no Registro de Receptor de Medula óssea (REREME), e no Registro de Doador de Medula Óssea (REDOME) encontramos o que não tinha conseguido em minha família, um doador compatível, e para minha grande surpresa não era apenas um, e sim dois 100% compatíveis comigo. Dá para imaginar a minha alegria e satisfação nesse momento? As estatísticas do INCA mostram a dificuldade em se encontrar um doador compatível fora da família, principalmente aqui no Brasil devido a nossa miscigenação, e eu descobri que tenho dois compatíveis.
Eu nem acreditava que meus problemas estavam perto de minimizar, e por que não dizer acabar? Considerando que o transplante de medula é minha única chance de cura. Mas infelizmente veio à notícia bombástica, um não podia doar por estar passando por problemas de saúde e o outro “desistiu de doar”. Essa possibilidade é imaginada, mas não é esperada, já que o indivíduo se cadastrou como doador voluntário de medula óssea sabendo exatamente a que estava se propondo que é doar esperança para depois doar vida, desistiu porque tinha “medo”… Meu Deus! Que sentimento é esse que chega ser superior ao de salvar o seu semelhante? Saber que estar em suas mãos fazer a diferença na vida de uma pessoa não foi suficiente para fazê-lo (a) vencer esse MEDO, refletir sobre o mandamento que Deus nos ensinou “AMARÁS O TEU PRÓXIMO COMO A TI MESMO”, talvez tivesse ajudado a vencer esse sentimento terrível que me negou a oportunidade da vida e o convívio com meus filhos, meu marido, meus pais, meus irmãos, meus familiares.
 Enfim com todos que eu amo e que fazem parte da minha luta constante pela sobrevivência. Assim, diante dessa situação por mim vivenciada, sinto necessidade de divulgar este desabafo e ao mesmo tempo apelo, objetivando que outros pacientes que esperam por um doador compatível, não venham passar por essa tristeza e frustração.
 Aconselho a todos que se cadastraram e aos que pretendem se cadastrarem como doador voluntário de medula óssea a terem plena consciência da responsabilidade que estão assumindo ao levar esperança para quem precisa. Isso não é brincadeira, são vidas que estão em jogo e que sua decisão pode fazer a diferença entre a vida e a morte de alguém. Assim, Não seja apenas um cadastrado, Seja um “doador” de medula óssea. Com esse gesto de amor e solidariedade ao próximo você salva vidas, o que é melhor, ainda em vida.

Juliana Rodrigues

Não conhecia a Juliana, recebi esta carta de um dos amigos dos Caçadores de Medula. Quando a li não pude deixar de refletir sobre a situação, doadores compatíveis é quase impossível de se achar, a chance é de uma em um milhão de brasileiros, literalmente. Juliana tinha em suas mãos a vida de volta, a chance de curar-se e voltar a viver, achou DOIS doadores 100% compatíveis, entretanto, por um simples medo os dois doadores se recusaram a doar. A dor da perda de sua vida, pela segunda vez, foi forte demais para que resistisse. E assim no dia 05/02/2011 faleceu e deixou esta carta escrita para que fosse usada na conscientização de pessoas que se cadastraram para doar medulas.
Se você é cadastrado como doador no REDOME e um dia for chamado para doar, saiba que você foi escolhido geneticamente entre um milhão de brasileiros! E isto é um privilégio! É um destino, não é coincidência apenas, você é um ser humano especial! Você carrega em si a cura para alguém! Não há dinheiro no mundo que pague a paz de espírito de um portador de leucemia ao encontrar o seu doador compatível!
E não há do que ter medo, você pode doar a medula pelo procedimento corriqueiro que é a coleta pelo osso da bacia, recebendo para isto anestesia local e no mesmo dia receberá alta para que volte a sua rotina diária. Ou, poderá escolher um procedimento chamado aférese, no qual se toma um medicamento que libera as medulas para a corrente sanguínea , precisando apenas após este procedimento, que você doe uma bolsa de sangue. Os dois procedimentos são indolores e seguros, no primeiro você pode optar por dormir e acordar quando a coleta terminar e no segundo nem preciso dizer que é igual a doar sangue, a diferença é que você tomará uma medicação semanas antes de doar a bolsa de sangue.
Agora me diz, qual é o medo? Espero que as pessoas que se recusaram a doar a medula para Juliana, nunca se arrependam pelo que permitiram que a  ignorância acerca do assunto causasse. A ignorância, venceu a vida!  Era só perguntar aos profissionais do REDOME, era só ler sobre o assunto, trocar informações com quem já doou, eles teriam o prazo de um mês para conhecer os procedimentos, pois durante esse período eles estariam fazendo os exames de check up para avaliar seu estado de saúde e aptidão para a doação. Os exames sim, determinariam se o caso de saúde impediriam a doação. É lamentável, tudo o que aconteceu!
 Sinceramente não sei mais o que escrever!
Só peço a todos, que ao se cadastrarem no REDOME considerem a hipótese de serem chamados para doar! Embora a chance seja ínfima, você pode ser o doador compatível que o REDOME procura. Pense sobre isto antes de se cadastrar e pense no que pode ocorrer, se, você, por “medinho”, se recusar! Estamos falando de vida e se por algum momento ou apelo emocional, você decidiu se cadastrar, pense, você pode corregar a cura! Então, esteja pronto, para aquilo que se prontificou voluntariamente a fazer!

