quinta-feira, 29 de dezembro de 2011
Como ajudar uma pessoa quando o diagnostico da positivo!!!
Emoções: perceba quando a ajuda é necessária.
O modo como cada pessoa se relaciona com o câncer é único e depende de inúmeros fatores, como o grau de percepção da doença, o suporte familiar e social, os recursos de enfrentamento e os traços de personalidade.
A Psico-Oncologia vem estudando as reações diversas e as necessidades emocionais de inúmeros indivíduos. A partir desse conhecimento, estabeleceram-se alguns padrões que indicam um ajustamento saudável.
Identificam-se, de maneira geral, três fases – resposta inicial, distresse e ajustamento – pelas quais passam todos os que recebem o diagnóstico de câncer ou a informação de uma recidiva
Essas fases não acontecem obrigatoriamente de forma seqüencial e podem apresentar-se alternadamente ou ao mesmo tempo, com durações muito variáveis.
A primeira reação é a descrença: você não acredita que aquilo está acontecendo, “a ficha ainda não caiu”. Depois vem um período de distresse, em que sintomas de ansiedade e de depressão se misturam, com duração de alguns dias ou semanas. A seguir e à medida que opções de tratamento e cuidados tomam forma, instala-se a fase de ajustamento.
Nesses momentos iniciais, você pode sentir extrema tristeza, talvez acompanhada por sintomas físicos como:
Choro constante
Fadiga e dificuldade de concentração
Falta ou excesso de sono
Mudança de hábitos alimentares
Perda de peso ou apetite
Irritabilidade
É possível que você se veja:
Com maior necessidade de amparo por parte de familiares ou amigos
Confiando menos em suas próprias decisões
Com dificuldade de se fazer entender
Reagindo desproporcionalmente a algumas situações
Sentindo-se frustrado(a) ou contrariado(a) com facilidade
Nem sempre é fácil dedicar atenção aos sentimentos, num momento em que muitas decisões práticas precisam ser tomadas. Porém o cuidado às reações emocionais é importante por diversos motivos:
Expressar as emoções, ao invés de ocultá-las, promove alívio, e fortalece a saúde mental e física.
O estresse contínuo por vezes afeta o sistema endócrino (produtor de hormônios) com resultados no sistema imunológico, o que pode retardar o processo de tratamento e cura.
Há evidências de que o suporte psicossocial prestado por profissionais qualificados tem impacto positivo na qualidade de vida de pacientes ou sobreviventes de câncer.
Além disso, a atenção e cuidado às emoções podem ajudar:
O fortalecimento de pensamentos positivos como coragem, esperança, auto-confiança e gratidão
Uma vida mais plena, nos planos físico, emocional e espiritual
A comunicação de melhor qualidade com a família, amigos e membros da equipe profissional de saúde
O desenvolvimento de novos recursos de enfrentamento que serão úteis em outras situações de vida
A compreensão e a elaboração da experiência vivida.
No turbilhão de emoções que podem atingir você, seus familiares e entes queridos, encontram-se alguns componentes quase universais, que apresentamos a seguir.
Reaparecimento de uma doença após determinado período sem sintomas.
Muitas vezes esses sintomas resultam das próprias medicações utilizadas durante o tratamento; no entanto em todas as situações, merecem cuidado e atenção.
• Ansiedade
• Pensamento positivo
• Culpa
• Depressão
• O que pode ajudar
Sangue do Cordão Umbilical e Placentário
Sangue do Cordão Umbilical e Placentário - SCUP
O Ministério da Saúde lançou no final de setembro de 2004 uma rede pública de bancos de armazenamento de sangue de cordão umbilical e placentário, a BrasilCord, para o atendimento de pacientes que necessitam de células-tronco e que aguardam transplantes de medula óssea.
Atualmente, o Brasil soma 2.500 indicações anuais para transplante de medula óssea, das quais 1.500 não encontram um doador com laços de parentesco e compatibilidade genética.
A ABRALE contribuirá com o projeto esclarecendo a população e médicos obstetras sobre a importância da doação.
Abaixo, algumas respostas para as dúvidas mais freqüentes sobre a doação do sangue do cordão umbilical:
O que é o sangue de cordão umbilical e placentário (SCUP)?
Devido às dificuldades de se encontrar doadores de medula óssea, busca-se fontes alternativas de células progenitoras. Pesquisas demonstraram que, durante a gestação, o sangue de cordão umbilical é uma fonte rica em células progenitoras.
A partir dessa descoberta, as células progenitoras obtidas do sangue de cordão umbilical vêm sendo utilizadas em modelos terapêuticos onde é indicado o transplante de medula óssea.
Qual a principal utilização do sangue de cordão umbilical?
O uso terapêutico comprovado é a reconstituição de células do sangue, substituindo a medula óssea nos pacientes que não têm doador.
Como é feita a coleta de sangue de cordão umbilical?
A doação do sangue do cordão umbilical não começa na coleta. Ela passa por várias etapas:
1) Triagem: as mães dispostas a doar passam por uma triagem desde o pré-natal. São excluídas aquelas que apresentarem doenças genéticas e histórico de neoplasia, entre outros, e aquelas que tenham deixado de realizar pelo menos duas consultas no pré-natal.
2) Coleta: passada a triagem, o sangue do cordão é coletado tanto em partos naturais quanto em cesáreas. A coleta é acompanhada por três formulários: um relatório do histórico clínico materno e familiar, um histórico do parto do recém-nascido e um termo de consentimento que regulariza a doação do material. Também é retirada uma amostra de sangue materno para a triagem sorológica de doenças como Hepatites e HIV.
3) Análise: o material coletado é acondicionado sob refrigeração. Depois, passa por uma contagem do número de células e de volume. Se esses números forem baixos, a unidade coletada é desprezada. Caso apresente um número adequado de células-tronco, a unidade é processada e armazenada em local próprio.
4) Consulta com a mãe e o bebê: há uma consulta com a mãe, de dois a seis meses após o nascimento, para novos exames de sangue e observação do estado geral do bebê. Caso tenha ocorrido alguma anormalidade, a unidade de células-tronco é descartada. Só após esses exames a unidade tem sua tipagem realizada e disponibilizada no registro de doadores.
Quais são os procedimentos necessários para a doação?
Podem doar mães com menos de 36 anos, cujo bebê venha a nascer com idade gestacional maior de 35 semanas e peso maior que 2kg. Algumas exigências devem ser cumpridas antes da coleta, similares às requeridas para doação de sangue. Antes do parto, a mãe deverá passar por uma triagem clínica (entrevista). Segundo a legislação brasileira, entre 60 e 180 dias após o parto, a mãe deverá retornar ao banco de sangue para uma nova entrevista e coleta de sangue para a realização dos testes laboratoriais.
O que garante a qualidade do material armazenado?
O sangue do cordão umbilical passa por vários testes e é armazenado em locais específicos até a liberação final, após o retorno da mãe para a coleta de nova amostra de sangue.
Que paciente pode ser tratado com esse tipo de célula-tronco?
O número de células-tronco que vem do cordão e da placenta é geralmente insuficiente para transplantar pessoas adultas. Portanto, crianças e adultos de tamanho pequeno ou médio (até 50 kg) podem receber as células progenitoras provenientes de cordão umbilical. Para adultos, uma bolsa de sangue não basta. Se houver mais de uma compatível e número de células suficiente, é possível realizar o transplante dessas células progenitoras em adultos.
Por quanto tempo as células-tronco do sangue do cordão umbilical podem ficar armazenadas?
O processo de armazenamento de células-tronco se faz em nitrogênio líquido, sendo esse processo denominado criogênese.
Até o momento, a mais antiga amostra de células-tronco de sangue do cordão descongelada tinha 15 anos e estava intacta. Outros tipos de células humanas preservadas com sucesso por criogênese mantêm-se viáveis por mais de 55 anos, inclusive células-tronco. Por isso, em tese, quando processadas corretamente, as células progenitoras podem ficar preservadas por décadas.
Pode-se doar o sangue do cordão umbilical de um bebê para o BrasilCord para uso exclusivo na mesma criança, caso ela precise no futuro?
O BrasilCord foi criado para ser um banco público, sendo assim todo paciente que precisar, se houver compatibilidade, poderá usar o material doado. A probabilidade de uma pessoa precisa das próprias células durante seus primeiros 20 anos - período em que se admite que as células congeladas se mantenham viáveis - é de apenas 1 em 20 mil, pois uma de suas principais utilizações é no tratamento da leucemia.
Nesses casos, o transplante de sangue de cordão do próprio indivíduo é contra-indicado, já que o transplante alogênico (de terceiros) apresenta melhores resultados. Outra limitação é a quantidade de células obtidas de um único cordão pode servir para o tratamento de pacientes com até 50kg. Por meio dos bancos públicos, é possível combinar cordões geneticamente compatíveis e tratar pacientes de maior peso.
Quanto custa a coleta e o armazenamento do sangue do cordão?
A coleta e armazenamento de cada unidade custa em torno de U$ 3 mil para o Sistema Único de Saúde (SUS). Já a importação de unidades de sangue de cordão umbilical vindas de centros internacionais fica em US$ 32 mil.
O cordão umbilical de um filho é igual ao de outro?
Cada filho é único, e a probabilidade de irmãos serem perfeitamente compatíveis é de 1 para 4. Além disso, não é possível prever se uma das crianças, e qual delas, eventualmente necessitará de um transplante.
Quanto custa a coleta e o armazenamento do sangue do cordão?
A coleta e armazenamento de cada unidade custa em torno de R$ 3.000 para o SUS. Já a importação de unidades de sangue de cordão umbilical vindas de centros internacionais fica em US$ 32 mil.
Existem bancos semelhantes no exterior?
No exterior existem mais de cem bancos, com mais de 130 mil unidades de cordão congeladas.
Por que doar o sangue do cordão umbilical?
Ao doar o sangue do cordão umbilical, você ajuda a salvar a vida das pessoas que ano a ano precisam de um transplante de medula e não encontram doador compatível.
quarta-feira, 28 de dezembro de 2011
Superando cada obstaculo.....
Fabiana Henrique dos Santos
Meu nome é Fabiana Henrique dos Santos, tenho 30 anos, sou casada, e tenho uma filhinha de apenas 1 mês, uma Dádiva em minha vida. Em 17 de Setembro de 2010, fiz a primeira ultra-som, e emocionada vi que meu sonho de ter meu primeiro filho, estava se realizando. Porém no dia seguinte, fui surpreendida com a notícia que os meus exames do pré natal, não estavam bons. Fiquei assustada, mas até então não sabia da gravidade, mas quando o médico solicitou minha internação urgente, percebi que eu tinha algo grave, mas ninguém me falava ao certo, do que suspeitavam. No caminho do hospital, ao lado do meu esposo, palpitei, será que estou com leucemia? E ele respondeu: Não sei, seja o que for lutaremos juntos, Deus é maior.
No terceiro dia de internação, já tomando medicação, e sem saber o que eu tinha, fiz um mielograma, e antes mesmo que o médico colhesse o sangue, ele já me surpreendeu dizendo que eu estava com Leucemia Mielóide Crônica, em seguida disse também que o melhor era eu interromper minha gravidez. Foi nesse momento que meu mundo caiu, procurei chão não encontrei, e em choro me desmanchei... em tudo pensei, como seria minha vida agora? E o meu trabalho? E o sonho de ser mãe?
Passei cinco dias internada, sofri muito, mas em nenhum momento me revoltei com a vida, pois Deus sempre esteve ao meu lado, Ele me dizia direto que o que eu estava passando, poderia ser com qualquer outra pessoa, pois neste mundo não há ninguém melhor que ninguém, Ele dizia também que eu confiasse Nele, que tudo ia dá certo.
Já de alta, eu e meu esposo resolvemos procurar outro médico, indicado por sua irmã, dessa vez em Natal. Na consulta Dr. James explicou tudo sobre a doença, disse que se eu não estivesse grávida tudo seria mais fácil, pois existe medicamento para controlar a Leucemia Mielóide Crônica, disse também que eu teria uma vida normal. Depois de tantos esclarecimentos, me surpreendeu ainda dizendo com firmeza que eu poderia ter minha filha, mas eu teria que ficar em Natal até o fim da gestação, pois teria que tomar uma injeção todos os dias, e eu sofreria muitos efeitos colaterais. Fiquei sem saber o que fazer, ou melhor, a única certeza que eu tinha era que queria ter minha filha, mas e aí como seria? Abandonar tudo e morar em Natal, meu esposo sem trabalhar, eu abandonaria meu emprego... no dia seguinte da consulta, ligamos para Dr. James, aceitando a proposta de tratamento. Tínhamos certeza que Deus iria providenciar tudo.
Não foi fácil passar quase sete meses longe de casa, tendo que todos os dias tomar injeção, e toda semana fazer exames. Sem falar também que tivemos que adaptar nossa vida financeira, mesmo assim foi impressionante as providências de Deus, Ele não nos deixou faltar nada, como sou grata!
Hoje sou vitoriosa, agradeço a Deus todos os dias pela Dádiva que ele me deu, e por isso quero ser exemplo aqui nesse mundo, pois digo de certeza que não importa o tamanho do problema, o que importa é que nós tenhamos total confiança no Senhor, pois Ele resolve tudo em nossa vida, devemos também ter sempre pensamentos positivos, não devemos nos desesperar, pois Deus é fiel.
Agradeço a todos que me ajudaram de muitas formas, seja com contribuições, com presentes para Jeimili Dádiva, com doação e disponibilidade de seu tempo e de sua atenção, com "orações", no pensamento. São tantas as ajudas que recebi e que ainda recebo até hoje, que não dá para cita-lás todas, mas que estão gravadas em meu coração.
• Primeiro quero agradecer a Deus, por tantas bênçãos;
• A meu esposo, que esteve ao meu lado todo momento, não me deixando desanimar lutando comigo e vencendo todas as batalhas;
• Minha família, por ser minha base, e me confortar com tanto carinho;
• Dr. James, por sua total dedicação e incentivo, para lutarmos pela vida de nossa filha;
• Enfermeira Rita, por sua preocupação e dedicação, considero-a como uma mãe;
• Gláubia e Wellington, pela hospedagem em sua residência e por inúmeras contribuições de ajuda.
• Meirinha, por nos indicar Dr. James;
• Enfermeiras da LiGA, por tanto carinho e palavras de apoio, e também pelos presentes para nossa filha;
• Emanuele e João, pelos conselhos e também pelos presentes para nossa filhinha, eles praticamente dividiram o enxoval de sua filha conosco.
• Geilson, pela gentileza de nos ajudar no transporte de nossas coisas de Natal para Caraúbas, e também por sua disponibilidade em nos ajudar em qualquer momento;
• Dra. Velúzia, pelas palavras positivas de incentivo;
• Alves Neto e Ericina, pela disponibilidade em nos ajudar;
• Minhas amigas, por disponibilizarem seu tempo ligando para me dar força;
• E todas as pessoas ( que não foram poucas ) que disponibilizaram seu tempo, para orar e rezar por nós.
Na descoberta da doença, tive a sensação que seria meu fim, hoje vejo que a Leucemia Mielóide Crônica não é uma sentença de morte. Seja qual for o problema, nunca deixem de lutar pela vitória, pois Deus está sempre ao nosso lado, confiem Nele.
Depoimento escrito por Fabiana, postado em novembro de 2011
Fabiana Henrique dos Santos
Depoimentos
Daniel Luis Moura
Queria dizer para todos vocês que vale a pena lutar. No dia 26 março de 2009 descobri o meu câncer, linfoma não-hodgkin grandes nódulos numa fase bem avançada.
A médica disse que se eu não respondesse ao tratamento de quimio, não teria chances. Pois bem, primeiramente me apeguei com meu Pai, meu Deus que sabe todas as coisas e é o médico dos médicos. Fiz minha primeira sessão de quimio e os caroços pelo meu corpo já foram desaparecendo. Ao todo, foram 8 sessões de quimio, tive que enfrentar um tribunal para conseguir o mabthera, pois cada dose custava em media 12000,00 reais e eu precisava de 16 doses, mas eu consegui. Fiz meus exames mês passado e está tudo ok. Ainda não tenho o diagnostico de cura, mas tenho fé que tudo vai continuar bem!
Quero dizer a cada um de vocês que estão nesta luta! NUNCA DESISTEM! Vá em frente, há dias de terror, dias que você não quer nem se levantar, mas vá em frente! só de sentir o vento batendo em nossa pele vale a pena viver e segurem em Deus. Ele nos dá todo conforto!
Agradeço primeiramente a Deus, a minha família, minha esposa e a ABRALE que muito me apoiou.
EU SOU PROVA VIVA DO AMOR E DO CUIDADO DE DEUS!
Depoimentos de pessoas com cancer...
CLARISSA MORAES FERNANDES
Olá... Quero te dizer, que Deus faz o impossível na sua vida, basta você acreditar!
Eu sou jovem, tenho 20 anos, formando em Direito por uma boa universidade, eu nem imaginava o que estava prestes a acontecer comigo. Comecei a passar mal, fui internada, médicos não sabiam o que eu tinha, fiz cirurgia de emergência, tal procedimento foi feito, pois os médicos "tiveram que me abrir" para ver qual órgão estava infeccionado.
Quando fui para a cirurgia sabia que de lá eu poderia não acordar viva, mas eu coloquei nas mãos de Deus! Após a cirurgia tiraram meu apêndice, eu tinha uma infecção abnominal gravíssima, a qual gerou septicemia e foi para os pulmões. Acordei da cirurgia fui direto para UTI em estado gravíssimo. Eu não podia dormir, pois eu poderia morrer a qualquer momento, tive SARA (SINDROME DA ANGUSTIA RESPIRATÓRIA AGUDA), eu forçava para respirar e cada respiração que fazia eu pensava: essa respiração é por honra e glória de Jesus.
Os médicos já tinham dado meu caso como perdido, mas eu não desisti no DEUS DO IMPOSSÍVEL, fiquei dias sem dormir, ali na batalha, lutando para respirar todos os momentos, fui mal tratada por enfermeiras, eu não tinha como me defender, não tinha como reagir, mexer, falar, mas eu sabia de tudo o que estava acontecendo, uma enfermeira chegou a me deixar urinada, dos pés a cabeça, eu usava fraudas, estava pós operada, até minha cirurgia molhou tudo de urina. Foi muito sofrimento. Era terrível quando as pessoas me olhavam com aquela cara de dó, e falavam: coitada! Tão jovem.
Mas O Senhor Deus diz: Tudo o que o meu servo fizer dará certo; ele será louvado e receberá muitas homenagens. Muitos ficaram horrorizados quando o viram, pois ele estava tão desfigurado, que nem parecia um ser humano. Mas agora muitos povos ficarão admirados quando o virem, e muitos reis não saberão o que dizer. Pois verão coisas de que ninguém havia falado, entenderão aquilo que nunca tinham ouvido. Amém. is.52-13
EU NÃO DESISTI, EU LUTEI ATÉ O FIM, E ACREDITEI COM TODA MINHA FÉ, TODO O MEU SER, QUE JESUS IA ME CURAR. INACREDITAVELMENTE ELE ME CUROU! Meus pulmões estavam iguais ao de uma velhinha de 84 anos (a fisioterapeuta que disse), hoje meus pulmões estão normais, não fiquei com nenhuma seqüela, minha melhora foi gradual, mas eu acreditei num DEUS FIEL, QUE CURA QUALQUER ENFERMIDADE, PARA OS MÉDICOS EU NÃO TINHA SALVAÇÃO, MAS PARA DEUS EU TIVE!
Eu já tinha tido derramamento nos dois pulmões, meu caso não tinha como reverter para melhor, mas DEUS FEZ O IMPOSSIVEL EM MINHA VIDA! Agora você que está lendo essa mensagem agora, ACREDITE! DEUS FAZ MILAGRES! É SÓ VOCÊ CRER, NÃO DESISTA.
Depoimento escrito por Clarissa, postado em dezembro de 2011
CLARISSA MORAES FERNANDES
segunda-feira, 12 de dezembro de 2011
quinta-feira, 8 de dezembro de 2011
297
Crianças Portadoras de Leucemia Linfóide Aguda: Análise dos
Limiares de Detecção dos Gostos Básicos
Acute Lymphocytic Leukemia in Children: Analysis of Detection Thresholds
for Basic Tastes According to Gender
*Departamento de Nutrição - Faculdade de Saúde Pública - Universidade de São Paulo (USP) - São Paulo (SP)
Endereço para correspondência: Ilana Elman. Departamento de Nutrição - Faculdade de Saúde Pública / USP. Av. Dr. Arnaldo, 715 Cerqueira César -
São Paulo (SP) - CEP: 01246-904. E-mail: ilanae@usp.br
Ilana Elman, Maria Elisabeth Machado Pinto e Silva*
Resumo
Considera-se câncer, na infância, toda neoplasia maligna que acomete indivíduos menores de 15 anos. A leucemia
é o tipo mais comum nesta população e a linfóide aguda (LLA) é mais comum em meninos do que em meninas,
numa proporção de (1,2:1). Aproximadamente 50% dos pacientes com câncer reportam anormalidades no
comportamento alimentar por redução no apetite, dificuldades mecânicas, alterações no paladar, náuseas, vômitos,
diarréias, dentre outras. A determinação dos limiares de detecção dos gostos básicos contribui para compreender
as aversões e as preferências alimentares das crianças portadoras de câncer. O objetivo do estudo foi identificar os
limiares de detecção para os gostos básicos, por sexo, de crianças portadoras de LLA em tratamento quimioterápico.
Participaram crianças de três instituições desta especialidade em São Paulo: ITACI/ICR/HC/FMUSP, IOP -
GRAAC e o Hospital A.C. Camargo. A pesquisa foi realizada envolvendo 40 crianças, de 6 a 15 anos, sendo 21 do
sexo masculino e 19 do feminino, que seguiam o protocolo de tratamento GBTLI-99. Aplicou-se o teste de
sensibilidade de Threshold, utilizando amostras pareadas, em séries crescentes de seis concentrações distintas para
cada gosto. Foram aplicados testes não-paramétricos, utilizando-se o programa SPSS. A variável sexo não mostrou
diferenças significativas em relação à análise dos limiares de detecção dos gostos básicos.
Palavras-chave: Criança, Leucemia, Limiar, Sexo
Artigo Original
Gostos Básicos em crianças com Leucemia Linfóide Aguda
Artigo submetido em 17/8/06; aceito para publicação em 25/10/06
Revista Brasileira de Cancerologia 2007; 53(3): 297-303
298 Revista Brasileira de Cancerologia 2007; 53(3): 297-303
Elman I e Pinto e Silva MEM
INTRODUÇÃO
Câncer na infância é considerado como toda
neoplasia maligna que acomete aqueles indivíduos
menores de 15 anos1. Estima-se uma incidência anual
de cerca de 200 mil casos em todo o mundo2, sendo a
leucemia o tipo mais comum nesta população3.
Leucemias agudas são neoplasias primárias de medula
óssea caracterizadas por formarem um grupo heterogêneo
de doenças, nas quais existe a substituição dos elementos
medulares e sangüíneos normais por células imaturas ou
diferenciadas denominadas blastos, bem como acúmulo
destas células em outros tecidos. A leucemia linfóide aguda
possui bom prognóstico, com 95% de remissão completa
em casos tratados com quimioterapia1. Incidem na
população de 0 a 14 anos, em uma freqüência de 1/25.000
indivíduos/ano e o risco de desenvolver a doença nos
primeiros 10 anos é de 1/2.880. A LLA é mais comum
em crianças brancas do que negras (1,8:1), e em meninos
do que meninas (1,2:1)4. A etiologia ainda não está
determinada, embora sejam enfatizados como possíveis
causas: efeitos da irradiação, exposição a drogas
antineoplásicas, fatores genéticos associados,
imunológicos e exposição a alguns vírus5.
O tratamento da LLA é prolongado, variando de
dois a três anos. Embora os esquemas terapêuticos
possam mudar entre os diversos centros, os protocolos
modernos invariavelmente são constituídos de cinco
fases: indução de remissão, intensificação-consolidação,
reindução, prevenção da leucemia no sistema nervoso
central e continuação ou manutenção de remissão4.
No Brasil, na década de 1980, deu-se início ao
primeiro protocolo brasileiro multicêntrico de tratamento
da LLA infantil, formando-se assim o Grupo
Cooperativo Brasileiro de Tratamento de Leucemia
Linfóide Aguda na Infância (GBTLI-LLA-80). Desde
então, três estudos multicêntricos foram realizados e
concluídos (1982,1985,1993). A partir dos resultados,
observou-se uma crescente possibilidade de cura para a
criança portadora de LLA no Brasil, com curvas de
sobrevida livre de eventos para todos os grupos de risco
que saíram de 50% no GBTLI-LLA-80 para índices de
70% no GBTLI-LLA-935,6.
Todos estes protocolos adotaram, como critério de
risco, os dados clínico-laboratoriais pré-tratamento,
adaptando a intensidade da quimioterapia e da
radioterapia aos diferentes grupos, sendo aperfeiçoados
continuamente. Como exemplo, há o Protocolo GBTLI
LLA-99, o qual é baseado na experiência dos resultados
dos estudos LLA-80, 82, 85 e 937.
Medicamentos utilizados no Protocolo GBTLI-99
possuem efeitos variados no organismo, como
transtornos gastrintestinais, diminuição do apetite,
sensação do gosto metálico, dentre outros8.
Embora haja efeitos colaterais, pelo conjunto dessas
ações, a maioria das crianças portadoras de neoplasias
é tratada com vistas à cura9. Atualmente, cerca de 70%
a 75% das crianças podem ser curadas com os protocolos
de tratamento atuais10.
Tem-se observado, na população infantil portadora de
câncer, reduzida ingestão calórica e proteica nas diversas
fases da doença, por redução no apetite, dificuldades
mecânicas, alterações no paladar, náuseas, vômitos,
diarréias, e jejuns prolongados para exames pré ou pósoperatórios,
decorrentes da quimioterapia e da radioterapia.
Estudos avaliaram que, durante o ciclo da quimioterapia,
crianças e adolescentes com câncer apresentaram redução
de 40% a 50% na ingestão habitual11,12.
Os tratamentos, principalmente a quimioterapia e a
radioterapia, têm efeitos agressivos para o hospedeiro,
por deixar o organismo vulnerável e debilitado, aumentar
o risco para o comprometimento nutricional e
prejudicar a resposta terapêutica13.
Normalmente, crianças com alguma doença podem
ter seu apetite alterado e conseqüentemente afetar seu
balanceamento em nutrientes14. Isto se deve à existência
de aversões alimentares e inapetência durante o
tratamento antineoplásico, o que contribui para uma
depleção nutricional muito mais intensa15.
As qualidades sensoriais (sabor, odor, textura e
aparência) são fatores determinantes do comportamento
alimentar e desempenham um papel não somente na
determinação de seu consumo, como também da
saciedade, ingestão e seleção do alimento numa refeição16.
As crianças aprendem a associar os estímulos do
gosto dos alimentos às conseqüências fisiológicas à sua
ingestão. Um exemplo desse tipo de aprendizagem é a
aversão condicionada resultante do comer um alimento
que provoca conseqüências negativas a seguir, como
náuseas e vômitos17. Este fato associado aos efeitos
causados pelos tratamentos antineoplásicos pode explicar
a diminuição da aceitação alimentar dos pacientes.
Os tratamentos antineoplásicos utilizados, a
quimioterapia e a radioterapia reduzem a produção de
saliva causando a xerostomia, sendo que,
conseqüentemente, a percepção do sabor dos alimentos
também se altera18.
Os deficits da gustação não apenas reduzem o prazer
e o conforto provenientes dos alimentos, mas são causa
de sérios fatores de risco para as deficiências nutricionais
e imunológicas. As pessoas com deficiência na percepção
do sabor fazem suas escolhas dos alimentos com base no
que lhes atrai, sem considerar seu valor nutricional, o
que dificulta a adesão a regimes dietéticos específicos19.
Revista Brasileira de Cancerologia 2007; 53(3): 297-303 299
Gostos Básicos em crianças com Leucemia Linfóide Aguda
Para medir, analisar e interpretar reações das
características dos alimentos, como são percebidos pelos
órgãos da visão, olfato, gosto, tato e audição faz-se uso
da análise sensorial, uma disciplina científica20.
Uma das ferramentas da análise sensorial é o teste de
sensibilidade ou Threshold, que pela sua especificidade
proporciona subsídios para a formulação de produtos
direcionados a cada tipo de consumidor. Tais testes medem
a habilidade de perceber, identificar e/ou diferenciar um
ou mais estímulos pelos órgãos dos sentidos21-24.
O índice de limiar (Threshold) depende da intensidade
do estímulo causado pela concentração da solução,
podendo ser classificado em limiar absoluto,
reconhecimento, diluição e detecção. No teste de limiar
de detecção, a intensidade mínima detectável é medida
pelo estímulo referido pelo provador, mas sem
caracterizá-lo, por exemplo, não expressar se o gosto
analisado é doce ou salgado21,25.
Estudos desenvolvidos com crianças de 8 e 9 anos
de idade mostraram resultados que indicam diferenças
encontradas entre os sexos para a sensibilidade dos gostos
entre meninos e meninas, porém sugerem que essas
diferenças sejam transitórias26.
Propõe-se que crianças são menos sensíveis ao gosto
doce do que os adultos, sendo assim, para investigar os
níveis do gosto doce que as crianças são capazes de
discriminar, testes sensoriais confiáveis são necessários27.
Caratin28 realizou o teste de limiar para os gostos
básicos em escolares saudáveis, de 7 a 10 anos, onde se
observou que o sexo masculino apresentou maior
sensibilidade ao gosto amargo e azedo, enquanto as meninas
apresentaram maior sensibilidade ao gosto ácido e doce.
A determinação dos limiares de detecção dos gostos
básicos contribui para compreender as aversões e as
preferências alimentares das crianças portadoras de câncer,
melhorando a alimentação e contribuindo para a
recuperação do estado nutricional com consumo alimentar
adequado. Uma vez que esse grupo pode apresentar grande
dificuldade em se alimentar, devido à doença e suas
complicações, todos os testes que identifiquem a
sensibilidade e que, conseqüentemente, influenciarão na
orientação e aceitação alimentar devem ser realizados.
O objetivo desta pesquisa foi identificar os limiares
de detecção para os gostos básicos, por sexo, de crianças
portadoras de LLA em tratamento quimioterápico.
METODOLOGIA
POPULAÇÃO EM ESTUDO
Foram avaliados os pacientes pediátricos de 6 a 15
anos de idade, em tratamento antineoplásico, com
diagnóstico de leucemia linfóide aguda (LLA), seguindo
o protocolo GBTL-99. Participaram crianças de três
instituições desta especialidade, em São Paulo: Instituto
de Tratamento do Câncer Infantil (ITACI) do Instituto
da Criança do Hospital das Clínicas de São Paulo;
Hospital do Câncer A.C. Camargo e Instituto de
Oncologia Pediátrica - Grupo de Apoio à Criança e
Adolescente com Câncer (GRAAC).
CRITÉRIOS DE EXCLUSÃO
Foram excluídas as crianças que apresentaram febre,
gripe, resfriado ou alguma complicação na cavidade
bucal, pois estes fatores podem interferir na percepção
dos gostos. Também foram excluídas aquelas que não
apresentavam condições de se expressar.
ANÁLISE SENSORIAL: LOCAL DE REALIZAÇÃO DOS TESTES DE
SENSIBILIDADE
Os testes foram realizados na própria instituição,
individualmente, em local isento de ruídos e odores,
temperatura agradável e luz natural23.
PREPARO DAS AMOSTRAS PARA O TESTE DO LIMITE
As amostras foram preparadas no Laboratório de
Bromatologia do Departamento de Nutrição da
Faculdade de Saúde Pública da USP, utilizando água
deionizada para as soluções e balança analítica para
quantificar os solutos utilizados: sacarose, cloreto de
sódio, cafeína, ácido cítrico29. As soluções, preparadas
quinzenalmente, foram acondicionadas em garrafas
plásticas de 250ml, devidamente identificadas e
armazenadas em temperatura ambiente e local arejado
nas instituições de coleta de dados.
Foi utilizado o teste de sensibilidade de Threshold, o
qual mede a habilidade de perceber, identificar e/ou
diferenciar um ou mais estímulos pelos órgãos dos
sentidos21,25. As concentrações utilizadas foram as
preconizadas pela International Organization for
Standartization29 para a determinação dos gostos,
adaptadas por Caratin28, as quais foram consideradas
eficientes na determinação dos gostos básicos. As
concentrações dos solutos por litro de água deionizada
foram: 0,500; 1,000; 2,000; 4,000; 8,000 e 16,000 para
o doce; 0,090; 0,180; 0,370; 0,750; 1,500 e 3,000 para
o salgado; 0,004; 0,008; 0,015; 0,030; 0,062 e 0,125
para o ácido; 0,025; 0,050; 0,100; 0,200; 0,400 e 0,800
para o gosto amargo.
APLICAÇÃO DO TESTE DOS LIMIARES
As amostras foram apresentadas aos pares (solução e
água deionizada), em séries crescentes de seis
concentrações distintas para cada gosto, cabendo ao
provador indicar se algum estímulo tivesse sido detectado.
300
Para que a criança compreendesse como proceder
durante o teste, foi oferecida uma solução-padrão (água
deionizada) e uma outra solução, e a criança deveria
informar se as amostras pareadas eram iguais (nãodetecção)
ou diferentes (detecção, desde que seja
apontada corretamente a solução). A apresentação das
soluções continuou até que as crianças detectassem algum
estímulo duas vezes consecutivo, cessando a seqüência.
Repetiu-se a apresentação, partindo da solução de menor
concentração do soluto (teste em duplicata). Após a
avaliação de cada par de amostras, a criança foi instruída
a lavar as papilas com água e aguardar cerca de 30
segundos para provar o próximo par.
Em nenhum momento foi solicitada a identificação
do gosto testado, sendo que a ordem apresentada foi a
mesma para todas as crianças (doce, salgado, ácido e
amargo), uma vez que o objetivo foi o de verificar o
limiar de sensibilidade para os mesmos.
ANÁLISE ESTATÍSTICA
Utilizaram-se testes não-paramétricos, uma vez que
as variáveis não possuíam distribuição normal. Para a
análise dos dados, utilizou-se o pacote estatístico SPSS
versão 10.031.
A comparação dos limiares (média aritmética das
duas medidas realizadas), por sexo, foi feita pelo teste
de Mann-Whitney32.
QUESTÕES ÉTICAS
Este trabalho foi submetido e aprovado pelo Comitê
de Ética em Pesquisa da Faculdade de Saúde Pública da
Universidade de São Paulo e pelos demais comitês das
instituições envolvidas na pesquisa.
As instituições em que este trabalho foi realizado
foram consultadas sobre as condições para desenvolvêlo
e assinaram um termo de consentimento segundo os
moldes da resolução n° 196 de 10/10/1996 do Conselho
Nacional de Saúde, após a submissão e aprovação desta
pesquisa pelos seus comitês de ética.
Os responsáveis foram informados e esclarecidos sobre
os objetivos e metodologia do estudo e autorizaram a
participação da criança, assinando um termo de
consentimento segundo a resolução n° 196 de 10/10/1996
do Conselho Nacional de Saúde. Só participaram do
estudo as crianças que entregaram a autorização.
RESULTADOS E DISCUSSÃO
CARACTERIZAÇÃO DA POPULAÇÃO DE ESTUDO
Todos os pacientes analisados (n=40) já haviam sido
internados devido à LLA e, no período de aplicação
dos testes sensoriais, nenhum deles apresentou anemia
ou alguma intercorrência como mucosite, gripe, tosse,
febre ou outras doenças.
Houve uma distribuição homogênea quanto ao sexo,
sendo 21 meninos (52,5%) e 19 meninas (47,5%). Dos
pacientes analisados, 47,5% recebiam tratamento em
uma única instituição (ITACI).
ANÁLISE SENSORIAL
Teste de limiar dos gostos básicos (Threshold) Observou-se, tanto no sexo masculino quanto no
feminino, que os indivíduos apresentaram maior
detecção nas concentrações baixas para todos os gostos
básicos, principalmente o ácido para os meninos e o
salgado para as meninas.
A Tabela 1 apresenta os valores obtidos entre as duas
medidas dos limiares, uma vez que o teste de Threshold
foi aplicado em duplicata.
Tabela 1. Coeficientes de correlação intraclasse estimados entre
as duas medidas dos limiares
Gosto Doce Considerou-se, para os valores de limiares individuais
detectados, a seguinte classificação: 0,50 a 0,71g/l -
baixos; 1,06 a 2,83g/l - médios e acima destes, valores
altos de limiares de detecção individual para o gosto doce.
De acordo com a Figura 1, independente do sexo, o
maior número de crianças detectou o estímulo nas
Figura 1. Distribuição dos limiares individuais de detecção do
gosto doce, por sexo
Revista Brasileira de Cancerologia 2007; 53(3): 297-303
Elman I e Pinto e Silva MEM
301
concentrações baixas. As meninas apresentaram-se em
maior número entre os limiares baixos e médios e os
meninos nos valores baixos.
Estes resultados diferem dos encontrados por
Caratin28, uma vez que, em sua pesquisa, obteve uma
distribuição homogênea entre os sexos. Porém,
considerando os limiares mais elevados em ambos os
estudos, estes foram observados no sexo masculino.
Gosto Salgado Considerou-se, para os valores de limiares
individuais detectados, a seguinte classificação: 0,09 a
0,13g/l - baixos; 0,19 a 0,53g/l - médios e acima destes,
valores altos de limiares de detecção individual para o
gosto salgado.
De acordo com a Figura 2, pode-se observar que,
do total das crianças, 32,5% dos meninos e 25% das
meninas apresentam limiares de detecção baixos. Apenas
uma menina detectou o estímulo resultando num limiar
mais elevado.
De acordo com Figura 3, pode-se observar uma
maior distribuição de acordo com o sexo, em limiares
baixos e médios de detecção.
Figura 2. Distribuição dos limiares individuais de detecção do
gosto salgado, por sexo
Em trabalho desenvolvido por Caratin28, na distribuição
segundo os limiares para o gosto salgado de acordo com o
sexo, o feminino apresentou maior número nos valores
baixos, enquanto no presente estudo foi observado para os
indivíduos do sexo masculino. Em ambos os trabalhos,
apenas um indivíduo do sexo feminino apresentou o limiar
de detecção em valor mais elevado.
Este fato pode indicar que, enquanto as meninas
saudáveis são mais sensíveis ao salgado, são os meninos
com LLA que apresentam esta característica.
Gosto Ácido Considerou-se, para os valores de limiares individuais
detectados, a seguinte classificação: 0 - baixo; 0,01 a 0,04g/
l - médios e acima destes, ou seja, 0,07g/l, valores altos
de limiares de detecção individual para o gosto salgado.
Os resultados obtidos no presente estudo diferem
dos de Caratin28, uma vez que entre crianças saudáveis
foi observado que o maior número de crianças do sexo
feminino detectou o limiar em concentrações mais
baixas, enquanto entre as crianças portadoras de
leucemia linfóide aguda este fato ocorreu para o sexo
masculino, indicando maior sensibilidade. Outra
diferença foi o fato de haver indivíduos saudáveis de
ambos os sexos com limiar mais elevado, enquanto no
presente estudo apenas uma criança do sexo masculino
demonstrou-se menos sensível ao gosto ácido quando
comparada com as demais.
Gosto Amargo Considerou-se, para os valores de limiares
individuais detectados, a seguinte classificação: 0,03 a
0,05g/l - baixos; 0,07 a 0,14g/l - médios e acima destes
(0,21 a 0,42g/l), valores altos de limiares de detecção
individual para o gosto amargo.
A Figura 4 mostra que 30,0% das meninas e 32,5%
dos meninos apresentaram limiares baixos; 10% e 15%
médios e 7,5% e 5% detectaram nos valores elevados,
observando uma distribuição decrescente pelos limiares,
em ambos os sexos.
Esses resultados assemelham-se aos obtidos por
Caratin28, no qual o sexo masculino apresentou maior
distribuição pelos limiares de valores baixos, indicando
maior sensibilidade ao gosto amargo.
Os resultados obtidos, através da aplicação do teste
de limiares para os gostos básicos, de acordo com os
parâmetros utilizados, não foram estatisticamente
significantes para as variáveis analisadas.
Quando confrontados os valores de limiares obtidos entre
as crianças saudáveis e as portadoras de LLA, nota-se que,
Figura 3. Distribuição dos limiares individuais de detecção do
gosto ácido, por sexo
Revista Brasileira de Cancerologia 2007; 53(3): 297-303
Gostos Básicos em crianças com Leucemia Linfóide Aguda
302
neste último grupo, os valores foram inferiores,
indicando que a população do presente estudo possui
maior sensibilidade aos gostos básicos do que as crianças
saudáveis. Além disso, destaca-se o gosto doce, uma
vez que, entre as crianças saudáveis, houve maior
concentração nos limiares de valor médio.
Os meninos apresentaram maior porcentagem nos
limiares de valor baixo, indicando maior sensibilidade
aos gostos básicos quando comparados às meninas.
Porém, quando confrontados com os resultados obtidos
por Caratin28, nota-se diferença, uma vez que, entre as
crianças saudáveis, em relação ao gosto doce, a
distribuição foi homogênea em ambos os sexos; quanto
ao salgado e ácido, as meninas apresentaram limiares
mais baixos; e apenas, quanto ao amargo, os meninos
apresentaram maior sensibilidade.
CONCLUSÃO
A variável sexo não mostrou diferenças significativas
em relação à análise dos limiares de detecção dos gostos
básicos. Porém, as crianças do sexo masculino
mostraram-se mais sensíveis aos gostos básicos do que
as do sexo feminino.