Esta convocação para doar medula ósseas é para aqueles que reconhecem o valor de uma vida!
É para os fortes!
É para homens e mulheres de valores

quinta-feira, 24 de março de 2011

Caminhos da Alegria

GRUPO CAMINHO DA ALEGRIA


Quando você colocar o amor em primeiro lugar,
Nem o medo, nem a vergonha, nem a dúvida, nem o desânimo, nem a preguiça,
Nada deixará você parar ....
Quando você colocar o amor em primeiro lugar,
As regras, as convenções, o que as pessoas irão dizer ou pensar
Não vai lhe importar ....
Quando você colocar o amor em primeiro lugar, Você abrirá mão das suas poucas horas de descanso,
Vestirá seu jaleco branco, irá se maquiar, colocar seu nariz de palhaço ....

E se transformará em um doutor, tentando levar alegria e esperança a pessoas que você nunca viu, não sabe como se chamam, nem onde moram, e muito menos que idade têm ....

E que se um dia você encontra-las na rua, com certeza não lhe reconhecerão...
Mas ao se lembrar da sensação que sentiu em receber aquele sorriso, nem que tenha sido somente o sorriso do olhar, Você terá a certeza que valeu a pena ter colocado o amor em primeiro lugar...

Doutores da Alegria

O Doutores da Alegria é uma organização da sociedade civil, sem fins lucrativos, que tem como missão promover a experiência da alegria como fator potencializador de relações saudáveis por meio da atuação profissional de palhaços junto a crianças hospitalizadas, seus pais e profissionais de saúde. Além disso, a organização visa compartilhar a qualidade desse encontro com a sociedade com produção de conhecimento, formação e criações artísticas.
Mantida pelo apoio de empresas e pessoas físicas na forma de patrocínio, parceria e associação, a organização foi pioneira na introdução do teatro em um quarto de hospital. O trabalho dos Doutores da Alegria foi incluído duas vezes pela Divisão Habitat da ONU entre as melhores práticas globais.
Desde 1991, quando o Doutores da Alegria foi fundado em São Paulo por Wellington Nogueira, ator, palhaço e hoje Coordenador Geral da organização, os seus palhaços já visitaram mais de 550 mil crianças e adolescentes hospitalizados, atingindo também cerca de 600 mil familiares, e envolvendo mais de 13 mil profissionais de saúde.
Hoje, a organização está presente em São Paulo, Rio de Janeiro, Recife e Belo Horizonte, e conta com uma equipe de mais de 20 funcionários e colaboradores nas áreas de pesquisa, formação, gestão, administração e mobilização, e cerca de 60 artistas que atuam em dezoito hospitais. Desses artistas, onze participam também da gestão da ONG.
Além do pioneirismo no país com o trabalho nos hospitais, a organização também é precursora no que se refere à sistematização e difusão do conhecimento obtido neste trabalho, ao estudo das relações entre arte e ciência e do universo do palhaço como um todo.
Assim, os Doutores da Alegria têm hoje cursos e publicações que atingem um público amplo que vai de jovens aprendizes a estudantes universitários e empresários, além de espetáculos adultos e infantis e palestras para empresas e escolas onde se evidencia o poder da criatividade e da alegria como força transformadora de obstáculos em recursos.
As publicações lançadas pelos Doutores da Alegria incluem a coleção "Boca Larga", série de cadernos periódicos com artigos e entrevistas que abordam a formação e a procedência histórica do palhaço brasileiro, e a ética e a qualidade no trabalho de palhaços em hospitais.
Desde 2004, os Doutores da Alegria realizam em São Paulo um programa de formação e inclusão social que visa capacitar jovens entre 17 e 23 anos em artes cênicas e na linguagem do palhaço. O programa oferece aulas diárias e tem duração de dois anos. Ao final do programa, os jovens participam da criação, concepção e montagem de um espetáculo que circula pelas regiões em que vivem os jovens inscritos, além de outros teatros e centros culturais da cidade.
Em 2007, a organização lançou o programa "Palhaços em Rede", respondendo a uma demanda antiga de grupos de todo o Brasil que, inspirados pelos Doutores da Alegria, decidiram atuar com o figurino do palhaço em hospitais de todo o país, na maioria das vezes de forma amadora e voluntária. O programa oferece orientação a pessoas ou grupos selecionados por meio de edital público, ao mesmo tempo em que reforça a identidade de cada um dos participantes.