Percebe-se a importância da continuidade deste
estudo, uma vez que esta população possui características
que podem representar especificidades, tais como
preferências e aversões alimentares. Além disso, há
escassez de trabalhos nessa área em portadores de câncer,
o que poderia contribuir para melhorar a aceitação
alimentar e a qualidade de vida desta população.
CONSIDERAÇÕES FINAIS
É constatada grande dificuldade dos pacientes
portadores de câncer em se alimentar. A análise sensorial
Figura 4. Distribuição dos limiares individuais de detecção do
gosto amargo, por sexo
pode ser utilizada como ferramenta para investigar esse
agravante.
Optou-se pela leucemia linfóide aguda, por ser o
tipo de câncer de maior incidência na infância, até os
15 anos de idade. A menor faixa etária estudada foi
determinada a partir da idade em que as crianças são
capazes de realizar testes de análise sensorial.
Devem-se realizar pesquisas mais aprofundadas em
crianças portadoras de câncer, por possuírem
características e necessidades especiais a fim de se
estipular parâmetros mais específicos, uma vez que os
existentes são direcionados a crianças saudáveis.
A caracterização das crianças portadoras de câncer
quanto à sua sensibilidade aos gostos básicos é muito
importante para entender sua aceitação e/ou aversão
alimentar, pois contribuirá assim para a melhora do
estado nutricional e qualidade de vida desta população.
AGRADECIMENTOS
À FAPESP pela bolsa concedida e às instituições
participantes.
REFERÊNCIAS
1. Teixeira RAP, Bruniera P, Cusato MP, Borsato ML. Câncer
infantil. In: Baracat FF, Fernandes HJJ, Silva MJ.
Cancerologia atual: um enfoque multidisciplinar. São Paulo:
Rocca; 2000:426-51.
2. Vargas PL. Cáncer en pediatria. Aspectos generales. Rev
Chil Pediatr. 2000;71(4):1-17.
3. Latorre MRDO. Epidemiologia dos tumores da infância. In:
Camargo B, Lopes LF. Pediatria oncológica: noções
fundamentais para pediatria. São Paulo: Lemar; 2000:7-27.
4. Pedrosa F, Lins M. Leucemia linfóide aguda: uma doença
curável. Rev Bras Saúde Matern Infant. 2002; 2(1):63-68.
5. Lopes LF, Mendes WL. Leucemias na infância. In: Camargo
B, Lopes LF. Pediatria oncológica: noções fundamentais para
pediatria. São Paulo: Lemar; 2000:109-18.
6. Lee MLM, Petrilli AS. O tratamento da criança com câncer
no Brasil: o debate da migração. Pediatria (São Paulo).
2004;26(1):11-12.
7. GBTLI LLA-99. Protocolo de tratamento da leucemia
linfóide aguda em crianças. Sociedade Brasileira de Oncologia
Pediátrica. 2000.
8. Cleri LB, Haywood R. Oncology pocket guide to
chemotherapy. 5th ed. St Louis: Medical Communications
Elsevier Science, 2002.
9. Ferreira RM, Fernandes PLF, Pinheiro LR. Registro de
câncer de base populacional: uma proposta para a
apresentação de dados pediátricos brasileiros. Rev Bras
Cancerol. 1997;43 (2):133-37.
Revista Brasileira de Cancerologia 2007; 53(3): 297-303
Elman I e Pinto e Silva MEM
303
10.Silverman LB, Sallan SE, Cohen HJ. Treatment of
childhood acute lymphoblastic leucemia. In: Hoffman
R, Benz EJ, Shatill SJ, Furie B, Cohen HJ, Silberstein
LE, et al. Hematology: Basic principles and practice.
3rd ed. Philadelphia: Churchill Livingstone;
2000:1070-1078.
11. Pinho NB, Pacheco SA, Baluz KG, Najman HL, Simma F.
Suporte nutricional pediátrico. Rev Bras Cancerol.
1997;43(4):257-63.
12.Garófolo A, Dall´agnol TM, Ancona LF, Novo NF, Juliano
Y, Petrilli AS. Ingestão alimentar de crianças e adolescentes
com câncer. Anais do VI Congresso Brasileiro de Oncologia
Pediátrica; de 20 a 22 agosto 1998; Guarujá (SP). p. 67.
13.Garófolo A, Lopez FA. Novos conceitos e propostas na
assistência nutricional da criança com câncer. Rev Paul
Pediatr. 2002;20(3):140-46.
14. Lucas B. Nutrição na infância. In: Mahan LK, Escott-Stump
S. Alimentos, nutrição e dietoterapia. 9 ed. São Paulo: Rocca;
1998:259-78.
15.Broeder den E, Lippens RJJ, Hof van´t MA, Tolboom JJM,
Staveren van WA, Hofman Z, et al. Effects of naso-gastric
tube feeding on the nutritional status of children with
cancer. Eur J Clin Nutr. 1998;52(7):494-500.
16.Mattes RD, Kare MR. Nutrition and chemical senses. In:
Shils ME, Shike M, Ross AC, Caballero B. Modern
nutrition in health and disease. v.1. 8th ed. Pensylvania:
Lea & Febiger. 1994:524-36.
17.Birch LL. O padrão de aceitação do alimento pelas crianças.
In: Anais Nestlé: Sabor e Saciedade. 1999;57:12-20.
18.Moreira APRF, Ishihara CA, Ikemori EHA. O papel do
nutricionista no tratamento oncológico. In: Baracat FF,
Fernandes HJJ, Silva MJ. Cancerologia atual: um enfoque
multidisciplinar. São Paulo: Rocca. 2000:186-97.
19. Schiffman SS. Fisiologia do paladar. In: Anais Nestlé: Sabor
e saciedade. 1999;57:1-11.
20.Associação Brasileira de Normas Técnicas (ABNT).
Análise sensorial de alimentos e bebidas. NBR 12806.
São Paulo; 1993.
21.Monteiro CLB. Técnicas para a avaliação sensorial de
alimentos. 2a ed. Curitiba: Ceppa; 1984.
22.Moraes MAC. Método para avaliação sensorial dos
alimentos. 6a ed. Campinas: UNICAMP; 1988.
23.Associação Brasileira de Normas Técnicas. Teste de
sensibilidade em análise sensorial. NBR 13172. São
Paulo; 1994.
24.Dutcosky SD. Análise sensorial de alimentos. Curitiba:
Champagnat; 1996.
25.Chaves JBP, Sprosser RL. Práticas de laboratório de análise
sensorial de alimentos e bebidas. Universidade Federal de
Viçosa: Imprensa universitária; 1993.
26. James CE, Laing DG, Oram N. A comparison of the ability
of 8-9-year-old children and adults to detect taste stimuli.
Physiol Behav. 1997;62(1):193-97.
27. Liem DG, Mars M, Graaf C. Consistency of sensory testing
with 4 and 5 year-old children. Food Quality and
Preference. 2004;15:541-48.
28.Caratin CVS. Análise dos limiares de detecção dos gostos
básicos e sensibilidade ao 6-n-propiltiouracil em crianças
de 7 a 10 anos. [Dissertação de Mestrado]. São Paulo:
Universidade de São Paulo; 2004.
29.Woods MP. Taste and flavor perception. Proc Nutr Soc.
1998;(56):603-607.
30. International Organization for Standartization. Sensory
analysis - methodology - flavor profile methods. ISSO 6564.
Switzerland; 1985.
31. Statistical Package for the Social Science. SPSS for Windows:
versão 10.0. Illinois: SPSS Incorporation; 2000.
32.Conover WJ. Practical nonparametric statistics. 3rd ed. New
York: John Wiley & Sons; 1998.
Abstract
Childhood cancer is defined as any malignant neoplasm occurring in individuals under fifteen years of age. Leukemia
is the most common type in this group. Acute lymphocytic leukemia (ALL) occurs more often in boys than in girls,
with a ratio of 1.2:1. Approximately 50% of pediatric cancer patients report eating disorders, including loss of
appetite, altered taste, nausea, vomiting, and diarrhea, among others. Determination of detection thresholds for
basic tastes helps understand the aversion to food and eating preferences in children with cancer. The purpose of
the current study was to identify the detection thresholds for basic tastes according to the gender of children with
ALL on chemotherapy. Children from three oncological institutions in São Paulo participated: ITACI/ICR/HC/
FMUSP, IOP-GRAAC, and the A. C. Camargo Hospital. The sample included 40 children from 6 to 15 years of
age, (21 males and 19 females), following the GBTLI 99 treatment protocol. The sensitivity threshold test was
applied, using paired samples of six increasing concentrations for each taste. Non-parametric tests were applied
using the SPSS program. No association was observed between gender and detection threshold for basic tastes.
Key words: Children, Leukemia, Threshold, Gender
Crianças Portadoras de Leucemia Linfóide Aguda: Análise dos
Limiares de Detecção dos Gostos Básicos
Acute Lymphocytic Leukemia in Children: Analysis of Detection Thresholds
for Basic Tastes According to Gender
*Departamento de Nutrição - Faculdade de Saúde Pública - Universidade de São Paulo (USP) - São Paulo (SP)
Endereço para correspondência: Ilana Elman. Departamento de Nutrição - Faculdade de Saúde Pública / USP. Av. Dr. Arnaldo, 715 Cerqueira César -
São Paulo (SP) - CEP: 01246-904. E-mail: ilanae@usp.br
Ilana Elman, Maria Elisabeth Machado Pinto e Silva*
Resumo
Considera-se câncer, na infância, toda neoplasia maligna que acomete indivíduos menores de 15 anos. A leucemia
é o tipo mais comum nesta população e a linfóide aguda (LLA) é mais comum em meninos do que em meninas,
numa proporção de (1,2:1). Aproximadamente 50% dos pacientes com câncer reportam anormalidades no
comportamento alimentar por redução no apetite, dificuldades mecânicas, alterações no paladar, náuseas, vômitos,
diarréias, dentre outras. A determinação dos limiares de detecção dos gostos básicos contribui para compreender
as aversões e as preferências alimentares das crianças portadoras de câncer. O objetivo do estudo foi identificar os
limiares de detecção para os gostos básicos, por sexo, de crianças portadoras de LLA em tratamento quimioterápico.
Participaram crianças de três instituições desta especialidade em São Paulo: ITACI/ICR/HC/FMUSP, IOP -
GRAAC e o Hospital A.C. Camargo. A pesquisa foi realizada envolvendo 40 crianças, de 6 a 15 anos, sendo 21 do
sexo masculino e 19 do feminino, que seguiam o protocolo de tratamento GBTLI-99. Aplicou-se o teste de
sensibilidade de Threshold, utilizando amostras pareadas, em séries crescentes de seis concentrações distintas para
cada gosto. Foram aplicados testes não-paramétricos, utilizando-se o programa SPSS. A variável sexo não mostrou
diferenças significativas em relação à análise dos limiares de detecção dos gostos básicos.
Palavras-chave: Criança, Leucemia, Limiar, Sexo
Artigo Original
Gostos Básicos em crianças com Leucemia Linfóide Aguda
Artigo submetido em 17/8/06; aceito para publicação em 25/10/06
Revista Brasileira de Cancerologia 2007; 53(3): 297-303
298 Revista Brasileira de Cancerologia 2007; 53(3): 297-303
Elman I e Pinto e Silva MEM
INTRODUÇÃO
Câncer na infância é considerado como toda
neoplasia maligna que acomete aqueles indivíduos
menores de 15 anos1. Estima-se uma incidência anual
de cerca de 200 mil casos em todo o mundo2, sendo a
leucemia o tipo mais comum nesta população3.
Leucemias agudas são neoplasias primárias de medula
óssea caracterizadas por formarem um grupo heterogêneo
de doenças, nas quais existe a substituição dos elementos
medulares e sangüíneos normais por células imaturas ou
diferenciadas denominadas blastos, bem como acúmulo
destas células em outros tecidos. A leucemia linfóide aguda
possui bom prognóstico, com 95% de remissão completa
em casos tratados com quimioterapia1. Incidem na
população de 0 a 14 anos, em uma freqüência de 1/25.000
indivíduos/ano e o risco de desenvolver a doença nos
primeiros 10 anos é de 1/2.880. A LLA é mais comum
em crianças brancas do que negras (1,8:1), e em meninos
do que meninas (1,2:1)4. A etiologia ainda não está
determinada, embora sejam enfatizados como possíveis
causas: efeitos da irradiação, exposição a drogas
antineoplásicas, fatores genéticos associados,
imunológicos e exposição a alguns vírus5.
O tratamento da LLA é prolongado, variando de
dois a três anos. Embora os esquemas terapêuticos
possam mudar entre os diversos centros, os protocolos
modernos invariavelmente são constituídos de cinco
fases: indução de remissão, intensificação-consolidação,
reindução, prevenção da leucemia no sistema nervoso
central e continuação ou manutenção de remissão4.
No Brasil, na década de 1980, deu-se início ao
primeiro protocolo brasileiro multicêntrico de tratamento
da LLA infantil, formando-se assim o Grupo
Cooperativo Brasileiro de Tratamento de Leucemia
Linfóide Aguda na Infância (GBTLI-LLA-80). Desde
então, três estudos multicêntricos foram realizados e
concluídos (1982,1985,1993). A partir dos resultados,
observou-se uma crescente possibilidade de cura para a
criança portadora de LLA no Brasil, com curvas de
sobrevida livre de eventos para todos os grupos de risco
que saíram de 50% no GBTLI-LLA-80 para índices de
70% no GBTLI-LLA-935,6.
Todos estes protocolos adotaram, como critério de
risco, os dados clínico-laboratoriais pré-tratamento,
adaptando a intensidade da quimioterapia e da
radioterapia aos diferentes grupos, sendo aperfeiçoados
continuamente. Como exemplo, há o Protocolo GBTLI
LLA-99, o qual é baseado na experiência dos resultados
dos estudos LLA-80, 82, 85 e 937.
Medicamentos utilizados no Protocolo GBTLI-99
possuem efeitos variados no organismo, como
transtornos gastrintestinais, diminuição do apetite,
sensação do gosto metálico, dentre outros8.
Embora haja efeitos colaterais, pelo conjunto dessas
ações, a maioria das crianças portadoras de neoplasias
é tratada com vistas à cura9. Atualmente, cerca de 70%
a 75% das crianças podem ser curadas com os protocolos
de tratamento atuais10.
Tem-se observado, na população infantil portadora de
câncer, reduzida ingestão calórica e proteica nas diversas
fases da doença, por redução no apetite, dificuldades
mecânicas, alterações no paladar, náuseas, vômitos,
diarréias, e jejuns prolongados para exames pré ou pósoperatórios,
decorrentes da quimioterapia e da radioterapia.
Estudos avaliaram que, durante o ciclo da quimioterapia,
crianças e adolescentes com câncer apresentaram redução
de 40% a 50% na ingestão habitual11,12.
Os tratamentos, principalmente a quimioterapia e a
radioterapia, têm efeitos agressivos para o hospedeiro,
por deixar o organismo vulnerável e debilitado, aumentar
o risco para o comprometimento nutricional e
prejudicar a resposta terapêutica13.
Normalmente, crianças com alguma doença podem
ter seu apetite alterado e conseqüentemente afetar seu
balanceamento em nutrientes14. Isto se deve à existência
de aversões alimentares e inapetência durante o
tratamento antineoplásico, o que contribui para uma
depleção nutricional muito mais intensa15.
As qualidades sensoriais (sabor, odor, textura e
aparência) são fatores determinantes do comportamento
alimentar e desempenham um papel não somente na
determinação de seu consumo, como também da
saciedade, ingestão e seleção do alimento numa refeição16.
As crianças aprendem a associar os estímulos do
gosto dos alimentos às conseqüências fisiológicas à sua
ingestão. Um exemplo desse tipo de aprendizagem é a
aversão condicionada resultante do comer um alimento
que provoca conseqüências negativas a seguir, como
náuseas e vômitos17. Este fato associado aos efeitos
causados pelos tratamentos antineoplásicos pode explicar
a diminuição da aceitação alimentar dos pacientes.
Os tratamentos antineoplásicos utilizados, a
quimioterapia e a radioterapia reduzem a produção de
saliva causando a xerostomia, sendo que,
conseqüentemente, a percepção do sabor dos alimentos
também se altera18.
Os deficits da gustação não apenas reduzem o prazer
e o conforto provenientes dos alimentos, mas são causa
de sérios fatores de risco para as deficiências nutricionais
e imunológicas. As pessoas com deficiência na percepção
do sabor fazem suas escolhas dos alimentos com base no
que lhes atrai, sem considerar seu valor nutricional, o
que dificulta a adesão a regimes dietéticos específicos19.
Revista Brasileira de Cancerologia 2007; 53(3): 297-303 299
Gostos Básicos em crianças com Leucemia Linfóide Aguda
Para medir, analisar e interpretar reações das
características dos alimentos, como são percebidos pelos
órgãos da visão, olfato, gosto, tato e audição faz-se uso
da análise sensorial, uma disciplina científica20.
Uma das ferramentas da análise sensorial é o teste de
sensibilidade ou Threshold, que pela sua especificidade
proporciona subsídios para a formulação de produtos
direcionados a cada tipo de consumidor. Tais testes medem
a habilidade de perceber, identificar e/ou diferenciar um
ou mais estímulos pelos órgãos dos sentidos21-24.
O índice de limiar (Threshold) depende da intensidade
do estímulo causado pela concentração da solução,
podendo ser classificado em limiar absoluto,
reconhecimento, diluição e detecção. No teste de limiar
de detecção, a intensidade mínima detectável é medida
pelo estímulo referido pelo provador, mas sem
caracterizá-lo, por exemplo, não expressar se o gosto
analisado é doce ou salgado21,25.
Estudos desenvolvidos com crianças de 8 e 9 anos
de idade mostraram resultados que indicam diferenças
encontradas entre os sexos para a sensibilidade dos gostos
entre meninos e meninas, porém sugerem que essas
diferenças sejam transitórias26.
Propõe-se que crianças são menos sensíveis ao gosto
doce do que os adultos, sendo assim, para investigar os
níveis do gosto doce que as crianças são capazes de
discriminar, testes sensoriais confiáveis são necessários27.
Caratin28 realizou o teste de limiar para os gostos
básicos em escolares saudáveis, de 7 a 10 anos, onde se
observou que o sexo masculino apresentou maior
sensibilidade ao gosto amargo e azedo, enquanto as meninas
apresentaram maior sensibilidade ao gosto ácido e doce.
A determinação dos limiares de detecção dos gostos
básicos contribui para compreender as aversões e as
preferências alimentares das crianças portadoras de câncer,
melhorando a alimentação e contribuindo para a
recuperação do estado nutricional com consumo alimentar
adequado. Uma vez que esse grupo pode apresentar grande
dificuldade em se alimentar, devido à doença e suas
complicações, todos os testes que identifiquem a
sensibilidade e que, conseqüentemente, influenciarão na
orientação e aceitação alimentar devem ser realizados.
O objetivo desta pesquisa foi identificar os limiares
de detecção para os gostos básicos, por sexo, de crianças
portadoras de LLA em tratamento quimioterápico.
METODOLOGIA
POPULAÇÃO EM ESTUDO
Foram avaliados os pacientes pediátricos de 6 a 15
anos de idade, em tratamento antineoplásico, com
diagnóstico de leucemia linfóide aguda (LLA), seguindo
o protocolo GBTL-99. Participaram crianças de três
instituições desta especialidade, em São Paulo: Instituto
de Tratamento do Câncer Infantil (ITACI) do Instituto
da Criança do Hospital das Clínicas de São Paulo;
Hospital do Câncer A.C. Camargo e Instituto de
Oncologia Pediátrica - Grupo de Apoio à Criança e
Adolescente com Câncer (GRAAC).
CRITÉRIOS DE EXCLUSÃO
Foram excluídas as crianças que apresentaram febre,
gripe, resfriado ou alguma complicação na cavidade
bucal, pois estes fatores podem interferir na percepção
dos gostos. Também foram excluídas aquelas que não
apresentavam condições de se expressar.
ANÁLISE SENSORIAL: LOCAL DE REALIZAÇÃO DOS TESTES DE
SENSIBILIDADE
Os testes foram realizados na própria instituição,
individualmente, em local isento de ruídos e odores,
temperatura agradável e luz natural23.
PREPARO DAS AMOSTRAS PARA O TESTE DO LIMITE
As amostras foram preparadas no Laboratório de
Bromatologia do Departamento de Nutrição da
Faculdade de Saúde Pública da USP, utilizando água
deionizada para as soluções e balança analítica para
quantificar os solutos utilizados: sacarose, cloreto de
sódio, cafeína, ácido cítrico29. As soluções, preparadas
quinzenalmente, foram acondicionadas em garrafas
plásticas de 250ml, devidamente identificadas e
armazenadas em temperatura ambiente e local arejado
nas instituições de coleta de dados.
Foi utilizado o teste de sensibilidade de Threshold, o
qual mede a habilidade de perceber, identificar e/ou
diferenciar um ou mais estímulos pelos órgãos dos
sentidos21,25. As concentrações utilizadas foram as
preconizadas pela International Organization for
Standartization29 para a determinação dos gostos,
adaptadas por Caratin28, as quais foram consideradas
eficientes na determinação dos gostos básicos. As
concentrações dos solutos por litro de água deionizada
foram: 0,500; 1,000; 2,000; 4,000; 8,000 e 16,000 para
o doce; 0,090; 0,180; 0,370; 0,750; 1,500 e 3,000 para
o salgado; 0,004; 0,008; 0,015; 0,030; 0,062 e 0,125
para o ácido; 0,025; 0,050; 0,100; 0,200; 0,400 e 0,800
para o gosto amargo.
APLICAÇÃO DO TESTE DOS LIMIARES
As amostras foram apresentadas aos pares (solução e
água deionizada), em séries crescentes de seis
concentrações distintas para cada gosto, cabendo ao
provador indicar se algum estímulo tivesse sido detectado.
300
Para que a criança compreendesse como proceder
durante o teste, foi oferecida uma solução-padrão (água
deionizada) e uma outra solução, e a criança deveria
informar se as amostras pareadas eram iguais (nãodetecção)
ou diferentes (detecção, desde que seja
apontada corretamente a solução). A apresentação das
soluções continuou até que as crianças detectassem algum
estímulo duas vezes consecutivo, cessando a seqüência.
Repetiu-se a apresentação, partindo da solução de menor
concentração do soluto (teste em duplicata). Após a
avaliação de cada par de amostras, a criança foi instruída
a lavar as papilas com água e aguardar cerca de 30
segundos para provar o próximo par.
Em nenhum momento foi solicitada a identificação
do gosto testado, sendo que a ordem apresentada foi a
mesma para todas as crianças (doce, salgado, ácido e
amargo), uma vez que o objetivo foi o de verificar o
limiar de sensibilidade para os mesmos.
ANÁLISE ESTATÍSTICA
Utilizaram-se testes não-paramétricos, uma vez que
as variáveis não possuíam distribuição normal. Para a
análise dos dados, utilizou-se o pacote estatístico SPSS
versão 10.031.
A comparação dos limiares (média aritmética das
duas medidas realizadas), por sexo, foi feita pelo teste
de Mann-Whitney32.
QUESTÕES ÉTICAS
Este trabalho foi submetido e aprovado pelo Comitê
de Ética em Pesquisa da Faculdade de Saúde Pública da
Universidade de São Paulo e pelos demais comitês das
instituições envolvidas na pesquisa.
As instituições em que este trabalho foi realizado
foram consultadas sobre as condições para desenvolvêlo
e assinaram um termo de consentimento segundo os
moldes da resolução n° 196 de 10/10/1996 do Conselho
Nacional de Saúde, após a submissão e aprovação desta
pesquisa pelos seus comitês de ética.
Os responsáveis foram informados e esclarecidos sobre
os objetivos e metodologia do estudo e autorizaram a
participação da criança, assinando um termo de
consentimento segundo a resolução n° 196 de 10/10/1996
do Conselho Nacional de Saúde. Só participaram do
estudo as crianças que entregaram a autorização.
RESULTADOS E DISCUSSÃO
CARACTERIZAÇÃO DA POPULAÇÃO DE ESTUDO
Todos os pacientes analisados (n=40) já haviam sido
internados devido à LLA e, no período de aplicação
dos testes sensoriais, nenhum deles apresentou anemia
ou alguma intercorrência como mucosite, gripe, tosse,
febre ou outras doenças.
Houve uma distribuição homogênea quanto ao sexo,
sendo 21 meninos (52,5%) e 19 meninas (47,5%). Dos
pacientes analisados, 47,5% recebiam tratamento em
uma única instituição (ITACI).
ANÁLISE SENSORIAL
Teste de limiar dos gostos básicos (Threshold) Observou-se, tanto no sexo masculino quanto no
feminino, que os indivíduos apresentaram maior
detecção nas concentrações baixas para todos os gostos
básicos, principalmente o ácido para os meninos e o
salgado para as meninas.
A Tabela 1 apresenta os valores obtidos entre as duas
medidas dos limiares, uma vez que o teste de Threshold
foi aplicado em duplicata.
Tabela 1. Coeficientes de correlação intraclasse estimados entre
as duas medidas dos limiares
Gosto Doce Considerou-se, para os valores de limiares individuais
detectados, a seguinte classificação: 0,50 a 0,71g/l -
baixos; 1,06 a 2,83g/l - médios e acima destes, valores
altos de limiares de detecção individual para o gosto doce.
De acordo com a Figura 1, independente do sexo, o
maior número de crianças detectou o estímulo nas
Figura 1. Distribuição dos limiares individuais de detecção do
gosto doce, por sexo
Revista Brasileira de Cancerologia 2007; 53(3): 297-303
Elman I e Pinto e Silva MEM
301
concentrações baixas. As meninas apresentaram-se em
maior número entre os limiares baixos e médios e os
meninos nos valores baixos.
Estes resultados diferem dos encontrados por
Caratin28, uma vez que, em sua pesquisa, obteve uma
distribuição homogênea entre os sexos. Porém,
considerando os limiares mais elevados em ambos os
estudos, estes foram observados no sexo masculino.
Gosto Salgado Considerou-se, para os valores de limiares
individuais detectados, a seguinte classificação: 0,09 a
0,13g/l - baixos; 0,19 a 0,53g/l - médios e acima destes,
valores altos de limiares de detecção individual para o
gosto salgado.
De acordo com a Figura 2, pode-se observar que,
do total das crianças, 32,5% dos meninos e 25% das
meninas apresentam limiares de detecção baixos. Apenas
uma menina detectou o estímulo resultando num limiar
mais elevado.
De acordo com Figura 3, pode-se observar uma
maior distribuição de acordo com o sexo, em limiares
baixos e médios de detecção.
Figura 2. Distribuição dos limiares individuais de detecção do
gosto salgado, por sexo
Em trabalho desenvolvido por Caratin28, na distribuição
segundo os limiares para o gosto salgado de acordo com o
sexo, o feminino apresentou maior número nos valores
baixos, enquanto no presente estudo foi observado para os
indivíduos do sexo masculino. Em ambos os trabalhos,
apenas um indivíduo do sexo feminino apresentou o limiar
de detecção em valor mais elevado.
Este fato pode indicar que, enquanto as meninas
saudáveis são mais sensíveis ao salgado, são os meninos
com LLA que apresentam esta característica.
Gosto Ácido Considerou-se, para os valores de limiares individuais
detectados, a seguinte classificação: 0 - baixo; 0,01 a 0,04g/
l - médios e acima destes, ou seja, 0,07g/l, valores altos
de limiares de detecção individual para o gosto salgado.
Os resultados obtidos no presente estudo diferem
dos de Caratin28, uma vez que entre crianças saudáveis
foi observado que o maior número de crianças do sexo
feminino detectou o limiar em concentrações mais
baixas, enquanto entre as crianças portadoras de
leucemia linfóide aguda este fato ocorreu para o sexo
masculino, indicando maior sensibilidade. Outra
diferença foi o fato de haver indivíduos saudáveis de
ambos os sexos com limiar mais elevado, enquanto no
presente estudo apenas uma criança do sexo masculino
demonstrou-se menos sensível ao gosto ácido quando
comparada com as demais.
Gosto Amargo Considerou-se, para os valores de limiares
individuais detectados, a seguinte classificação: 0,03 a
0,05g/l - baixos; 0,07 a 0,14g/l - médios e acima destes
(0,21 a 0,42g/l), valores altos de limiares de detecção
individual para o gosto amargo.
A Figura 4 mostra que 30,0% das meninas e 32,5%
dos meninos apresentaram limiares baixos; 10% e 15%
médios e 7,5% e 5% detectaram nos valores elevados,
observando uma distribuição decrescente pelos limiares,
em ambos os sexos.
Esses resultados assemelham-se aos obtidos por
Caratin28, no qual o sexo masculino apresentou maior
distribuição pelos limiares de valores baixos, indicando
maior sensibilidade ao gosto amargo.
Os resultados obtidos, através da aplicação do teste
de limiares para os gostos básicos, de acordo com os
parâmetros utilizados, não foram estatisticamente
significantes para as variáveis analisadas.
Quando confrontados os valores de limiares obtidos entre
as crianças saudáveis e as portadoras de LLA, nota-se que,
Figura 3. Distribuição dos limiares individuais de detecção do
gosto ácido, por sexo
Revista Brasileira de Cancerologia 2007; 53(3): 297-303
Gostos Básicos em crianças com Leucemia Linfóide Aguda
302
neste último grupo, os valores foram inferiores,
indicando que a população do presente estudo possui
maior sensibilidade aos gostos básicos do que as crianças
saudáveis. Além disso, destaca-se o gosto doce, uma
vez que, entre as crianças saudáveis, houve maior
concentração nos limiares de valor médio.
Os meninos apresentaram maior porcentagem nos
limiares de valor baixo, indicando maior sensibilidade
aos gostos básicos quando comparados às meninas.
Porém, quando confrontados com os resultados obtidos
por Caratin28, nota-se diferença, uma vez que, entre as
crianças saudáveis, em relação ao gosto doce, a
distribuição foi homogênea em ambos os sexos; quanto
ao salgado e ácido, as meninas apresentaram limiares
mais baixos; e apenas, quanto ao amargo, os meninos
apresentaram maior sensibilidade.
CONCLUSÃO
A variável sexo não mostrou diferenças significativas
em relação à análise dos limiares de detecção dos gostos
básicos. Porém, as crianças do sexo masculino
mostraram-se mais sensíveis aos gostos básicos do que
as do sexo feminino.
Percebe-se a importância da continuidade deste
estudo, uma vez que esta população possui características
que podem representar especificidades, tais como
preferências e aversões alimentares. Além disso, há
escassez de trabalhos nessa área em portadores de câncer,
o que poderia contribuir para melhorar a aceitação
alimentar e a qualidade de vida desta população.
CONSIDERAÇÕES FINAIS
É constatada grande dificuldade dos pacientes
portadores de câncer em se alimentar. A análise sensorial
Figura 4. Distribuição dos limiares individuais de detecção do
gosto amargo, por sexo
pode ser utilizada como ferramenta para investigar esse
agravante.
Optou-se pela leucemia linfóide aguda, por ser o
tipo de câncer de maior incidência na infância, até os
15 anos de idade. A menor faixa etária estudada foi
determinada a partir da idade em que as crianças são
capazes de realizar testes de análise sensorial.
Devem-se realizar pesquisas mais aprofundadas em
crianças portadoras de câncer, por possuírem
características e necessidades especiais a fim de se
estipular parâmetros mais específicos, uma vez que os
existentes são direcionados a crianças saudáveis.
A caracterização das crianças portadoras de câncer
quanto à sua sensibilidade aos gostos básicos é muito
importante para entender sua aceitação e/ou aversão
alimentar, pois contribuirá assim para a melhora do
estado nutricional e qualidade de vida desta população.
AGRADECIMENTOS
À FAPESP pela bolsa concedida e às instituições
participantes.
REFERÊNCIAS
1. Teixeira RAP, Bruniera P, Cusato MP, Borsato ML. Câncer
infantil. In: Baracat FF, Fernandes HJJ, Silva MJ.
Cancerologia atual: um enfoque multidisciplinar. São Paulo:
Rocca; 2000:426-51.
2. Vargas PL. Cáncer en pediatria. Aspectos generales. Rev
Chil Pediatr. 2000;71(4):1-17.
3. Latorre MRDO. Epidemiologia dos tumores da infância. In:
Camargo B, Lopes LF. Pediatria oncológica: noções
fundamentais para pediatria. São Paulo: Lemar; 2000:7-27.
4. Pedrosa F, Lins M. Leucemia linfóide aguda: uma doença
curável. Rev Bras Saúde Matern Infant. 2002; 2(1):63-68.
5. Lopes LF, Mendes WL. Leucemias na infância. In: Camargo
B, Lopes LF. Pediatria oncológica: noções fundamentais para
pediatria. São Paulo: Lemar; 2000:109-18.
6. Lee MLM, Petrilli AS. O tratamento da criança com câncer
no Brasil: o debate da migração. Pediatria (São Paulo).
2004;26(1):11-12.
7. GBTLI LLA-99. Protocolo de tratamento da leucemia
linfóide aguda em crianças. Sociedade Brasileira de Oncologia
Pediátrica. 2000.
8. Cleri LB, Haywood R. Oncology pocket guide to
chemotherapy. 5th ed. St Louis: Medical Communications
Elsevier Science, 2002.
9. Ferreira RM, Fernandes PLF, Pinheiro LR. Registro de
câncer de base populacional: uma proposta para a
apresentação de dados pediátricos brasileiros. Rev Bras
Cancerol. 1997;43 (2):133-37.
Revista Brasileira de Cancerologia 2007; 53(3): 297-303
Elman I e Pinto e Silva MEM
303
10.Silverman LB, Sallan SE, Cohen HJ. Treatment of
childhood acute lymphoblastic leucemia. In: Hoffman
R, Benz EJ, Shatill SJ, Furie B, Cohen HJ, Silberstein
LE, et al. Hematology: Basic principles and practice.
3rd ed. Philadelphia: Churchill Livingstone;
2000:1070-1078.
11. Pinho NB, Pacheco SA, Baluz KG, Najman HL, Simma F.
Suporte nutricional pediátrico. Rev Bras Cancerol.
1997;43(4):257-63.
12.Garófolo A, Dall´agnol TM, Ancona LF, Novo NF, Juliano
Y, Petrilli AS. Ingestão alimentar de crianças e adolescentes
com câncer. Anais do VI Congresso Brasileiro de Oncologia
Pediátrica; de 20 a 22 agosto 1998; Guarujá (SP). p. 67.
13.Garófolo A, Lopez FA. Novos conceitos e propostas na
assistência nutricional da criança com câncer. Rev Paul
Pediatr. 2002;20(3):140-46.
14. Lucas B. Nutrição na infância. In: Mahan LK, Escott-Stump
S. Alimentos, nutrição e dietoterapia. 9 ed. São Paulo: Rocca;
1998:259-78.
15.Broeder den E, Lippens RJJ, Hof van´t MA, Tolboom JJM,
Staveren van WA, Hofman Z, et al. Effects of naso-gastric
tube feeding on the nutritional status of children with
cancer. Eur J Clin Nutr. 1998;52(7):494-500.
16.Mattes RD, Kare MR. Nutrition and chemical senses. In:
Shils ME, Shike M, Ross AC, Caballero B. Modern
nutrition in health and disease. v.1. 8th ed. Pensylvania:
Lea & Febiger. 1994:524-36.
17.Birch LL. O padrão de aceitação do alimento pelas crianças.
In: Anais Nestlé: Sabor e Saciedade. 1999;57:12-20.
18.Moreira APRF, Ishihara CA, Ikemori EHA. O papel do
nutricionista no tratamento oncológico. In: Baracat FF,
Fernandes HJJ, Silva MJ. Cancerologia atual: um enfoque
multidisciplinar. São Paulo: Rocca. 2000:186-97.
19. Schiffman SS. Fisiologia do paladar. In: Anais Nestlé: Sabor
e saciedade. 1999;57:1-11.
20.Associação Brasileira de Normas Técnicas (ABNT).
Análise sensorial de alimentos e bebidas. NBR 12806.
São Paulo; 1993.
21.Monteiro CLB. Técnicas para a avaliação sensorial de
alimentos. 2a ed. Curitiba: Ceppa; 1984.
22.Moraes MAC. Método para avaliação sensorial dos
alimentos. 6a ed. Campinas: UNICAMP; 1988.
23.Associação Brasileira de Normas Técnicas. Teste de
sensibilidade em análise sensorial. NBR 13172. São
Paulo; 1994.
24.Dutcosky SD. Análise sensorial de alimentos. Curitiba:
Champagnat; 1996.
25.Chaves JBP, Sprosser RL. Práticas de laboratório de análise
sensorial de alimentos e bebidas. Universidade Federal de
Viçosa: Imprensa universitária; 1993.
26. James CE, Laing DG, Oram N. A comparison of the ability
of 8-9-year-old children and adults to detect taste stimuli.
Physiol Behav. 1997;62(1):193-97.
27. Liem DG, Mars M, Graaf C. Consistency of sensory testing
with 4 and 5 year-old children. Food Quality and
Preference. 2004;15:541-48.
28.Caratin CVS. Análise dos limiares de detecção dos gostos
básicos e sensibilidade ao 6-n-propiltiouracil em crianças
de 7 a 10 anos. [Dissertação de Mestrado]. São Paulo:
Universidade de São Paulo; 2004.
29.Woods MP. Taste and flavor perception. Proc Nutr Soc.
1998;(56):603-607.
30. International Organization for Standartization. Sensory
analysis - methodology - flavor profile methods. ISSO 6564.
Switzerland; 1985.
31. Statistical Package for the Social Science. SPSS for Windows:
versão 10.0. Illinois: SPSS Incorporation; 2000.
32.Conover WJ. Practical nonparametric statistics. 3rd ed. New
York: John Wiley & Sons; 1998.
Abstract
Childhood cancer is defined as any malignant neoplasm occurring in individuals under fifteen years of age. Leukemia
is the most common type in this group. Acute lymphocytic leukemia (ALL) occurs more often in boys than in girls,
with a ratio of 1.2:1. Approximately 50% of pediatric cancer patients report eating disorders, including loss of
appetite, altered taste, nausea, vomiting, and diarrhea, among others. Determination of detection thresholds for
basic tastes helps understand the aversion to food and eating preferences in children with cancer. The purpose of
the current study was to identify the detection thresholds for basic tastes according to the gender of children with
ALL on chemotherapy. Children from three oncological institutions in São Paulo participated: ITACI/ICR/HC/
FMUSP, IOP-GRAAC, and the A. C. Camargo Hospital. The sample included 40 children from 6 to 15 years of
age, (21 males and 19 females), following the GBTLI 99 treatment protocol. The sensitivity threshold test was
applied, using paired samples of six increasing concentrations for each taste. Non-parametric tests were applied
using the SPSS program. No association was observed between gender and detection threshold for basic tastes.
Key words: Children, Leukemia, Threshold, Gender
terça-feira, 25 de outubro de 2011
Superação
Mirella
Fui diagnosticada com linfoma de Hodgkin em fase II B há mais ou menos 6 meses atrás. Estou ainda em tratamento, porem com pet ct negativo. Após oito sessões de quimioterapia, me restam 4 sessões para finalizar.
Sei que nem todos tem um final feliz (eu só vou ficar apos alguns anos sem doença), mas esse tempo todo foi de muita reflexão.
Deus não nos coloca nenhum obstáculo maior do que podemos superar, a nossa vida custa mais caro por algum motivo maior, e é justamente por isso que hoje sou uma pessoa melhor e mais grata para com ela.
Foi muito bom receber tanto carinho de amigos e família, que também aprenderam com tudo isso.
Cada vez mais a quimioterapia esta mais especifica, pude desmistificar um pouco este tratamento, já que pude controlar e suportar todos os efeitos colaterais facilmente com a medicação.
Porem, o seu psicológico comanda seu corpo, seu estado de espírito e positividade quanto ao tratamento, é fundamental para cura. Acredite SEMPRE!
Depoimento escrito por Mirella, postado em julho de 2011
Fui diagnosticada com linfoma de Hodgkin em fase II B há mais ou menos 6 meses atrás. Estou ainda em tratamento, porem com pet ct negativo. Após oito sessões de quimioterapia, me restam 4 sessões para finalizar.
Sei que nem todos tem um final feliz (eu só vou ficar apos alguns anos sem doença), mas esse tempo todo foi de muita reflexão.
Deus não nos coloca nenhum obstáculo maior do que podemos superar, a nossa vida custa mais caro por algum motivo maior, e é justamente por isso que hoje sou uma pessoa melhor e mais grata para com ela.
Foi muito bom receber tanto carinho de amigos e família, que também aprenderam com tudo isso.
Cada vez mais a quimioterapia esta mais especifica, pude desmistificar um pouco este tratamento, já que pude controlar e suportar todos os efeitos colaterais facilmente com a medicação.
Porem, o seu psicológico comanda seu corpo, seu estado de espírito e positividade quanto ao tratamento, é fundamental para cura. Acredite SEMPRE!
Depoimento escrito por Mirella, postado em julho de 2011
domingo, 23 de outubro de 2011
Depoimento...Priscila
PRISCILA TATIANE DOS SANTOS
Faz 2 anos que descobri que tenho linfoma de hodgkin. No começo foi muito difícil pra eu aceitar que com apenas 23 anos tinha câncer, mas com e força que minha família e amigos me deram superei isso.
Fiz os 8 ciclos de abvd e 20 sessões de radio, infelizmente 2 meses depois de ter recebido alta tive a noticia que a doença havia voltado, chorei muito, reclamei, questionei a deus, mas hoje vejo que nada é por acaso. Com essa luta me tornei uma pessoa mais forte, sem medo de enfrentar a vida, passei a ter muito mais fé a DEUS, a agradecê-lo a cada dia de vida.