quarta-feira, 23 de março de 2011

Ser ou Ter ?????

Nossa correria diária não nos deixa parar
para perceber se o que temos já não é
o suficiente para nossa vida.

Nos preocupamos muito em TER: ter isso,
ter aquilo, comprar isso, comprar aquilo.

Os anos vão passando, quando nos damos
conta, esquecemos do mais importante
que é VIVER e SER FELIZ!

Muitas vezes para ser Feliz não é preciso
Ter, o mais importante na vida é SER.

As pessoas precisam parar de correr atrás
do Ter e começar a correr atrás do SER:
Ser Amigo, Ser Amado, Ser Gente.

Tenho certeza de que, quando SOMOS,
ficamos muito mais Felizes do que
quando Temos.

O SER leva uma vida para se conseguir e
o Ter muitas vezes conseguimos logo.

O SER não se acaba nem se perde com
o tempo, mas o Ter pode terminar logo.

O SER é eterno, o Ter é passageiro. Mesmo
que dure por muito tempo, pode não trazer
a Felicidade... E é aí que vem o vazio
na vida das pessoas...

Por isso, tente sempre SER e não Ter.
Assim você sentirá uma Felicidade
sem preço!

Espero que você deixe de cobrar o que
fez e o que não fez nos últimos anos e
que você tente o mais importante:

SER FELIZ

Reflexão...Viver.....

Viver

Viver, não é doar um pouco . . .É doar sempre.
Não é apenas suportar a ofensa. . .É esquecê-la.
Não é compadecer . . .
É ajudar, mesmo que isso se torne incômodo.
Viver, não é simplesmente sorrir. . .
É mais do que isso,
É fazer alguém sorrir.
Viver, não é medir sua ajuda,
É ajudar sem medir.
Não é ajudar somente quem está perto,
Mas estar sempre perto para ajudar.
Quem realmente vive e ama, não faz o que pode. . Faz o impossível.
Viver é sempre dizer aos outros que eles são importantes,
Que nós o amamos, porque um dia eles se vão
e ficamos com a nítida impressão de que não o amamos o suficiente.
VIVA . . .
Ame as pessoas ao seu redor,
diga-lhes o quanto elas significam para você,
perceba que a felicidade é uma coisa tão simples,
que você pode alcançá-la num só gesto,
Desde que esse gesto transmita tudo de bom que existe em você.
Desde que signifique SINCERIDADE
Desde que demonstre AMOR.
Ame as pessoas como se não houvesse amanhã ....

Doutores Da Alegria ....Fazem a Alegria de Muitos Doentes









segunda-feira, 21 de março de 2011

Leucemia Aguda...

Leucemia Aguda...

Anemia Aplástica

Anemia aplástica

Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.
Anemia aplástica
Star of life caution.svg Aviso médico
Classificação e recursos externos
CID-10D60.-D61.
CID-9284
DiseasesDB866
A Anemia Aplástica ou Aplásica ocorre quando a medula óssea produz em quantidade insuficiente os três diferentes tipos de células sanguíneas existentes: glóbulos vermelhos, glóbulos brancos e plaquetas. O termo Anemia pode ser reservado apenas para a deficiência de glóbulos vermelhos, enquanto que a diminuição de leucócitos seria chamada de leucopenia e a diminuição de plaquetas de trombocitopenia. A diminuição das três linhagens celulares pode ser chamada de aplasia de medula.