Estou na fila do transplante e em breve vou fazê-lo, de tudo o que eu passei só tenho uma certeza, que deus é fiel e por isso que nunca vou deixar de acreditar na minha cura e na minha recuperação. Sei que não vai ser fácil, mas tudo já deu certo e daqui a alguns meses estarei curada com uma outra visão de vida, mais forte, generosa e dando valor aquilo que realmente importa nessa vida. AS PESSOAS QUE REALMENTE NOS AMA.
Beijos a todos e muita SAÚDE.
Faz 2 anos que descobri que tenho linfoma de hodgkin. No começo foi muito difícil pra eu aceitar que com apenas 23 anos tinha câncer, mas com e força que minha família e amigos me deram superei isso.
Fiz os 8 ciclos de abvd e 20 sessões de radio, infelizmente 2 meses depois de ter recebido alta tive a noticia que a doença havia voltado, chorei muito, reclamei, questionei a deus, mas hoje vejo que nada é por acaso. Com essa luta me tornei uma pessoa mais forte, sem medo de enfrentar a vida, passei a ter muito mais fé a DEUS, a agradecê-lo a cada dia de vida.
Estou na fila do transplante e em breve vou fazê-lo, de tudo o que eu passei só tenho uma certeza, que deus é fiel e por isso que nunca vou deixar de acreditar na minha cura e na minha recuperação. Sei que não vai ser fácil, mas tudo já deu certo e daqui a alguns meses estarei curada com uma outra visão de vida, mais forte, generosa e dando valor aquilo que realmente importa nessa vida. AS PESSOAS QUE REALMENTE NOS AMA.
Beijos a todos e muita SAÚDE.
Superação.
Amigos, em janeiro de 2010 tudo em minha vida mudou. Meu marido então com 42 anos, muito saudável, trabalhando, planejando estudar, nossos filhos (Fran, Thiago e Victor) todos adolescentes, saudáveis e obedientes. Enfim, estávamos com 20 anos de casados, no auge de nossas vidas. Até que no dia 23/01/2010 tudo mudou.
Meu marido (Sérgio) teve uma febre baixa, mas como ele estava com umas feridinhas na boca a mais de vinte dias, o convenci a ir ao hospital. Fizeram exames e para minha surpresa ele foi à mesma hora para a UTI. Estava com as plaquetas baixas, perto de 5.000. Mas três dias depois veio a notícia de Leucemia Linfóide Aguda.
Começou uma nova história. Intermináveis sessões de quimioterapia, internações, longas noites chorando, eu o Sérgio e nossos filhos. Mas não desistimos nunca, ou melhor, ele não desistiu. Ele sempre nos surpreendeu. Quando parecia que ia desistir, que estava fraco, ele orava a deus, se levantava e dizia: “Essa doença não é maior que deus e nem mais forte que eu”. Por isso estou forte na luta. Então hoje, um ano e pouco depois de muitas internações em UTI, muitas idas e vindas, aqui estou para dizer que ele está muito bem, muito bem mesmo!
As quimios hoje são mais fracas, pois ele não suportou muito bem as pesadas. Faz hoje uma de manutenção, a doença está completamente em remissão, ou seja, está sem a doença. A médica Dra. Rosana espera por um doador, mas ela sempre diz que ele é um milagre, pois a doença é muito severa no caso a LLA com Cromossomo Philadelphia Positivo.
Nos, sabemos que o milagre já aconteceu, cremos que deus tem o melhor pra nos hoje, e que amanha o milagre pode se renovar. Então decidimos viver intensamente o hoje, com a certeza que a deus pertence nossas vidas, hoje, amanha e sempre!
Meu marido (Sérgio) teve uma febre baixa, mas como ele estava com umas feridinhas na boca a mais de vinte dias, o convenci a ir ao hospital. Fizeram exames e para minha surpresa ele foi à mesma hora para a UTI. Estava com as plaquetas baixas, perto de 5.000. Mas três dias depois veio a notícia de Leucemia Linfóide Aguda.
Começou uma nova história. Intermináveis sessões de quimioterapia, internações, longas noites chorando, eu o Sérgio e nossos filhos. Mas não desistimos nunca, ou melhor, ele não desistiu. Ele sempre nos surpreendeu. Quando parecia que ia desistir, que estava fraco, ele orava a deus, se levantava e dizia: “Essa doença não é maior que deus e nem mais forte que eu”. Por isso estou forte na luta. Então hoje, um ano e pouco depois de muitas internações em UTI, muitas idas e vindas, aqui estou para dizer que ele está muito bem, muito bem mesmo!
As quimios hoje são mais fracas, pois ele não suportou muito bem as pesadas. Faz hoje uma de manutenção, a doença está completamente em remissão, ou seja, está sem a doença. A médica Dra. Rosana espera por um doador, mas ela sempre diz que ele é um milagre, pois a doença é muito severa no caso a LLA com Cromossomo Philadelphia Positivo.
Nos, sabemos que o milagre já aconteceu, cremos que deus tem o melhor pra nos hoje, e que amanha o milagre pode se renovar. Então decidimos viver intensamente o hoje, com a certeza que a deus pertence nossas vidas, hoje, amanha e sempre!
Você Tem Cancêr.Palavras que mudou por completo minha vida
Tudo começou com um pequeno hematoma no joelho direito. Eu pensei em nada disso. Em seguida, ele piorou e eu comecei a perceber outros hematomas nas minhas pernas e mãos. Então eu fui ao médico e disseram que parece que eu tenho baixa contagem de plaquetas, assim que tomou sangue. Os exames de sangue voltou dois dias depois e me disseram que tinham níveis baixos de plaquetas de 65.000, que continuou a cair para 16.000 ao longo dos próximos dias, assim que admitiu-me para o hospital durante a noite e começou-me em uma transfusão de plaquetas. Na manhã seguinte, eles também descobriram que os meus glóbulos brancos e vermelhos também foi baixa, assim que tomou uma amostra de medula óssea. Os resultados voltaram na manhã seguinte ea biópsia de medula óssea voltou anormal.
(A poucos dias antes da realização da biópsia, lembro-me perguntar ao meu amigo Vinson que é um farmacêutico que os piores cenários poderia ser, porque os meus níveis de plaquetas estavam caindo. Ele disse também na pior das hipóteses poderia ser algum tipo de sangue relacionadas com o cancro como a leucemia . Meu primeiro pensamento foi de que seria um saco. Isso tem que ser um tiro longo como bater o straight flush 40-1 em 3 cartas. Não há nenhuma maneira que o câncer () poderia acontecer comigo. Tenho certeza de que vou demorar algum pílulas, meu plaquetas vai voltar e eu vou estar fora do lugar e voltar para minha vida normal.)
Ele (médico) disse então que nós encontramos algumas células anormais. Para a direita então e lá eu sabia ... "Nós encontramos algumas células leucêmicas", diz ele. Eu não queria realizá-lo em primeiro lugar. O que ele disse? Eu sei que ele não apenas dizer que tinha câncer. A palavra "câncer" ainda não tinha saído de sua boca para que ele não podia ser isso. Como uma criança ingênua que passou a se confirmar, "assim que eu tenho câncer?" "Eu vou morrer?" Eu estava tão assustado que não pode sequer imaginar. Era como se a vida já acabou. Você tem câncer, mas nós estamos esperando é LMA subtipo M3, que é um tipo muito específico de leucemia, com um plano de tratamento diferente e tem uma taxa de cura muito elevada. "Se você tem que ter câncer é o melhor tipo você pode ter", diz ele. Bem, isso é ótimo ", pensei. Era uma espécie de como bater o cartão de 3 40-1, eu acho, exceto que ele era mais parecido com você bater o seu straight flush (Woohoo), somente o negociante vira maior straight flush (aww). Pelo menos u ainda ganhar o bônus. Pelo menos eu tinha LMA M3 tipo, que descobri mais tarde tem uma taxa de cura de 90%.
Para aqueles de vocês que não sabem, os registros do meu irmão e eu corri os 110 obstáculos elevados no colégio e ambos foram invicto no campeonato e definir a escola ... isto é apenas um outro obstáculo na minha vida e eu vou invicto. Até agora eu estou fazendo muito bem. Eu estou contente de dizer que eu tenho alcançado o meu primeiro gol como estou atualmente em remissão. Atualmente, estou passando por tratamentos de trióxido de arsênio e tem mais 2 rodada de quimioterapia depois. Eu não poderia ter feito isso sem o amor eo apoio da minha família e amigos. Eu tenho a sorte de ter pessoas tão grande na minha vida. Muito obrigado aos médicos e enfermeiros que foram cuidar de bem.
Eu sei que essa experiência mudou a minha vida. Tudo acontece por um motivo como o clichê vai. Embora eu não tenha especificamente se que a razão ou exatamente o que isso vale para o meu futuro, eu vejo com mais clareza, as coisas que importam na minha vida e as coisas que eu quero fazer na minha vida. Não é mais uma questão de "Por que eu?" ... Estou aprendendo a ver esta experiência como uma força positiva e começamos a fazer algumas mudanças de estilo de vida. Dizem que as pessoas vão para fazer grandes coisas depois de experiências como esta ... quer dizer vamos lá, eu já aprendi a fazer o cubo rubix e tornaram-se um mestre guitar hero .... A vida é boa ...
Falando de mudanças de estilo de vida, eu queria que todos vocês sabem que eu pego ciclismo (cortesia de Luís Nunes por me viciado nisso), para ajudar o meu corpo em forma, que esperamos manter meu corpo forte para os próximos duas rodadas de quimioterapia chegando. Eutambém se tornou um membro da Leukemia & Lymphoma Society's (LLS) a equipe no treinamento da organização, para ajudar a levantar fundos para ajudar a parar de leucemia, linfoma, mieloma e linfoma de Hodgkin de tomar mais vidas. Leucemia, linfoma e mieloma irá causar a morte de um número estimado de 52.910 pessoas nos Estados Unidos este ano. A cada dez minutos, uma outra criança ou adulto se espera de morrer de leucemia, linfoma ou mieloma. Esta estatística representa cerca de 145 pessoas por dia, ou seis pessoas a cada hora
(A poucos dias antes da realização da biópsia, lembro-me perguntar ao meu amigo Vinson que é um farmacêutico que os piores cenários poderia ser, porque os meus níveis de plaquetas estavam caindo. Ele disse também na pior das hipóteses poderia ser algum tipo de sangue relacionadas com o cancro como a leucemia . Meu primeiro pensamento foi de que seria um saco. Isso tem que ser um tiro longo como bater o straight flush 40-1 em 3 cartas. Não há nenhuma maneira que o câncer () poderia acontecer comigo. Tenho certeza de que vou demorar algum pílulas, meu plaquetas vai voltar e eu vou estar fora do lugar e voltar para minha vida normal.)
Ele (médico) disse então que nós encontramos algumas células anormais. Para a direita então e lá eu sabia ... "Nós encontramos algumas células leucêmicas", diz ele. Eu não queria realizá-lo em primeiro lugar. O que ele disse? Eu sei que ele não apenas dizer que tinha câncer. A palavra "câncer" ainda não tinha saído de sua boca para que ele não podia ser isso. Como uma criança ingênua que passou a se confirmar, "assim que eu tenho câncer?" "Eu vou morrer?" Eu estava tão assustado que não pode sequer imaginar. Era como se a vida já acabou. Você tem câncer, mas nós estamos esperando é LMA subtipo M3, que é um tipo muito específico de leucemia, com um plano de tratamento diferente e tem uma taxa de cura muito elevada. "Se você tem que ter câncer é o melhor tipo você pode ter", diz ele. Bem, isso é ótimo ", pensei. Era uma espécie de como bater o cartão de 3 40-1, eu acho, exceto que ele era mais parecido com você bater o seu straight flush (Woohoo), somente o negociante vira maior straight flush (aww). Pelo menos u ainda ganhar o bônus. Pelo menos eu tinha LMA M3 tipo, que descobri mais tarde tem uma taxa de cura de 90%.
Para aqueles de vocês que não sabem, os registros do meu irmão e eu corri os 110 obstáculos elevados no colégio e ambos foram invicto no campeonato e definir a escola ... isto é apenas um outro obstáculo na minha vida e eu vou invicto. Até agora eu estou fazendo muito bem. Eu estou contente de dizer que eu tenho alcançado o meu primeiro gol como estou atualmente em remissão. Atualmente, estou passando por tratamentos de trióxido de arsênio e tem mais 2 rodada de quimioterapia depois. Eu não poderia ter feito isso sem o amor eo apoio da minha família e amigos. Eu tenho a sorte de ter pessoas tão grande na minha vida. Muito obrigado aos médicos e enfermeiros que foram cuidar de bem.
Eu sei que essa experiência mudou a minha vida. Tudo acontece por um motivo como o clichê vai. Embora eu não tenha especificamente se que a razão ou exatamente o que isso vale para o meu futuro, eu vejo com mais clareza, as coisas que importam na minha vida e as coisas que eu quero fazer na minha vida. Não é mais uma questão de "Por que eu?" ... Estou aprendendo a ver esta experiência como uma força positiva e começamos a fazer algumas mudanças de estilo de vida. Dizem que as pessoas vão para fazer grandes coisas depois de experiências como esta ... quer dizer vamos lá, eu já aprendi a fazer o cubo rubix e tornaram-se um mestre guitar hero .... A vida é boa ...
Falando de mudanças de estilo de vida, eu queria que todos vocês sabem que eu pego ciclismo (cortesia de Luís Nunes por me viciado nisso), para ajudar o meu corpo em forma, que esperamos manter meu corpo forte para os próximos duas rodadas de quimioterapia chegando. Eutambém se tornou um membro da Leukemia & Lymphoma Society's (LLS) a equipe no treinamento da organização, para ajudar a levantar fundos para ajudar a parar de leucemia, linfoma, mieloma e linfoma de Hodgkin de tomar mais vidas. Leucemia, linfoma e mieloma irá causar a morte de um número estimado de 52.910 pessoas nos Estados Unidos este ano. A cada dez minutos, uma outra criança ou adulto se espera de morrer de leucemia, linfoma ou mieloma. Esta estatística representa cerca de 145 pessoas por dia, ou seis pessoas a cada hora
terça-feira, 18 de outubro de 2011
Pai Descobre Leucemia Do Filho Atraves do Corte de Cabelo
Menino britânico de 3 anos apresentava nódulos na cabeça e nenhum outro sintoma.
A família de um menino britânico de 3 anos descobriu que ele sofria de leucemia graças a um corte de cabelo "moicano", inspirado no do jogador de futebol inglês David Beckham.
Quando decidiram mudar o cabelo do filho Maddox, em outubro do ano passado, os pais Ben e Barbie Tallowin perceberam que ele tinha dois caroços na parte de trás da cabeça, acima da nuca.
Marcaram uma consulta com o médico no mesmo dia e, após exames de sangue, o menino foi diagnosticado com o câncer.
O garoto Maddox e seu corte 'moicano'. (Foto: Arquivo pessoal/BBC)"Foi mais por sorte do que por qualquer outra coisa que descobrimos a doença", disse o pai.
"Os médicos disseram que normalmente as pessoas só percebem o problema quando a criança já está apresentando os sintomas, o que não era o caso de Maddox."
O garoto foi imediatamente submetido a um tratamento de quimioterapia em um hospital da cidade de Cambridge.
Ele agora está em remissão, como é conhecida a fase de ausência de sintomas, mas deve precisar de novas sessões de quimioterapia e de tratamento com esteroides por mais três anos.
A família de um menino britânico de 3 anos descobriu que ele sofria de leucemia graças a um corte de cabelo "moicano", inspirado no do jogador de futebol inglês David Beckham.
Quando decidiram mudar o cabelo do filho Maddox, em outubro do ano passado, os pais Ben e Barbie Tallowin perceberam que ele tinha dois caroços na parte de trás da cabeça, acima da nuca.
Marcaram uma consulta com o médico no mesmo dia e, após exames de sangue, o menino foi diagnosticado com o câncer.
O garoto Maddox e seu corte 'moicano'. (Foto: Arquivo pessoal/BBC)"Foi mais por sorte do que por qualquer outra coisa que descobrimos a doença", disse o pai.
"Os médicos disseram que normalmente as pessoas só percebem o problema quando a criança já está apresentando os sintomas, o que não era o caso de Maddox."
O garoto foi imediatamente submetido a um tratamento de quimioterapia em um hospital da cidade de Cambridge.
Ele agora está em remissão, como é conhecida a fase de ausência de sintomas, mas deve precisar de novas sessões de quimioterapia e de tratamento com esteroides por mais três anos.
Detecção precoce
Cura é uma alternativa que, quando se fala de oncologia, depende sempre do estágio em que se encontra a doença. O momento do diagnóstico faz toda a diferença. A maior parte dos casos de câncer, quando diagnosticada precocemente, tem cura e, sem dúvida, tem asseguradas melhores condições de sobrevida, quer em termos qualitativos, quer em termos quantitativos, nas poucas situações em que isso não acontece. Ou seja, pode-se viver mais e melhor, a despeito do câncer, quando ele é detectado em tempo.
O grande complicador, entretanto, é o fato de que o câncer, geralmente, é uma doença de progressão lenta, cujos sintomas só se manifestam em momentos mais avançados, quando há maiores probabilidades de que outros órgãos já tenham sido afetados pelas metástases
Cura é uma alternativa que, quando se fala de oncologia, depende sempre do estágio em que se encontra a doença. O momento do diagnóstico faz toda a diferença. A maior parte dos casos de câncer, quando diagnosticada precocemente, tem cura e, sem dúvida, tem asseguradas melhores condições de sobrevida, quer em termos qualitativos, quer em termos quantitativos, nas poucas situações em que isso não acontece. Ou seja, pode-se viver mais e melhor, a despeito do câncer, quando ele é detectado em tempo.
O grande complicador, entretanto, é o fato de que o câncer, geralmente, é uma doença de progressão lenta, cujos sintomas só se manifestam em momentos mais avançados, quando há maiores probabilidades de que outros órgãos já tenham sido afetados pelas metástases
Psico-Oncologia
Psico-Oncologia: um novo olhar para o câncer.
História do câncer e novas indagações
Câncer é denominação genérica para modificações em estruturas celulares que resultam, de modo geral, em formações tumorais. A especificidade dessas formações é sua capacidade de migrarem, por via sangüínea ou linfática, para outros órgãos do corpo e aí se estabelecerem, gerando novos grupamentos celulares. Trata-se das metástases que, na maior parte dos casos, são as verdadeiras causas da morte do paciente. Não existe câncer benigno, porém existem diferentes graus de malignidade e agressividade dos tumores. O órgão primário ou inicial em que se verifica a transformação, o tamanho e natureza do tumor e o grau de invasão deste para outros órgãos constituem-se em critérios sobre a gravidade e prognóstico da cada caso. É a partir desses critérios que se definem condutas e tratamentos que, a cada dia, nos mostram que câncer e morte não são sinônimos.
Mas houve um tempo em que o câncer era inevitavelmente fatal. Essa realidade fez com que se desenvolvessem, no imaginário das pessoas, medos intensos em relação a essa doença. Até há pouco tempo, não era difícil encontrar pessoas que sequer pronunciassem a palavra câncer, o que pode ocorrer ainda hoje àqueles que não têm acesso adequado à informação.
É comum estarem presentes: o medo da morte, imaginada como inevitável; o medo do sofrimento dos tratamentos; o medo do desfiguramento, quando a doença evolui; o medo da dor, muitas vezes pensada como sem possibilidade de controle.
O medo em relação ao câncer tem conseqüências importantes. Entre elas, o afastamento da possibilidade de diagnóstico precoce. Hoje sabemos que diagnóstico precoce e adequada intervenção imediata são elementos decisivos, que chegam a definir o prognóstico da doença. Em muitos casos, representam o diferencial para a cura.
O medo também pode ser responsável pela existência de grande sofrimento psíquico. Vale lembrar que o sofrimento, geralmente, não se restringe ao paciente apenas, mas, em muitos casos, estende-se a familiares, amigos, colegas e mesmo à própria equipe de saúde, responsável pelo tratamento.
Sofrimento emocional muitas vezes leva a pior evolução da doença, porque pode prejudicar a adesão aos tratamentos. Por outro lado, situações prolongadas de estresse freqüentemente resultam em funcionamento inadequado do sistema imunológico, o aparato natural de defesa de nosso organismo. Nesse caso, este passa a ser menos eficaz em sua ação de reconhecimento e eliminação de elementos estranhos ao organismo, por exemplo, células malignas em formação.
Uma das formas de maior adesão a programas de prevenção, diagnóstico e tratamentos, quando indicados, é a informação. Quanto mais dados as pessoas tiverem a respeito do câncer, maior a quantidade de medidas de proteção que poderão tomar, atentas à possibilidade de diagnóstico e à adoção de uma atitude mais ativa e participativa em seus tratamentos.