Índice

[esconder]

[editar] Causas

Uma das causas pode ser de ordem auto-imune; em determinadas situações não se determina a causa.Já em outras ao se questionar o paciente averigua-se o uso anterior de algumas drogas tais como cloranfenicol ( 1 em 40.000 pacientes que usam esta medicação desenvolve anemia aplástica), carbamazepina, fenitoína, quinino, benzeno; A radiação também pode estar envolvida: acredita-se que Marie Curie tenha vindo a falecer em função disso; Pode-se ter ainda como gênese desta anemia, infecção por vírus, exemplo de 2% de pacientes com hepatite aguda viral podem cursar com aplasia de medula.

[editar] Sinais e sintomas

Portadores desta patologia podem ter sangramentos pela trombocitopenia,sejam micro sangramentos na forma de hematomas na pele ou sangramentos profusos; anemia também pode acontecer e graves infecções, podendo chegar a quadro de septicemia.

[editar] Diagnóstico

o exame laboratorial deve-se iniciar por hemograma, incluindo contagem de reticulócitos; mielograma e biópsia de medula óssea devem vir logo em seguida sendo a hipoplasia(diminuição de células) da mesma e substituição por tecido gorduroso um achado importante para o diagnóstico. Dosagem de vitamina B12 e ácido fólico para diferenciar de anemia megaloblástica ( nesta estas duas substâncias estão diminuidas), sorologias para infecções virais. Dosagem de HLA ( dosagem de antígeno de histocompatibilidade) para avaliar possíveis doadores.

[editar] Diagnóstico Diferencial

[editar] Tratamento

Apenas 25% dos pacientes possuem doadores compatíveis (HLA) e para estes o tratamento baseia-se no transplante de medula óssea; Então, hoje em dia, o tratamento mais utilizado é a imunossupressão do sistema imununológico, pois acredita-se que ele é o responsável por suprimir a hematopoiese (produção sanguínea), geralmente se usa um esquema combinado de três drogas: imunoglobulina anti timocítica, ciclosporina e corticóide.

[editar] tratamento de suporte

Deve-se utilizar toda vez que necessário a transfusão seja de plaquetas ou de hemácias;tratamento precoce das infecções, pois juntamente com o sangramento é a maior causa de morbi mortalidade.

[editar] Seguimento

exames laboratorias como hemograma, função renal e hepática devem ser feitos semanalmente; e sorologias a cada seis meses.

[editar] Critérios de cura

Os pacientes têm três caminhos a seguir podem ter uma resposta completa ao tratamento, não necessitando de transfusão sanguínea, estes devem somente fazer acompanhmanento clínico periódico; resposta parcial também não necessita de transfusão mas não mantém níveis considerados normais das células sanguínea; sem resposta, ou seja, necessitam de transfusão sanguínea, nestes pacientes deve se tentar outros tipo de imunossupressão.

Medula Óssea

Medula óssea

Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.
Medula óssea
Gray72.png
Ilustração das células da medula óssea.
Latimmedulla ossium
A medula óssea, também conhecida como tutano, é um tecido gelatinoso que preenche a cavidade interna de vários ossos e fabrica os elementos figurados do sangue periférico como: hemácias, leucócitos e plaquetas.
A medula óssea é, pois, um órgão hematopoiético. Ela é constituída pelas linhagens que originam os três elementos citados acima, de células que tomam parte na fabricação do osso (osteoblastos e osteoclastos), de células e fibras que compõem uma malha para sustentar todas as células referidas (fibras e células reticulares). É onde estão as células progenitoras das células sanguíneas. Ali também têm origem as alterações que vão ser responsáveis por inúmeras doenças. No homem adulto sadio produz cerca de 2,5 bilhões de eritrócitos, 2,5 bilhões de plaquetas e 1,0 bilhão de granulócitos por kg de peso corporal.[1]
A medula óssea é constituída por um tecido esponjoso mole localizado no interior dos ossos longos. É nela que o organismo produz praticamente todas as células do sangue: glóbulos vermelhos (Eritrócitos), glóbulos brancos (Leucócitos) e plaquetas (Trombócitos). Estes componentes do sangue são renovados continuamente e a medula óssea é quem se encarrega desta renovação. Trata-se portanto de um tecido de grande atividade evidenciada pelo grande número de multiplicações celulares.
A medula óssea mantém-se em atividade intensa e ininterrupta para produzir células sanguíneas e para isso depende de abundante e contínuo suprimento de substâncias.
Para elaborar novos glóbulos vermelhos ela aproveita restos de glóbulos vermelhos envelhecidos e destruídos, ferro contido na hemoglobina é reaproveitado.

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[editar] Anatomia

[editar] Tipos

Ao nascermos todos os nossos ossos contém medula capaz de produzir sangue: a medula vermelha. Com a passagem dos anos, a maior parte da medula vai perdendo sua função, sendo substituída por tecido gorduroso que passa a ser chamada de medula amarela.
No adulto apenas alguns ossos continuam exercendo essa função: as costelas, o corpo das vértebras, as partes esponjosas de alguns ossos curtos e das extremidades dos ossos longos dos membros superiores e inferiores, assim como o interior dos ossos do crânio e do esterno.
Os outros ossos do esqueleto do adulto possuem medula amarela e portanto, em condições normais, são incapazes de produzir sangue. Quando há uma necessidade maior, como no caso de uma anemia, parte desta medula óssea amarela pode voltar a produzir células sanguíneas.

[editar] Estroma

[editar] Células-tronco

A medula óssea contém células-tronco.

[editar] Doenças envolvendo a medula óssea

Diversas doenças podem alterar a arquitetura da medula óssea. Entre elas se destacam:

[editar] Doação e transplante de medula óssea

Medula óssea sendo retirada
A medula óssea também pode ser doada para transplante. O processo baseia-se no transplante das células hematopoiéticas.

[editar] Exame de medula óssea

Diversos exames de medula óssea podem ser realizados através de biópsia para diagnóstico de uma doença.

Notas e referências

Leucemias E Seus Sintomas

O termo leucemia (do grego leukos λευκός, "branco"; aima αίμα, "sangue") corresponde a um conjunto de neoplasias malignas (cancro/câncer) que atingem o sangue e possuem origem na medula óssea.
Podemos classificá-las em:
  • Leucemias Agudas — aquelas de início e evolução rápidos
  • Leucemias Crônicas — aquelas em que a instalação é insidiosa
Podemos, ainda, classificá-las segundo a linhagem celular comprometida:
  • Leucemias Linfóides — comprometimento da linhagem linfóide
  • Leucemias Mielóides — comprometimento da linhagem mielóide
A sua causa (etiologia) precisa é desconhecida. Sabe-se que, a depender do subtipo, estão envolvidas alterações gênicas e cromossômicas específicas.
Tem como característica a proliferação anormal de células na medula óssea — onde origina-se o sangue — o que pode acabar por suprimir a produção de células normais.

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[editar] Classificação

Clinicamente e patologicamente a leucemia é dividida em formas aguda e crônica.
  • A leucemia aguda é caracterizada pelo crescimento rápido de células imaturas do sangue. O tratamento deve ser imediato pela rápida progressão e acumulo de células malignas que invadem a circulação periférica e outros órgãos. Geralmente acomete em crianças, adultos e jovens.
  • A leucemia crônica é caracterizada pelo aumento de células maduras mas anormais. Sua progressão pode demorar de meses a anos. Geralmente acomete pessoas mais velhas.
Além disso, as doenças são classificadas entre linfoblásticas ou leucemias linfóides, que indicam que uma mudança cancerosa ocorreu em um tipo de célula da medula óssea que geralmente toma forma de linfócitos, ou mielóides ou leucemias mielóides, que indicam que uma mudança cancerosa ocorreu em um tipo de célula da medula óssea que normalmente toma forma de hemácias, alguns tipos de leucócitos e plaquetas.
A combinação dessas duas classificações gera quatro doenças:

Quatro principais tipos de leucemia
Tipo de célulaAgudaCrônica
Leucemia linfocítica
(ou "linfoblástica")
Leucemia linfocítica aguda (LLA)Leucemia linfocítica crônica (LLC)
Leucemia mielóide
(ou "não-linfocítica")
Leucemia mielóide aguda (LMA)Leucemia mielóide crônica (LMC)

Dentro destas categorias principais, existem diversas subcategorias. Um dos tipos de leucemia classificado fora destas categorias inclui a leucemia de células pilosas.