Dos cânceres infantis, a leucemia é o tipo mais freqüente, dentre essas a Leucemia Linfóide Aguda (LLA) é de maior ocorrência em crianças na maioria das populacões. Entre os Linfomas, o mais incidente na infância é o Linfoma não Hodgkin. Os tumores de sistema nervoso, que predominam no sexo masculino, ocorrem principalmente em crianças menores de 15 anos, com um pico na idade de 10 anos, e representam cerca de 20% dos tumores infantis. Estimativas do Instituto Nacional do Câncer – INCA – previam, para o Brasil, cerca de 9540 casos novos de leucemias no ano de 2008.
Lamentavelmente, em nosso país, apesar dos esforços feitos no sentido de se obter diagnóstico precoce, muitas pessoas ainda chegam aos serviços médicos com doença em estado avançado, o que compromete prognósticos melhores.
No entanto, se é verdade que constatamos atualmente a presença significativa do câncer e o aumento na incidência de algumas de suas formas, lembramos também que muito se tem feito em relação ao maior conhecimento da doença, o que desvenda novas formas de prevenir, diagnosticar e tratar.
No século XX, após a II Guerra Mundial, começaram a ser desenvolvidos medicamentos para o tratamento do câncer. Curiosamente, o primeiro medicamento eficaz foi o Gás Mostarda, usado como arma química naquele conflito. Em 1950, relata-se o primeiro caso de cura de câncer através do uso de um medicamento. Inicia-se assim a era da quimioterapia.
Muitos avanços têm sido obtidos: observa-se aumento do tempo de sobrevida de pacientes com câncer e essa perspectiva, dados os novos meios de controle da doença, coloca diferentes questões e demandas específicas.
Não podemos deixar de mencionar que um dos fatores que tem contribuído para a mudança no cenário do câncer é o aumento da eficácia dos recursos diagnósticos. Técnicas sofisticadas e o estabelecimento de rastreamento populacional no caso de alguns tipos de têm aumentado a possibilidade de diagnóstico e, sobretudo, de diagnóstico precoce.
Aspectos Psicológicos
Para os pacientes oncológicos e seus familiares, o longo percurso se inicia na necessidade de prevenção, passa por diagnóstico, tratamentos, reabilitação, e os conduz até a terminalidade, podendo levá-los à morte ou cura, reinserção social e luto. Muitos aspectos psicológicos são mobilizados ao longo do trajeto fazendo com que, freqüentemente, se torne necessária intervenção psicossocial adequada.
Evidenciou-se também que a adesão aos tratamentos está associada a fatores psicológicos e sociais. Daí surgiu a necessidade de desenvolvimento de nova tecnologia na área da saúde, bem como reforço a estratégias de enfrentamento do paciente e familiares, que assegurem a participação ativa do doente no processo de tratamento.
A partir das observações e do conhecimento adquirido, simultaneamente, em diversas partes do mundo, centros de oncologia passaram valorizar sua importância na incidência da doença e evolução dos tratamentos, propondo-se a estudá-los e a compreendê-los.
Propõem-se respostas
É à Psico-Oncologia, área de intersecção entre a Psicologia e a Oncologia, que cabem o estudo das variáveis psicológicas e comportamentais envolvidas no processo de adoecimento e cura e as intervenções ao longo de todo ele.
A formalização da Psico-Oncologia nasceu nos Estados Unidos, em um grande centro médico especializado em câncer, o Memorial Sloan Kettering Hospital, de New York. Originou-se da constatação de que fatores psicológicos e comportamentais estavam envolvidos na etiologia do câncer e no seu desenvolvimento. Não queremos aqui afirmar que aspectos psicológicos como depressão, por exemplo, são diretamente os causadores da doença, dada a multifatoriedade hoje identificada na etiologia do câncer. Mas determinados comportamentos, resultantes de algumas condições psicológicas, como o tabagismo ou consumo excessivo de álcool, podem ser elementos que contribuem para o surgimento de um câncer
História do câncer e novas indagações
Câncer é denominação genérica para modificações em estruturas celulares que resultam, de modo geral, em formações tumorais. A especificidade dessas formações é sua capacidade de migrarem, por via sangüínea ou linfática, para outros órgãos do corpo e aí se estabelecerem, gerando novos grupamentos celulares. Trata-se das metástases que, na maior parte dos casos, são as verdadeiras causas da morte do paciente. Não existe câncer benigno, porém existem diferentes graus de malignidade e agressividade dos tumores. O órgão primário ou inicial em que se verifica a transformação, o tamanho e natureza do tumor e o grau de invasão deste para outros órgãos constituem-se em critérios sobre a gravidade e prognóstico da cada caso. É a partir desses critérios que se definem condutas e tratamentos que, a cada dia, nos mostram que câncer e morte não são sinônimos.
Mas houve um tempo em que o câncer era inevitavelmente fatal. Essa realidade fez com que se desenvolvessem, no imaginário das pessoas, medos intensos em relação a essa doença. Até há pouco tempo, não era difícil encontrar pessoas que sequer pronunciassem a palavra câncer, o que pode ocorrer ainda hoje àqueles que não têm acesso adequado à informação.
É comum estarem presentes: o medo da morte, imaginada como inevitável; o medo do sofrimento dos tratamentos; o medo do desfiguramento, quando a doença evolui; o medo da dor, muitas vezes pensada como sem possibilidade de controle.
O medo em relação ao câncer tem conseqüências importantes. Entre elas, o afastamento da possibilidade de diagnóstico precoce. Hoje sabemos que diagnóstico precoce e adequada intervenção imediata são elementos decisivos, que chegam a definir o prognóstico da doença. Em muitos casos, representam o diferencial para a cura.
O medo também pode ser responsável pela existência de grande sofrimento psíquico. Vale lembrar que o sofrimento, geralmente, não se restringe ao paciente apenas, mas, em muitos casos, estende-se a familiares, amigos, colegas e mesmo à própria equipe de saúde, responsável pelo tratamento.
Sofrimento emocional muitas vezes leva a pior evolução da doença, porque pode prejudicar a adesão aos tratamentos. Por outro lado, situações prolongadas de estresse freqüentemente resultam em funcionamento inadequado do sistema imunológico, o aparato natural de defesa de nosso organismo. Nesse caso, este passa a ser menos eficaz em sua ação de reconhecimento e eliminação de elementos estranhos ao organismo, por exemplo, células malignas em formação.
Uma das formas de maior adesão a programas de prevenção, diagnóstico e tratamentos, quando indicados, é a informação. Quanto mais dados as pessoas tiverem a respeito do câncer, maior a quantidade de medidas de proteção que poderão tomar, atentas à possibilidade de diagnóstico e à adoção de uma atitude mais ativa e participativa em seus tratamentos.
Dos cânceres infantis, a leucemia é o tipo mais freqüente, dentre essas a Leucemia Linfóide Aguda (LLA) é de maior ocorrência em crianças na maioria das populacões. Entre os Linfomas, o mais incidente na infância é o Linfoma não Hodgkin. Os tumores de sistema nervoso, que predominam no sexo masculino, ocorrem principalmente em crianças menores de 15 anos, com um pico na idade de 10 anos, e representam cerca de 20% dos tumores infantis. Estimativas do Instituto Nacional do Câncer – INCA – previam, para o Brasil, cerca de 9540 casos novos de leucemias no ano de 2008.
Lamentavelmente, em nosso país, apesar dos esforços feitos no sentido de se obter diagnóstico precoce, muitas pessoas ainda chegam aos serviços médicos com doença em estado avançado, o que compromete prognósticos melhores.
No entanto, se é verdade que constatamos atualmente a presença significativa do câncer e o aumento na incidência de algumas de suas formas, lembramos também que muito se tem feito em relação ao maior conhecimento da doença, o que desvenda novas formas de prevenir, diagnosticar e tratar.
No século XX, após a II Guerra Mundial, começaram a ser desenvolvidos medicamentos para o tratamento do câncer. Curiosamente, o primeiro medicamento eficaz foi o Gás Mostarda, usado como arma química naquele conflito. Em 1950, relata-se o primeiro caso de cura de câncer através do uso de um medicamento. Inicia-se assim a era da quimioterapia.
Muitos avanços têm sido obtidos: observa-se aumento do tempo de sobrevida de pacientes com câncer e essa perspectiva, dados os novos meios de controle da doença, coloca diferentes questões e demandas específicas.
Não podemos deixar de mencionar que um dos fatores que tem contribuído para a mudança no cenário do câncer é o aumento da eficácia dos recursos diagnósticos. Técnicas sofisticadas e o estabelecimento de rastreamento populacional no caso de alguns tipos de têm aumentado a possibilidade de diagnóstico e, sobretudo, de diagnóstico precoce.
Aspectos Psicológicos
Para os pacientes oncológicos e seus familiares, o longo percurso se inicia na necessidade de prevenção, passa por diagnóstico, tratamentos, reabilitação, e os conduz até a terminalidade, podendo levá-los à morte ou cura, reinserção social e luto. Muitos aspectos psicológicos são mobilizados ao longo do trajeto fazendo com que, freqüentemente, se torne necessária intervenção psicossocial adequada.
Evidenciou-se também que a adesão aos tratamentos está associada a fatores psicológicos e sociais. Daí surgiu a necessidade de desenvolvimento de nova tecnologia na área da saúde, bem como reforço a estratégias de enfrentamento do paciente e familiares, que assegurem a participação ativa do doente no processo de tratamento.
A partir das observações e do conhecimento adquirido, simultaneamente, em diversas partes do mundo, centros de oncologia passaram valorizar sua importância na incidência da doença e evolução dos tratamentos, propondo-se a estudá-los e a compreendê-los.
Propõem-se respostas
É à Psico-Oncologia, área de intersecção entre a Psicologia e a Oncologia, que cabem o estudo das variáveis psicológicas e comportamentais envolvidas no processo de adoecimento e cura e as intervenções ao longo de todo ele.
A formalização da Psico-Oncologia nasceu nos Estados Unidos, em um grande centro médico especializado em câncer, o Memorial Sloan Kettering Hospital, de New York. Originou-se da constatação de que fatores psicológicos e comportamentais estavam envolvidos na etiologia do câncer e no seu desenvolvimento. Não queremos aqui afirmar que aspectos psicológicos como depressão, por exemplo, são diretamente os causadores da doença, dada a multifatoriedade hoje identificada na etiologia do câncer. Mas determinados comportamentos, resultantes de algumas condições psicológicas, como o tabagismo ou consumo excessivo de álcool, podem ser elementos que contribuem para o surgimento de um câncer
Leucemia/Linfoma de células T do Adulto
*Leucemia/linfoma de células T do adulto (ou L/LAT) é um raro tipo de câncer das células T do sistema imune. Acredita-se que a causa desta doença é a infecção pelo vírus HTLV-1 (vírus linfotrópico de células T humanas do tipo I).
A leucemia ATLL é normalmente um linfoma não-Hodgkin muito agressivo com nenhuma aparente característica histológica a não ser pelo padrão difuso e um fenótipo célula T madura.
Os linfócitos leucêmicos circulantes têm núcleo irregular.
linfoma angioimunoblático.
Na mais recente classificação da OMS,o linfoma angioimunoblático está no grupo dos linfomas de célula T, mais especificamente como um subtipo de linfoma T periférico.
Até algum tempo atrás, esta doença era conhecida como um processo reativo. Só recentemente foi visto que os linfócitos T têm características que permitem classificá-la como um linfoma não-Hodgkin.
Estes são os achados que devem chamar a atenção para esta doença:
Na biópsia do gênglio, existem células endotelias vasculares elevadas. As células do linfoma muitas vezes são difíceis de serem reconhecidas em meio a um infiltrado de células reativas. As células que mais chamam a atenção por serem maiores são os imunoblastos.
Muito cuidado deve ser tomado para não confundir um linfoma angioimunoblástico com um linfoma imunoblástico. Este último é um linfoma de grandes células B que tem o tratamento diferente.
Outra curiosidade é que os imunoblastos expressão um vírus no seu interior, o vírus EBV. Ressalto,mais uma vez, que os imunoblastos são reativos.A doença está nos pequenos linfócitos T que circundam estas células.
Os pacientes com linfoma angioimunoblástico costumam ser idosos e apresentar queixas mais gerais, tais como, febre, fadiga e emagrecimento. Este quadro pode simular uma infecção. Caracteristicamente, o baço e o fígado aumentam de tamanho a vários gânglios também estão aumentados, embora nenhum deles costume ser muito grande.
Devido a sua raridade, os pacientes com linfoma angioimunoblástico costumam ser tratados como pacientes com linfoma T periférico, ou seja, com quimioterapia na maioria dos casos.
Caso haja uma ótima resposta à quimioterapia, o transplante autólogo de medula pode ser uma opção.
Corticosteróides costumam aliviar os sintomas desta doença e existe uma crescente experiência com o uso da ciclosporina.
( Professor Rony Schaffel)
***Subtipos de linfomas não-Hodgkin
Tipos de linfoma:
1. Linfoma de baixo grau de células T ou células B.
2. Linfoma de grau intermediário de células T ou células B: linfoma do manto de células B, linfoma angiocêntrico de células T
3. Linfoma de grau intermediário de células T ou células B: linfoma de grandes células B, linfoma intestinal de células T.
4. Linfoma de alto grau de células T ou células B: linfoma de células B de Burkitt, linfoma agudo de células T do adulto.
Descreveremos os tipos de linfoma de acordo com o tipo celular (B, T ou NK), bem como a sua agressividade.
Linfomas de células B:
Os linfomas da célula B perfazem cerca de 90% de todos os casos de linfoma. Os subtipos mais comuns do linfoma da célula B, são:
Linfoma grande difuso da célula B: É a forma mais comum de linfoma (cerca de 30% de todos os casos de linfoma não-Hodgkin). Ocorre fora dos linfonodos (regiões extranodais) em cerca de 40% dos casos, sendo considerado uma forma agressiva da doença. Pacientes com esse tipo de linfoma freqüentemente apresentam perda de peso, sudorese noturna e febre. Esse tipo de linfoma é freqüentemente curável através de quimioterapia combinada e radioterapia. Alguns pacientes podem também receber a quimioterapia no sistema nervoso central como forma de impedir a propagação do linfoma para aquela região.
Linfoma folicular: perfaz cerca de 20% de todos os casos de linfoma não-Hodgkin. Geralmente começa nos linfonodos sendo normalmente indolente. Os pacientes portadores de linfoma folicular podem ser tratados com uma combinação de quimioterapia em baixas doses, ou serem acompanhados de perto por um especialista. Transplante de células tronco hematopoéticas, Interferon e tratamento com anticorpo monoclonal, como o anticorpo anti-CD20 (Rituximab) podem também ser opções de tratamento.
Linfoma da zona marginal esplênico: (com ou sem os linfócitos vilosos): uma forma de linfoma que começa primariamente no baço. É uma forma incomum do linfoma de células B. Geralmente sua ação é lenta e normalmente não requer tratamento. Em alguns casos, a remoção cirúrgica do baço é recomendada.
Linfoma de zona marginal extranodal do tipo MALT: geralmente ocorre no estômago, mas também pode ocorrer no pulmão, na tireóide, nas glândulas salivares ou nos olhos. Pacientes que apresentam esse tipo de linfoma freqüentemente têm um histórico de inflamação crônica no local acometido, como gastrite e tireoidite. A radioterapia, a cirurgia, a quimioterapia ou uma combinação desses, são os tratamentos mais comuns.
Linfoma Linfoplasmocítico: Também de ocorrência rara, significando 1% de todos os casos de linfoma não-Hodgkin, é uma forma de linfoma indolente. Esse subtipo de linfoma envolve freqüentemente a medula óssea, os linfonodos e o baço.
As formas de tratamento são similares as da leucemia linfocítica crônica, e podem incluir uma combinação de quimioterapia, Interferon ou anticorpos monoclonais. A quimioterapia associada ao transplante de células tronco hematopoéticas também pode ser uma opção de tratamento.
Linfoma do Manto: Uma forma agressiva de linfoma não-Hodgkin, que ocorre em 7% dos casos, apesar de ainda estar na classificação da OMS como linfoma indolente. É mais comum ocorrer sem nenhum sintoma, em pacientes com mais de 60 anos. Envolve a medula óssea, linfonodos, baço, e sistema gastrointestinal, sendo identificado pelo aparecimento de uma proteína chamada ciclina D1 na massa tumoral ou nos linfócitos B circulantes malignos. Pessoas com Linfoma do Manto exibem também uma translocação específica nos cromossomos 11 e 14, que significa que partes desses dois cromossomos trocaram de lugares. O tratamento do linfoma do Manto utilizam altas doses de quimioterapia, seguidas pelo transplante de células tronco hematopoéticas, assim como Interferon ou anticorpos monoclonais.
Linfoma de grandes células mediastinal: Trata-se de uma forma agressiva de linfoma, que pode provocar complicações respiratórias, ou a síndrome da veia cava superior. Sua ocorrência é mais comum em mulheres com idades entre 30 e 40 anos, e representa aproximadamente 2,5% de todos os casos de linfoma não-Hodgkin. É tratado com doses elevadas de quimioterapia e pode também responder bem ao transplante de células tronco hematopoéticas.
Linfoma primário de efusão: A ocorrência dessa forma extremamente agressiva de linfoma é mais freqüente em pessoas HIV-positivas. Surge no pulmão, no coração ou nas cavidades abdominais e normalmente não apresenta uma massa tumoral identificável. É tratado como o linfoma difuso de grandes células.
Linfoma de Burkitt ou Leucemia Linfóide Aguda L3: Uma forma muita rara e agressiva de linfoma. Há três subtipos de linfoma de Burkitt: endêmico, esporádico e imunodeficiente-relacionado.
A forma endêmica ocorre de forma mais freqüente na África, com envolvimento dos ossos maxilares e lifonodos de crianças sendo associado ao vírus Epstein-Barr.
O linfoma de Burkitt esporádico é mais comum em países como os EUA e Brasil podendo ser identificado uma inatividade de um gene denominado c-myc. É comum em crianças e tem altas chances de cura com quimioterapia intensiva. Quando há envolvimento de mais de 25% da medula óssea é denominado leucemia linfóide aguda L3 e o uso de quimioterapia intensiva combinado ao transplante de células-tronco hematopoéticas aumentam as chances de cura do paciente.
O linfoma de Burkitt denominado imudeficiente relacionado pode ocorrer em crianças portadoras de imunodeficiências congênitas ou pacientes portadores de HIV.
Nas três formas, é um tipo agressivo de linfoma, onde requer altas doses de quimioterapia, mas com altas chances de cura.
Linfomas de células T:
Linfomas de células-T representam cerca de 10% de todos os casos de linfoma. Os subtipos mais comuns de linfomas de células-T e linfomas de células natural killer (NK-), são:
Linfoma linfoblástico de células T precursoras: Representa aproximadamente 15% de todos os linfoma linfocíticos agudos infantis, e 25% dos casos em adultos.
Sua ocorrência é mais comum em adolescentes e adultos jovens, e é mais comum em homens. É chamado de leucemia se existir mais de 25% de blastos na medula óssea, e de linfoma se existir menos de 25% de blastos na medula óssea. O linfoma linfoblástico normalmente tem início como uma grande massa mediastinal (nos linfonodos situados no interior do tórax) que se estende rapidamente para a medula óssea. Essa é considerada uma forma muito agressiva de linfoma. É tratado através de quimioterapia intensiva com altas chances de cura, mas em alguns casos pode incluir transplante de células tronco hematopoéticas.
Leucemia/Linfoma de células T relacionado ao HTLV-1: Esse tipo de linfoma é causado por um vírus chamado the human T-cell lymphotropic virus type I. É uma doença agressiva que normalmente envolve o osso e a pele; geralmente células da leucemia são encontradas na medula óssea. Esse tipo de linfoma tem pode responder à quimioterapia, embora associada a zidovudine (AZT) e Interferon, sendo que cerca de 2/3 dos pacientes atingem remissão.
Linfoma nasal T: É um tipo agressivo de linfoma, raro nos EUA e Europa, mas muito comum na Ásia e comunidades hispânicas. Pode ocorrer em crianças e adultos, e normalmente envolve o sistema nasal, mas pode também envolver a traquéia, o sistema gastrointestinal ou a pele. Geralmente pode apresentar resposta a quimioterapia intensiva e radioterapia.
Linfoma intestinal T: É um tipo agressivo de linfoma das células-T, que envolve os intestinos de pessoas com doença celíaca (que têm intolerância ao glúten), e de ocorrência rara nos EUA e Europa. Se deixado sem tratamento, pode comprometer severamente os intestinos. Esse tipo de linfoma pode ser prevenido se as pessoas celíacas adotarem uma dieta livre de glúten, mas se houver a instalação da doença, esta pode ser tratada com altas doses de quimioterapia.
Linfoma hepatoesplênico T: É um tipo agressivo do linfoma das células-T periféricas, que envolve o fígado e o baço. Ocorre mais freqüentemente em adolescentes masculinos e em homens mais jovens. É tratado como um linfoma difuso de grandes células
Linfoma cutâneo anaplásico: Essa é uma forma agressiva do linfoma que envolve somente a pele. Normalmente é tratada com sucesso com quimioterapia.
Linfoma da célula-T periférica: Esse é um tipo agressivo de linfoma, normalmente descoberto em um estágio já avançado. É mais comum em pessoas com mais de 60 anos, e representa cerca de 6% de todos os casos de linfoma registrados dos EUA e Europa. Envolve as células grandes difusas ou uma mistura de células difusas que exibem determinados tipos de proteínas: CD4 ou CD8 na imunohistoquímica. É tratado como linfoma das células-B grandes difusas, através de quimioterapia. O transplante de células tronco pode ser considerado em alguns casos.
Linfoma de células T angioimunoblástico: Esse é um tipo moderadamente agressivo de linfoma, marcado por sintomas como: linfonodos inchados, febre, perda do peso, rachaduras na pele e níveis elevados de anticorpos no sangue chamados gamaglobulinas. A ocorrência de infecções é muito comum em pacientes com depressão no sistema imunológico. Esse linfoma é identificado por alterações genéticas nas células T receptoras.
Linfoma anaplásico T sistêmico: Esse tipo de linfoma representa cerca de 2% de todos os linfomas e 10% de todos os linfomas que ocorrem na infância, mas é registrado tanto em adultos quanto em crianças. É uma forma agressiva de linfoma, com altas chances de cura com quimioterapia intensiva
A leucemia ATLL é normalmente um linfoma não-Hodgkin muito agressivo com nenhuma aparente característica histológica a não ser pelo padrão difuso e um fenótipo célula T madura.
Os linfócitos leucêmicos circulantes têm núcleo irregular.
linfoma angioimunoblático.
Na mais recente classificação da OMS,o linfoma angioimunoblático está no grupo dos linfomas de célula T, mais especificamente como um subtipo de linfoma T periférico.
Até algum tempo atrás, esta doença era conhecida como um processo reativo. Só recentemente foi visto que os linfócitos T têm características que permitem classificá-la como um linfoma não-Hodgkin.
Estes são os achados que devem chamar a atenção para esta doença:
Na biópsia do gênglio, existem células endotelias vasculares elevadas. As células do linfoma muitas vezes são difíceis de serem reconhecidas em meio a um infiltrado de células reativas. As células que mais chamam a atenção por serem maiores são os imunoblastos.
Muito cuidado deve ser tomado para não confundir um linfoma angioimunoblástico com um linfoma imunoblástico. Este último é um linfoma de grandes células B que tem o tratamento diferente.
Outra curiosidade é que os imunoblastos expressão um vírus no seu interior, o vírus EBV. Ressalto,mais uma vez, que os imunoblastos são reativos.A doença está nos pequenos linfócitos T que circundam estas células.
Os pacientes com linfoma angioimunoblástico costumam ser idosos e apresentar queixas mais gerais, tais como, febre, fadiga e emagrecimento. Este quadro pode simular uma infecção. Caracteristicamente, o baço e o fígado aumentam de tamanho a vários gânglios também estão aumentados, embora nenhum deles costume ser muito grande.
Devido a sua raridade, os pacientes com linfoma angioimunoblástico costumam ser tratados como pacientes com linfoma T periférico, ou seja, com quimioterapia na maioria dos casos.
Caso haja uma ótima resposta à quimioterapia, o transplante autólogo de medula pode ser uma opção.
Corticosteróides costumam aliviar os sintomas desta doença e existe uma crescente experiência com o uso da ciclosporina.
( Professor Rony Schaffel)
***Subtipos de linfomas não-Hodgkin
Tipos de linfoma:
1. Linfoma de baixo grau de células T ou células B.
2. Linfoma de grau intermediário de células T ou células B: linfoma do manto de células B, linfoma angiocêntrico de células T
3. Linfoma de grau intermediário de células T ou células B: linfoma de grandes células B, linfoma intestinal de células T.
4. Linfoma de alto grau de células T ou células B: linfoma de células B de Burkitt, linfoma agudo de células T do adulto.
Descreveremos os tipos de linfoma de acordo com o tipo celular (B, T ou NK), bem como a sua agressividade.
Linfomas de células B:
Os linfomas da célula B perfazem cerca de 90% de todos os casos de linfoma. Os subtipos mais comuns do linfoma da célula B, são:
Linfoma grande difuso da célula B: É a forma mais comum de linfoma (cerca de 30% de todos os casos de linfoma não-Hodgkin). Ocorre fora dos linfonodos (regiões extranodais) em cerca de 40% dos casos, sendo considerado uma forma agressiva da doença. Pacientes com esse tipo de linfoma freqüentemente apresentam perda de peso, sudorese noturna e febre. Esse tipo de linfoma é freqüentemente curável através de quimioterapia combinada e radioterapia. Alguns pacientes podem também receber a quimioterapia no sistema nervoso central como forma de impedir a propagação do linfoma para aquela região.
Linfoma folicular: perfaz cerca de 20% de todos os casos de linfoma não-Hodgkin. Geralmente começa nos linfonodos sendo normalmente indolente. Os pacientes portadores de linfoma folicular podem ser tratados com uma combinação de quimioterapia em baixas doses, ou serem acompanhados de perto por um especialista. Transplante de células tronco hematopoéticas, Interferon e tratamento com anticorpo monoclonal, como o anticorpo anti-CD20 (Rituximab) podem também ser opções de tratamento.
Linfoma da zona marginal esplênico: (com ou sem os linfócitos vilosos): uma forma de linfoma que começa primariamente no baço. É uma forma incomum do linfoma de células B. Geralmente sua ação é lenta e normalmente não requer tratamento. Em alguns casos, a remoção cirúrgica do baço é recomendada.
Linfoma de zona marginal extranodal do tipo MALT: geralmente ocorre no estômago, mas também pode ocorrer no pulmão, na tireóide, nas glândulas salivares ou nos olhos. Pacientes que apresentam esse tipo de linfoma freqüentemente têm um histórico de inflamação crônica no local acometido, como gastrite e tireoidite. A radioterapia, a cirurgia, a quimioterapia ou uma combinação desses, são os tratamentos mais comuns.
Linfoma Linfoplasmocítico: Também de ocorrência rara, significando 1% de todos os casos de linfoma não-Hodgkin, é uma forma de linfoma indolente. Esse subtipo de linfoma envolve freqüentemente a medula óssea, os linfonodos e o baço.
As formas de tratamento são similares as da leucemia linfocítica crônica, e podem incluir uma combinação de quimioterapia, Interferon ou anticorpos monoclonais. A quimioterapia associada ao transplante de células tronco hematopoéticas também pode ser uma opção de tratamento.
Linfoma do Manto: Uma forma agressiva de linfoma não-Hodgkin, que ocorre em 7% dos casos, apesar de ainda estar na classificação da OMS como linfoma indolente. É mais comum ocorrer sem nenhum sintoma, em pacientes com mais de 60 anos. Envolve a medula óssea, linfonodos, baço, e sistema gastrointestinal, sendo identificado pelo aparecimento de uma proteína chamada ciclina D1 na massa tumoral ou nos linfócitos B circulantes malignos. Pessoas com Linfoma do Manto exibem também uma translocação específica nos cromossomos 11 e 14, que significa que partes desses dois cromossomos trocaram de lugares. O tratamento do linfoma do Manto utilizam altas doses de quimioterapia, seguidas pelo transplante de células tronco hematopoéticas, assim como Interferon ou anticorpos monoclonais.
Linfoma de grandes células mediastinal: Trata-se de uma forma agressiva de linfoma, que pode provocar complicações respiratórias, ou a síndrome da veia cava superior. Sua ocorrência é mais comum em mulheres com idades entre 30 e 40 anos, e representa aproximadamente 2,5% de todos os casos de linfoma não-Hodgkin. É tratado com doses elevadas de quimioterapia e pode também responder bem ao transplante de células tronco hematopoéticas.
Linfoma primário de efusão: A ocorrência dessa forma extremamente agressiva de linfoma é mais freqüente em pessoas HIV-positivas. Surge no pulmão, no coração ou nas cavidades abdominais e normalmente não apresenta uma massa tumoral identificável. É tratado como o linfoma difuso de grandes células.
Linfoma de Burkitt ou Leucemia Linfóide Aguda L3: Uma forma muita rara e agressiva de linfoma. Há três subtipos de linfoma de Burkitt: endêmico, esporádico e imunodeficiente-relacionado.
A forma endêmica ocorre de forma mais freqüente na África, com envolvimento dos ossos maxilares e lifonodos de crianças sendo associado ao vírus Epstein-Barr.
O linfoma de Burkitt esporádico é mais comum em países como os EUA e Brasil podendo ser identificado uma inatividade de um gene denominado c-myc. É comum em crianças e tem altas chances de cura com quimioterapia intensiva. Quando há envolvimento de mais de 25% da medula óssea é denominado leucemia linfóide aguda L3 e o uso de quimioterapia intensiva combinado ao transplante de células-tronco hematopoéticas aumentam as chances de cura do paciente.
O linfoma de Burkitt denominado imudeficiente relacionado pode ocorrer em crianças portadoras de imunodeficiências congênitas ou pacientes portadores de HIV.
Nas três formas, é um tipo agressivo de linfoma, onde requer altas doses de quimioterapia, mas com altas chances de cura.
Linfomas de células T:
Linfomas de células-T representam cerca de 10% de todos os casos de linfoma. Os subtipos mais comuns de linfomas de células-T e linfomas de células natural killer (NK-), são:
Linfoma linfoblástico de células T precursoras: Representa aproximadamente 15% de todos os linfoma linfocíticos agudos infantis, e 25% dos casos em adultos.
Sua ocorrência é mais comum em adolescentes e adultos jovens, e é mais comum em homens. É chamado de leucemia se existir mais de 25% de blastos na medula óssea, e de linfoma se existir menos de 25% de blastos na medula óssea. O linfoma linfoblástico normalmente tem início como uma grande massa mediastinal (nos linfonodos situados no interior do tórax) que se estende rapidamente para a medula óssea. Essa é considerada uma forma muito agressiva de linfoma. É tratado através de quimioterapia intensiva com altas chances de cura, mas em alguns casos pode incluir transplante de células tronco hematopoéticas.
Leucemia/Linfoma de células T relacionado ao HTLV-1: Esse tipo de linfoma é causado por um vírus chamado the human T-cell lymphotropic virus type I. É uma doença agressiva que normalmente envolve o osso e a pele; geralmente células da leucemia são encontradas na medula óssea. Esse tipo de linfoma tem pode responder à quimioterapia, embora associada a zidovudine (AZT) e Interferon, sendo que cerca de 2/3 dos pacientes atingem remissão.
Linfoma nasal T: É um tipo agressivo de linfoma, raro nos EUA e Europa, mas muito comum na Ásia e comunidades hispânicas. Pode ocorrer em crianças e adultos, e normalmente envolve o sistema nasal, mas pode também envolver a traquéia, o sistema gastrointestinal ou a pele. Geralmente pode apresentar resposta a quimioterapia intensiva e radioterapia.
Linfoma intestinal T: É um tipo agressivo de linfoma das células-T, que envolve os intestinos de pessoas com doença celíaca (que têm intolerância ao glúten), e de ocorrência rara nos EUA e Europa. Se deixado sem tratamento, pode comprometer severamente os intestinos. Esse tipo de linfoma pode ser prevenido se as pessoas celíacas adotarem uma dieta livre de glúten, mas se houver a instalação da doença, esta pode ser tratada com altas doses de quimioterapia.
Linfoma hepatoesplênico T: É um tipo agressivo do linfoma das células-T periféricas, que envolve o fígado e o baço. Ocorre mais freqüentemente em adolescentes masculinos e em homens mais jovens. É tratado como um linfoma difuso de grandes células
Linfoma cutâneo anaplásico: Essa é uma forma agressiva do linfoma que envolve somente a pele. Normalmente é tratada com sucesso com quimioterapia.
Linfoma da célula-T periférica: Esse é um tipo agressivo de linfoma, normalmente descoberto em um estágio já avançado. É mais comum em pessoas com mais de 60 anos, e representa cerca de 6% de todos os casos de linfoma registrados dos EUA e Europa. Envolve as células grandes difusas ou uma mistura de células difusas que exibem determinados tipos de proteínas: CD4 ou CD8 na imunohistoquímica. É tratado como linfoma das células-B grandes difusas, através de quimioterapia. O transplante de células tronco pode ser considerado em alguns casos.
Linfoma de células T angioimunoblástico: Esse é um tipo moderadamente agressivo de linfoma, marcado por sintomas como: linfonodos inchados, febre, perda do peso, rachaduras na pele e níveis elevados de anticorpos no sangue chamados gamaglobulinas. A ocorrência de infecções é muito comum em pacientes com depressão no sistema imunológico. Esse linfoma é identificado por alterações genéticas nas células T receptoras.
Linfoma anaplásico T sistêmico: Esse tipo de linfoma representa cerca de 2% de todos os linfomas e 10% de todos os linfomas que ocorrem na infância, mas é registrado tanto em adultos quanto em crianças. É uma forma agressiva de linfoma, com altas chances de cura com quimioterapia intensiva
quarta-feira, 4 de maio de 2011
AMEO - Associação da Medula Óssea
Buscar:
* Mapa do Site
* Fale Conosco
* Resultados
* Instituição
* Missão
* Quem Somos
* Medula Óssea
o O que é?
o Quem precisa de Transplante de Medula Óssea?
o Transplante de Medula Óssea (TMO)
o Fontes de células
o A Compatibilidade HLA
* Diagnósticos
o Exames
o Doenças Onco- Hematológicas
o Doenças Hematológicas
o Imunodeficiências
o Hemoglobinopatias
o Doenças auto imunes e outras doenças
* Doação de Medula
o Como me tornar um doador?
o Como é feita a doação de medula óssea?
o Endereços para se cadastrar em todo Brasil
o Doação do Cordão Umbilical
o Depoimentos de doadores
o Depoimentos de pacientes
* Busca do Doador
o Orientações para pacientes
o Orientações para médicos
o Centros de Transplantes no Brasil
o Banco de Doadores
* Dicas para o Paciente
o Orientações: Paciente com indicação de TMO
o Aos Parentes e Amigos
o Direitos do Paciente
o Programa Dose Certa
o Programa Farmacia Popular
* Como posso Ajudar
o Contribuições
o Apoie um Paciente!
o Seja um voluntário da AMEO
o Nossos Produtos
o Colaboradores AMEO
* Campanhas
o Introdução
o Agenda
* Notícias
* Galeria de Fotos
o Campanhas
o Eventos
* Glossário
Links úteis:
Locaweb
Página Inicial > Diagnósticos > Doenças Onco- Hematológicas
Doenças Onco- Hematológicas
As células que constituem nosso organismo se dividem e morrem de maneira ordenada, porém quando há alguma alteração no controle das células, estas passam a se multiplicar de forma desordenada, perdem sua função, ganham outras, invadem o lugar das células normais e causam o câncer ou neoplasia.
Abaixo descrevemos os aspectos gerais de doenças neoplásicas hematológicas (cânceres do sangue):
-Leucemias
Definição e etiologia
As leucemias são cânceres das células do sangue. Essa doença afeta crianças e adultos e tem como principal característica o acúmulo de células jovens ou imaturas anormais (blastos) na medula óssea -local de produção de células do sangue. Esse acúmulo inibe o crescimento e boa funcionalidade das células normais causando fraqueza e a falta de ar, resultantes da presença de um número pequeno de glóbulos vermelhos (anemia), infecção e febre, resultantes de uma quantidade e função inadequada de leucócitos, e sangramento, resultante de uma quantidade baixa de plaquetas.
As células leucêmicas saem da medula óssea, onde são produzidas e são liberadas na corrente sangüínea e transportadas até o fígado, baço, linfonodos ou gânglios, cérebro, rins e órgãos reprodutivos, onde continuam a crescer e a se dividir. A presença de células leucêmicas no cérebro pode causar dores de cabeça, vômito e irritabilidade, e, a expansão na medula óssea, pode causar dores ósseas e articulares.
É uma doença maligna de origem desconhecida, na maioria das vezes. Alguns fatores estão associados ao desenvolvimento da doença, como: exposição às radiações por raios ultravioletas do sol, conseqüências da Bomba que atingiu Hiroshima e acidentes biológicos, como o de Goiânia, infecções virais e ocorrências de erros genéticos nas células em divisão.
É importante saber que a leucemia não é contagiosa e nem hereditária (não é transmitida de pai para filho). Muitas pessoas confundem e pensam que uma leucemia é decorrente de uma forte anemia e isso não é verdade. As anemias ocorrem por diversas causas e não evoluem para leucemia. Entretanto, pacientes com leucemia freqüentemente apresentam quadros de anemia devido à doença e ao tipo de tratamento quimioterápico.
Segundo o Instituto Nacional do Câncer (INCA), o Brasil tem uma taxa estimada de sete casos para cada 100.000 habitantes por ano.
Classificação das leucemias:
Existem vários tipos de leucemia, que são denominados de acordo com a rapidez de sua evolução e do tipo de célula afetada. O objetivo de classificar o tipo de leucemia é definir o tratamento adequado e o prognóstico do paciente.
As leucemias são divididas em agudas e crônicas. As leucemias agudas se instalam rapidamente, em dias ou poucos meses o paciente apresenta na maioria dos casos: fraqueza, cansaço excessivo, perda de peso, palidez, sangramentos, anemia e infecções contínuas. As células que caracterizam a leucemia aguda são chamadas "blastos", por serem imaturas e se duplicarem rapidamente.
Em crianças, é a neoplasia mais frequente,representando 80% das leucemias nessa faixa etária,com sobrevida em 5 anos de 79%. Nos adultos, constitui 15% te todas as leucemias, com sobrevida de 5 anos de cerca de 30%.
As leucemias crônicas se instalam lentamente, os sintomas não são muito evidentes, muitas vezes o diagnóstico é feito através de um exame alterado de rotina sem que o paciente tenha percebido qualquer sintoma de cansaço, fadiga, emagrecimento ou aumento do baço (esplenomegalia), caracterizando a doença. A doença costuma ser menos agressiva e as complicações podem levar meses ou anos para ocorrer.
A leucemia também pode ser classificada pelo tipo de célula que origina a doença. A célula-tronco ou célula-mãe que dará origem às células sanguíneas, normalmente se diferencia em células linfóides, originando os linfócitos B e T e em células mielóides, dando origem aos outros glóbulos brancos (neutrófilos, basófilos, eosinófilos e monócitos), aos eritrócitos ou glóbulos vermelhos e às plaquetas.Quando há alteração na célula linfóide, a leucemia é denominada linfóide aguda ou crônica(LLA ou LLC). E quando a alteração é na célula mielóide, a leucemia é denominada mielóide(LMA ou LMC).
O diagnóstico das leucemias pode ser feito utilizando-se o esfregaço de sangue periférico e de medula óssea. Através do quadro clínico e os exames laboratoriais a doença será classificada em um subtipo específico de leucemia e o paciente terá seu diagnóstico confirmado.
As leucemias são definidas pela clássica classificação FAB (Grupo Cooperativo Francês, Americano e Britânico), que se baseia nas características morfológicas - citoquímicas e imunofenotípicas das células doentes e na classificação da OMS ou WHO (World Health Organization), proposta em 1997, para as doenças neoplásicas dos tecidos hematopoiético e linfóide. Essa classificação visa facilitar o progresso no entendimento e tratamento das neoplasias hematológicas e baseia-se na combinação dos aspectos citogenéticos/moleculares e clínicos associados aos dados morfológicos e imunofenotípicos.
Leucemia Aguda(LLA/LMA): Indicações ao TMO
-LLA de alto risco, em primeira remissão completa( incluido Citogenética: Cromossomo Philadélphia + e translocações);
-Infiltração leucêmica no testículo e Sistema Nervoso Central;
-Ausência de resposta completa dentro de 4 semanas do tratamento inicial;
-Segunda resposta completa em diante.
Leucemia Mielóide Crônica (LMC):Indicações ao TMO
A leucemia mielóide crônica é causada por um defeito genético específico-a translocação do cromossomo 9 e 22( cromossomo philadélphia)- produzindo o BCR-ABL, que interfere na atividade de uma enzima (tirosino-quinase) das células que se tornam malignas e se proliferam dando origem a doença. Representa 15% a 20% de todos os casos de leucemia. Pode ocorrer em qualquer idade. sendo seu pico de incidência entre os 50 e 60 anos.
O transplante continua sendo a única alternativa de tratamento potencialmente curativo. Entretanto o uso de inibidores de tirosino-quinase, como o Imatinib, oferece altas taxas de resposta. O TMO alogênico deve ser considerado nas seguintes situações:1) intolerância à droga; 2) falha de resposta hematológica após 3 meses de tratamento ou resposta citogenética após 6 a 12 meses com Imatinib;3) progressão dsa doença ou crise blástica.
-Linfomas de Hodgkin e não Hodgkin
Os linfomas são cânceres (tumores malignos) do sistema linfático. Como o sistema sangüíneo, o sistema linfático faz parte do sistema circulatório, mas o que circula é um líquido conhecido por linfa, em vez de sangue.