Comparação dos tipos de leucemia
TipoOcorrênciaTaxa de sobrevivência em 5-anosTratamento
Leucemia linfocítica agudaTipo mais comum de leucemia em crianças jovens. Este tipo também afeta adultos, especialmente com mais de 65 anos.85% em crianças e 50% em adultos[1]Medula óssea e de controlo da doença sistêmica, a prevenção da propagação da doença, por exemplo, ao Sistema Nervoso Central
Leucemia linfocítica crônicaMais frequentemente afeta adultos acima de 55 anos. Às vezes ocorre em adultos jovens, mas quase nunca afeta crianças. ⅔ dos afetados são homens.75%[2]Incurável
Leucemia mielóide agudaOcorre mais comumente em adultos do que em crianças, sendo mais comuns em homens do que em mulheres.40% [3]Medula óssea e de controlo da doença sistêmica, a prevenção da propagação da doença, por exemplo, ao Sistema Nervoso Central
Leucemia mielóide crônicaOcorre principalmente em adultos. Um número muito pequeno de crianças também desenvolve esta doença.90%Imatinib [4][5]
Leucemia de células pilosasCerca de 80% dos afetados são homens adultos. Não há caso relatados em crianças jovens.96% a 100% em dez anos[6]Incurável, mas facilmente tratável

[editar] Causas

Não existe uma causa única para todos os tipos de leucemias. Cada tipo de leucemia possui sua própria causa. Suspeita-se de ser causada por fatores diversos, dentre eles: herança genética, desencadeamento após contaminação por certos tipos de vírus, radiação, poluição, tratamento quimioterápico entre outros. Algumas vezes, pensa-se muito a respeito da baixa imunidade (onde células podem destruir células cancerígenas)ou alguma falha no sistema imunológico que fizesse com que alguma célula anormal não fosse destruída e se reproduzisse, dando início ao câncer. Não se pode determinar de forma exata como a leucemia se desencadeia em um indivíduo específico, mas é possível verificar através de seu próprio histórico a possível causa.

[editar] Sintomas

As manifestações clínicas da leucemia são secundárias à proliferação excessiva de células imaturas (blásticas) na medula óssea, que infiltram os tecidos do organismo, tais como: amígdalas, linfonodos (ínguas), pele, baço, rins, sistema nervoso central (SNC) e outros. A proliferação rápida das células leucêmicas faz com que estas vão ocupando cada vez mais a medula óssea, não deixando mais as células normais (hemácias, leucócitos e plaquetas) se reproduzirem normalmente e saírem da medula óssea, causando os sintomas.
  • Síndrome anêmica: aparecem pela redução da produção dos eritrócitos pela medula óssea.
    • Sonolência;
    • Cansaço;
    • Irritabilidade e fraqueza;
    • Pouca fome, conseqüentemente, emagrecimento;
    • Palpitações;
    • Dores de cabeça;
    • Tonturas;
    • Desmaios;
    • Em casos mais graves, palidez.
  • Síndrome trombocitôpenica (hemorragias): aparecem pela redução de plaquetas que são de grande importância para a coagulação do sangue, pois evitam os sangramentos.
    • Hematomas (manchas roxas) grandes que aparecem sem trauma algum;
    • Hematomas (manchas roxas) que aparecem e reaparecem, sucessivamente, após pequeno trauma;
    • Petéquias (pequenas pintinhas vermelhas de sangue que aparecem na pele);
    • Petéquias dentro da boca;
    • Epistaxe;
    • Sangramento gengival;
    • Menstruação excessiva;
    • Algumas vezes, sangue nas fezes;
  • Síndrome leucopênica (mais neutropênica):aparecem pela diminuição de leucócitos normais, principalmente os neutrófilos, que atuam na defesa do organismo contra infecções.
    • Infecções freqüentes;
    • Língua dolorida, machucada;
    • Aftas, machucados freqüentes que aparecem e reaparecem dentro da boca ou no lábio;
    • Febre;
    • Algumas vezes, suor excessivo durante a noite e gânglios linfáticos saltados;
    • Esplenomegalia e/ou Hepatomegalia (sensação de barriga cheia, lotada).
Ocasionalmente, também pode ocorrer:
  • Infiltração das células leucêmias nos órgãos, tecidos e ossos causando:
    • Dor nos ossos;
    • Dor no esterno;
    • Dor nas articulações;
    • Problemas nos órgãos.
Esses sintomas geralmente aparecem em "tríade", ou seja, pelo menos, um sintoma de cada síndrome (anemia, plaquetopenia, leucopenia). Por exemplo, uma pessoa pode apresentar sonolência, manchas roxas e febre. Porém, existem casos raros em que a pessoa apresenta apenas uma anemia normocítica de difícil tratamento.