Esse líquido que circula nos vasos linfáticos para todas as partes do corpo é constituído por um tipo especializado de leucócitos (glóbulos brancos) denominados linfócitos possuem papel fundamental no sistema imunológico na defesa contra infecções e doenças.
Os vasos linfáticos passam através dos linfonodos ou gânglios linfáticos, popularmente conhecidos por "íngua", que contêm grande quantidade de linfócitos e atuam como um filtro contra bactérias e vírus, por exemplo. Quando uma parte do corpo fica infeccionada ou inflamada, os linfonodos mais próximos se tornam dilatados e sensíveis. Isso é o que acontece, por exemplo, quando uma pessoa com a garganta inflamada desenvolve "ínguas" no pescoço.
Os gânglios ou ínguas tendem a se aglomerar em grupos, principalmente nas axilas, no pescoço, virilha e região abdominal. Veja abaixo:
No caso do linfoma, os linfócitos cancerosos podem estar num único gânglio ou podem disseminar por todo o corpo, para quase todos os órgãos. Acumulam-se principalmente nas áreas do pescoço, axilas, abdômen e virilha.
Os dois tipos principais de linfoma são o linfoma de Hodgkin (mais comumente conhecido como doença de Hodgkin) e o linfoma não- Hodgkin. O linfoma não-Hodgkin apresenta vários subtipos, dentre os quais estão o Linfoma folicular, Linfoma difuso de grandes células B, Linfoma do Manto, o Linfoma de Burkitt e a micose fungóide.
O número de casos de linfoma não-Hodgkin é aproximadamente cinco vezes maior que o de doença de Hodgkin. Essas duas doenças apresentam um acometimento muito grande de pacientes em idade produtiva (adultos jovens).
O transplante está indicado naqueles pacientes que apresentam a primeira recaída, ou aqueles em que a resposta completa não foi alcançada.Para cada tipo de linfoma indica-se uma modalidade terapêutica específica. Seja através da quimioterapia tradicional, terapia alvo(Rituximab associado à quimioterapia), transplante autólogo ou alogênico.
TRATAMENTO
O tratamento das leucemias e linfomas acontece em diversas frentes:
· Quimioterapia (QT): São medicamentos aplicados em geral por via endovenosa e oral (pelas veias ou tomados por boca) que agem no ciclo celular impedindo que as células se multipliquem, destruindo as células doentes. Existem muitos quimioterápicos para cada doença, alguns mais específicos para determinada doença e outros menos. Todos têm efeitos desejáveis, que é impedir a progressão do tumor e efeitos colaterais indesejáveis, que variam muito com o medicamento.
· Radioterapia(RT): Tratamento realizado com auxílio de um aparelho semelhante ao Raio X, que emite radiação para o local do tumor ou, em alguns casos, irradiação total corporal. O tratamento é realizado em hospital, com uma programação de aplicações em dias seqüenciais, variando a quantidade de dias para cada caso (em geral menos de 30 dias). A aplicação da radioterapia é rápida, o paciente entra numa sala semelhante à de raioX e é colocado na posição adequada sobre uma mesa de metal. O aparelho é ligado e por poucos minutos o paciente fica parado recebendo a irradiação.
· Terapia à base de antibióticos para combate as freqüentes infecções.
· Transfusões de glóbulos vermelhos e plaquetas enquanto a medula não recupera a capacidade de produzir e maturar as células do sangue.
· Transplante de Medula Óssea (TMO), em casos de indicação.
-Mieloma Múltiplo
O mieloma múltiplo é um câncer das células da medula óssea caracterizada pela proliferação de um clone de plasmócitos. Essas células anormais multiplicam- se,acumulam-se na medula óssea, e produzem uma grande quantidade de anticorpos (imunoglobulinas) anormais que se acumulam no sangue ou na urina. Denomina-se "mieloma múltiplo" porque várias partes ou áreas da medula óssea estão envolvidas, A expansão da doença provoca destruição óssea e , consequentemente, dor e fraturas. Os tumores de plasmócitos (plasmocitomas) são mais comuns nos ossos pélvicos, na coluna vertebral, nas costelas e no crânio.
O mieloma representa 1% de todos os tipos de câncer, mas é o segundo câncer no sangue mais comum, depois dos linfomas. Esse câncer raro afeta igualmente homens e mulheres e é comumente observado em indivíduos com mais de 40 anos de idade. A sua causa é desconhecida, porém parece que algumas profissões, exposição às substâncias químicas (solventes, agentes de limpeza), infecções virais e à radiação podem eventualmente causar mieloma em indivíduos que tenham predisposição.
Freqüentemente, o mieloma múltiplo causa dores ósseas, especialmente na coluna vertebral ou nas costelas, e enfraquece os ossos, os quais podem fraturar facilmente. Embora a dor óssea seja geralmente o sintoma inicial, o distúrbio é ocasionalmente diagnosticado somente após a manifestação da anemia (uma quantidade demasiadamente pequena de eritrócitos no sangue), de infecções bacterianas.
Algumas vezes, o mieloma múltiplo é diagnosticado antes do individuo apresentar qualquer sintoma. Por exemplo, quando uma radiografia realizada por alguma outra razão revela a presença de áreas perfuradas nos ossos, as quais são características desse distúrbio podendo até causar fraturas expostas . Outras vezes, a doença é diagnosticada por um quadro mais avançado de insuficiência renal.
O hemograma completo pode detectar a presença de anemia e de eritrócitos anormais. A concentração de cálcio também encontra-se anormalmente elevada em um terço dos indivíduos com mieloma múltiplo, pois alterações ósseas acarretam a liberação de cálcio para a corrente sangüínea.
Entretanto, os exames diagnósticos fundamentais são: a eletroforese, a imunoeletroforese de proteínas séricas e exames de sangue que detectam e identificam o anticorpo anormal. A eletroforese e a imunoeletroforese da urina podem detectar a presença de proteínas de Bence Jones produzidas pelos plasmócitos, que são encontradas em 30 a 40% dos pacientes com mieloma múltiplo. Freqüentemente, as radiografias revelam perda da densidade óssea (osteoporose) e áreas perfuradas (líticas) de destruição óssea.
O tratamento visa prevenir ou aliviar os sintomas e as complicações, destruindo os plasmócitos e retardando a evolução do distúrbio. Os analgésicos fortes e a radioterapia sobre os ossos afetados podem ajudar a aliviar as dores ósseas, que podem ser muito intensas.
Para pacientes com determinada faixa etária a indicação do auto- transplante (transplante autólogo) é bastante freqüente e melhora a sobrevida. O transplante serve para consolidar o tratamento e pode ser indicado mais de uma vez.
Em construção...
voltar
CréditosRegras de Utilização
Buscar:
* Mapa do Site
* Fale Conosco
* Resultados
* Instituição
* Missão
* Quem Somos
* Medula Óssea
o O que é?
o Quem precisa de Transplante de Medula Óssea?
o Transplante de Medula Óssea (TMO)
o Fontes de células
o A Compatibilidade HLA
* Diagnósticos
o Exames
o Doenças Onco- Hematológicas
o Doenças Hematológicas
o Imunodeficiências
o Hemoglobinopatias
o Doenças auto imunes e outras doenças
* Doação de Medula
o Como me tornar um doador?
o Como é feita a doação de medula óssea?
o Endereços para se cadastrar em todo Brasil
o Doação do Cordão Umbilical
o Depoimentos de doadores
o Depoimentos de pacientes
* Busca do Doador
o Orientações para pacientes
o Orientações para médicos
o Centros de Transplantes no Brasil
o Banco de Doadores
* Dicas para o Paciente
o Orientações: Paciente com indicação de TMO
o Aos Parentes e Amigos
o Direitos do Paciente
o Programa Dose Certa
o Programa Farmacia Popular
* Como posso Ajudar
o Contribuições
o Apoie um Paciente!
o Seja um voluntário da AMEO
o Nossos Produtos
o Colaboradores AMEO
* Campanhas
o Introdução
o Agenda
* Notícias
* Galeria de Fotos
o Campanhas
o Eventos
* Glossário
Links úteis:
Locaweb
Página Inicial > Diagnósticos > Doenças Onco- Hematológicas
Doenças Onco- Hematológicas
As células que constituem nosso organismo se dividem e morrem de maneira ordenada, porém quando há alguma alteração no controle das células, estas passam a se multiplicar de forma desordenada, perdem sua função, ganham outras, invadem o lugar das células normais e causam o câncer ou neoplasia.
Abaixo descrevemos os aspectos gerais de doenças neoplásicas hematológicas (cânceres do sangue):
-Leucemias
Definição e etiologia
As leucemias são cânceres das células do sangue. Essa doença afeta crianças e adultos e tem como principal característica o acúmulo de células jovens ou imaturas anormais (blastos) na medula óssea -local de produção de células do sangue. Esse acúmulo inibe o crescimento e boa funcionalidade das células normais causando fraqueza e a falta de ar, resultantes da presença de um número pequeno de glóbulos vermelhos (anemia), infecção e febre, resultantes de uma quantidade e função inadequada de leucócitos, e sangramento, resultante de uma quantidade baixa de plaquetas.
As células leucêmicas saem da medula óssea, onde são produzidas e são liberadas na corrente sangüínea e transportadas até o fígado, baço, linfonodos ou gânglios, cérebro, rins e órgãos reprodutivos, onde continuam a crescer e a se dividir. A presença de células leucêmicas no cérebro pode causar dores de cabeça, vômito e irritabilidade, e, a expansão na medula óssea, pode causar dores ósseas e articulares.
É uma doença maligna de origem desconhecida, na maioria das vezes. Alguns fatores estão associados ao desenvolvimento da doença, como: exposição às radiações por raios ultravioletas do sol, conseqüências da Bomba que atingiu Hiroshima e acidentes biológicos, como o de Goiânia, infecções virais e ocorrências de erros genéticos nas células em divisão.
É importante saber que a leucemia não é contagiosa e nem hereditária (não é transmitida de pai para filho). Muitas pessoas confundem e pensam que uma leucemia é decorrente de uma forte anemia e isso não é verdade. As anemias ocorrem por diversas causas e não evoluem para leucemia. Entretanto, pacientes com leucemia freqüentemente apresentam quadros de anemia devido à doença e ao tipo de tratamento quimioterápico.
Segundo o Instituto Nacional do Câncer (INCA), o Brasil tem uma taxa estimada de sete casos para cada 100.000 habitantes por ano.
Classificação das leucemias:
Existem vários tipos de leucemia, que são denominados de acordo com a rapidez de sua evolução e do tipo de célula afetada. O objetivo de classificar o tipo de leucemia é definir o tratamento adequado e o prognóstico do paciente.
As leucemias são divididas em agudas e crônicas. As leucemias agudas se instalam rapidamente, em dias ou poucos meses o paciente apresenta na maioria dos casos: fraqueza, cansaço excessivo, perda de peso, palidez, sangramentos, anemia e infecções contínuas. As células que caracterizam a leucemia aguda são chamadas "blastos", por serem imaturas e se duplicarem rapidamente.
Em crianças, é a neoplasia mais frequente,representando 80% das leucemias nessa faixa etária,com sobrevida em 5 anos de 79%. Nos adultos, constitui 15% te todas as leucemias, com sobrevida de 5 anos de cerca de 30%.
As leucemias crônicas se instalam lentamente, os sintomas não são muito evidentes, muitas vezes o diagnóstico é feito através de um exame alterado de rotina sem que o paciente tenha percebido qualquer sintoma de cansaço, fadiga, emagrecimento ou aumento do baço (esplenomegalia), caracterizando a doença. A doença costuma ser menos agressiva e as complicações podem levar meses ou anos para ocorrer.
A leucemia também pode ser classificada pelo tipo de célula que origina a doença. A célula-tronco ou célula-mãe que dará origem às células sanguíneas, normalmente se diferencia em células linfóides, originando os linfócitos B e T e em células mielóides, dando origem aos outros glóbulos brancos (neutrófilos, basófilos, eosinófilos e monócitos), aos eritrócitos ou glóbulos vermelhos e às plaquetas.Quando há alteração na célula linfóide, a leucemia é denominada linfóide aguda ou crônica(LLA ou LLC). E quando a alteração é na célula mielóide, a leucemia é denominada mielóide(LMA ou LMC).
O diagnóstico das leucemias pode ser feito utilizando-se o esfregaço de sangue periférico e de medula óssea. Através do quadro clínico e os exames laboratoriais a doença será classificada em um subtipo específico de leucemia e o paciente terá seu diagnóstico confirmado.
As leucemias são definidas pela clássica classificação FAB (Grupo Cooperativo Francês, Americano e Britânico), que se baseia nas características morfológicas - citoquímicas e imunofenotípicas das células doentes e na classificação da OMS ou WHO (World Health Organization), proposta em 1997, para as doenças neoplásicas dos tecidos hematopoiético e linfóide. Essa classificação visa facilitar o progresso no entendimento e tratamento das neoplasias hematológicas e baseia-se na combinação dos aspectos citogenéticos/moleculares e clínicos associados aos dados morfológicos e imunofenotípicos.
Leucemia Aguda(LLA/LMA): Indicações ao TMO
-LLA de alto risco, em primeira remissão completa( incluido Citogenética: Cromossomo Philadélphia + e translocações);
-Infiltração leucêmica no testículo e Sistema Nervoso Central;
-Ausência de resposta completa dentro de 4 semanas do tratamento inicial;
-Segunda resposta completa em diante.
Leucemia Mielóide Crônica (LMC):Indicações ao TMO
A leucemia mielóide crônica é causada por um defeito genético específico-a translocação do cromossomo 9 e 22( cromossomo philadélphia)- produzindo o BCR-ABL, que interfere na atividade de uma enzima (tirosino-quinase) das células que se tornam malignas e se proliferam dando origem a doença. Representa 15% a 20% de todos os casos de leucemia. Pode ocorrer em qualquer idade. sendo seu pico de incidência entre os 50 e 60 anos.
O transplante continua sendo a única alternativa de tratamento potencialmente curativo. Entretanto o uso de inibidores de tirosino-quinase, como o Imatinib, oferece altas taxas de resposta. O TMO alogênico deve ser considerado nas seguintes situações:1) intolerância à droga; 2) falha de resposta hematológica após 3 meses de tratamento ou resposta citogenética após 6 a 12 meses com Imatinib;3) progressão dsa doença ou crise blástica.
-Linfomas de Hodgkin e não Hodgkin
Os linfomas são cânceres (tumores malignos) do sistema linfático. Como o sistema sangüíneo, o sistema linfático faz parte do sistema circulatório, mas o que circula é um líquido conhecido por linfa, em vez de sangue.
Esse líquido que circula nos vasos linfáticos para todas as partes do corpo é constituído por um tipo especializado de leucócitos (glóbulos brancos) denominados linfócitos possuem papel fundamental no sistema imunológico na defesa contra infecções e doenças.
Os vasos linfáticos passam através dos linfonodos ou gânglios linfáticos, popularmente conhecidos por "íngua", que contêm grande quantidade de linfócitos e atuam como um filtro contra bactérias e vírus, por exemplo. Quando uma parte do corpo fica infeccionada ou inflamada, os linfonodos mais próximos se tornam dilatados e sensíveis. Isso é o que acontece, por exemplo, quando uma pessoa com a garganta inflamada desenvolve "ínguas" no pescoço.
Os gânglios ou ínguas tendem a se aglomerar em grupos, principalmente nas axilas, no pescoço, virilha e região abdominal. Veja abaixo:
No caso do linfoma, os linfócitos cancerosos podem estar num único gânglio ou podem disseminar por todo o corpo, para quase todos os órgãos. Acumulam-se principalmente nas áreas do pescoço, axilas, abdômen e virilha.
Os dois tipos principais de linfoma são o linfoma de Hodgkin (mais comumente conhecido como doença de Hodgkin) e o linfoma não- Hodgkin. O linfoma não-Hodgkin apresenta vários subtipos, dentre os quais estão o Linfoma folicular, Linfoma difuso de grandes células B, Linfoma do Manto, o Linfoma de Burkitt e a micose fungóide.
O número de casos de linfoma não-Hodgkin é aproximadamente cinco vezes maior que o de doença de Hodgkin. Essas duas doenças apresentam um acometimento muito grande de pacientes em idade produtiva (adultos jovens).
O transplante está indicado naqueles pacientes que apresentam a primeira recaída, ou aqueles em que a resposta completa não foi alcançada.Para cada tipo de linfoma indica-se uma modalidade terapêutica específica. Seja através da quimioterapia tradicional, terapia alvo(Rituximab associado à quimioterapia), transplante autólogo ou alogênico.
TRATAMENTO
O tratamento das leucemias e linfomas acontece em diversas frentes:
· Quimioterapia (QT): São medicamentos aplicados em geral por via endovenosa e oral (pelas veias ou tomados por boca) que agem no ciclo celular impedindo que as células se multipliquem, destruindo as células doentes. Existem muitos quimioterápicos para cada doença, alguns mais específicos para determinada doença e outros menos. Todos têm efeitos desejáveis, que é impedir a progressão do tumor e efeitos colaterais indesejáveis, que variam muito com o medicamento.
· Radioterapia(RT): Tratamento realizado com auxílio de um aparelho semelhante ao Raio X, que emite radiação para o local do tumor ou, em alguns casos, irradiação total corporal. O tratamento é realizado em hospital, com uma programação de aplicações em dias seqüenciais, variando a quantidade de dias para cada caso (em geral menos de 30 dias). A aplicação da radioterapia é rápida, o paciente entra numa sala semelhante à de raioX e é colocado na posição adequada sobre uma mesa de metal. O aparelho é ligado e por poucos minutos o paciente fica parado recebendo a irradiação.
· Terapia à base de antibióticos para combate as freqüentes infecções.
· Transfusões de glóbulos vermelhos e plaquetas enquanto a medula não recupera a capacidade de produzir e maturar as células do sangue.
· Transplante de Medula Óssea (TMO), em casos de indicação.
-Mieloma Múltiplo
O mieloma múltiplo é um câncer das células da medula óssea caracterizada pela proliferação de um clone de plasmócitos. Essas células anormais multiplicam- se,acumulam-se na medula óssea, e produzem uma grande quantidade de anticorpos (imunoglobulinas) anormais que se acumulam no sangue ou na urina. Denomina-se "mieloma múltiplo" porque várias partes ou áreas da medula óssea estão envolvidas, A expansão da doença provoca destruição óssea e , consequentemente, dor e fraturas. Os tumores de plasmócitos (plasmocitomas) são mais comuns nos ossos pélvicos, na coluna vertebral, nas costelas e no crânio.
O mieloma representa 1% de todos os tipos de câncer, mas é o segundo câncer no sangue mais comum, depois dos linfomas. Esse câncer raro afeta igualmente homens e mulheres e é comumente observado em indivíduos com mais de 40 anos de idade. A sua causa é desconhecida, porém parece que algumas profissões, exposição às substâncias químicas (solventes, agentes de limpeza), infecções virais e à radiação podem eventualmente causar mieloma em indivíduos que tenham predisposição.
Freqüentemente, o mieloma múltiplo causa dores ósseas, especialmente na coluna vertebral ou nas costelas, e enfraquece os ossos, os quais podem fraturar facilmente. Embora a dor óssea seja geralmente o sintoma inicial, o distúrbio é ocasionalmente diagnosticado somente após a manifestação da anemia (uma quantidade demasiadamente pequena de eritrócitos no sangue), de infecções bacterianas.
Algumas vezes, o mieloma múltiplo é diagnosticado antes do individuo apresentar qualquer sintoma. Por exemplo, quando uma radiografia realizada por alguma outra razão revela a presença de áreas perfuradas nos ossos, as quais são características desse distúrbio podendo até causar fraturas expostas . Outras vezes, a doença é diagnosticada por um quadro mais avançado de insuficiência renal.
O hemograma completo pode detectar a presença de anemia e de eritrócitos anormais. A concentração de cálcio também encontra-se anormalmente elevada em um terço dos indivíduos com mieloma múltiplo, pois alterações ósseas acarretam a liberação de cálcio para a corrente sangüínea.
Entretanto, os exames diagnósticos fundamentais são: a eletroforese, a imunoeletroforese de proteínas séricas e exames de sangue que detectam e identificam o anticorpo anormal. A eletroforese e a imunoeletroforese da urina podem detectar a presença de proteínas de Bence Jones produzidas pelos plasmócitos, que são encontradas em 30 a 40% dos pacientes com mieloma múltiplo. Freqüentemente, as radiografias revelam perda da densidade óssea (osteoporose) e áreas perfuradas (líticas) de destruição óssea.
O tratamento visa prevenir ou aliviar os sintomas e as complicações, destruindo os plasmócitos e retardando a evolução do distúrbio. Os analgésicos fortes e a radioterapia sobre os ossos afetados podem ajudar a aliviar as dores ósseas, que podem ser muito intensas.
Para pacientes com determinada faixa etária a indicação do auto- transplante (transplante autólogo) é bastante freqüente e melhora a sobrevida. O transplante serve para consolidar o tratamento e pode ser indicado mais de uma vez.
Em construção...
voltar
CréditosRegras de Utilização
Assinar:
Postagens (Atom)