[editar] Diagnóstico laboratorial

  • Hemograma: ao fazer um exame de rotina, pode-se notar um hemograma anormal sugestivo de leucemia com presença de células imaturas ou uma proliferação excessiva de células aparentemente maduras. O hemograma não serve para classificar a leucemia, mas geralmente é o primeiro exame a ser notado alguma alteração. Também se verifica se há presença de anemia e trombocitopenia.
  • Mielograma: É um exame de grande importância para o diagnóstico, através da análise da morfologia das células e com o uso de provas citoquímicas. O mielograma é usado também para a avaliação da resposta ao tratamento, indicando se, morfologicamente, essas células leucêmicas foram erradicadas da medula óssea (remissão completa medular). Esse exame é feito sob anestesia local e consiste na aspiração da medula óssea seguida da confecção de esfregaços em lâminas de vidro, para exame ao microscópio. Os locais preferidos para a aspiração são a parte posterior do osso ilíaco (bacia) e o esterno (parte superior do peito). Durante o tratamento são feitos vários mielogramas.
  • Punção lombar: A espinal medula é parte do sistema nervoso, que tem a forma de cordão, e por isso é chamada de cordão espinhal. A medula é forrada pelas meninges (três membranas). Entre as meninges circula um líquido claro denominado líquor. A punção lombar consiste na aspiração do líquor para exame citológico e também para injeção de quimioterapia com a finalidade de impedir o aparecimento (profilaxia) de células leucêmicas no SNC ou para destruí-las quando existir doença (meningite leucêmica) nesse local. É feita na maioria das vezes com anestesia local e poucas vezes com anestesia geral. Nesse último caso, é indicado em crianças que não cooperam com o exame.
  • Citometria de fluxo: Pesquisa alguns marcadores de superfície das células imaturas. No caso de uma leucemia linfóide aguda é possível saber se a proliferação é de linfócito T ou B.

[editar] Tratamento

Como geralmente não se conhece a causa da leucemia, o tratamento tem o objetivo de destruir as células leucémicas, para que a medula óssea volte a produzir células normais. O grande progresso para obter cura total da leucemia foi conseguido com a associação de medicamentos (poliquimoterapia), controle das complicações infecciosas e hemorrágicas e prevenção ou combate da doença no sistema nervoso central (cérebro e medula espinhal). Para alguns casos, é indicado o transplante de medula óssea.
O tratamento é feito em várias fases.
  • A primeira tem a finalidade de atingir a remissão completa, ou seja, um estado de aparente normalidade que se obtém após a poliquimioterapia. Os quimioterápicos mais utilizados são a citarabina (100–200 mg/m² por 7 dias) e a daunorrubicina (30–60 mg/m² por 3 dias). Este esquema é conhecido como 7+3. Esse resultado é conseguido entre um e dois meses após o início do tratamento (fase de indução de remissão), quando os exames não mais evidenciam células leucêmicas. Isso ocorre quando os exames de sangue e da medula óssea (remissão morfológica) e o exame físico (remissão clínica) não demonstram mais anormalidades.
Entretanto, as pesquisas comprovam que ainda restam no organismo muitas células leucêmicas (doença residual), o que obriga a continuação do tratamento para não haver recaída da doença. Nas etapas seguintes, o tratamento varia de acordo com o tipo de leucemia (linfóide ou mielóide), podendo durar mais de dois anos nas linfóides e menos de um ano nas mielóides.
São três fases:
  • consolidação (tratamento intensivo com substâncias não empregadas anteriormente);
  • reindução (repetição dos medicamentos usados na fase de indução da remissão) e
  • manutenção (o tratamento é mais brando e contínuo por vários meses).
Por ser uma poliquimioterapia agressiva, pode ser necessária o internamento do paciente nos casos de infecção decorrente da queda dos glóbulos brancos normais pelo próprio tratamento.

[editar] Principais procedimentos médicos no tratamento da leucemia

  • Cateter Venoso Central: Como o tratamento da leucemia aguda pode alcançar até três anos de duração e requer repetidas transfusões e internações, recomenda-se a implantação de um cateter de longa permanência em uma veia profunda, para facilitar a aplicação de medicamentos e derivados sangüíneos além das freqüentes coletas de sangue para exames, evitando com isso punções venosas repetidas e dolorosas.